08 junho 2003

mão única

Carolzinha acaba de me dizer, pelo ICQ, que consegue acessar meu blog tranqüilamente.
Minha mãe me diz, por telefone, que não consegue ver nada há dias. O mesmo ocorre comigo.

Será que é de família?

07 junho 2003

Começando a ficar sem paciência com o Blogger.

Saco, saco, saco!!!
Não consigo acessar meu blog há dois dias; e vocês, provavelmente, também não. A situação me confere o título, ainda que temporário, de pessoa desprovida das faculdades mentais - uma vez que discurso, inutilmente, com meus próprios botões virtuais, em busca de uma sensação que não existe, ou seja, a de dialogar com as caraminholas (ou seria CONTRA as caraminholas?) de vocês, conforme costume.

Aboletada em minha cadeira de praia - sim, eu uso uma cadeira de praia para escrever diante do micro -, o tempo insosso lá fora, ainda sofrendo com a indigestão de uma sopa de cebola que teimei em preparar para o almoço, embora soubesse que não ia dar em boa cousa (o nome já diz: sopa de cebola!), penso que deveria arrumar atividade menos solitária, infrutífera, intransigente e até mesquinha do que dividir sujeitos e objetos nada diretos com leitores impedidos de visualizar meu cafajeste diário virtual. Por obra do destino, do acaso, de conspirações do universo (como diriam os místicos) ou de preguiça mesmo (como afirmaria minha amada mãe), careço de idéia melhor, de modo que sigo, acomodada e até feliz na improdutividade típica de um sábado de junho carioca.

Ou, por outra: depois daquela sopa de cebola, o que vier é lucro.

06 junho 2003

Teste.
Raios,
o que há com meu Blog?

03 junho 2003



Se ele me pedisse em casamento:

(Resposta interna, imediata)
Falassério!! Onde é que eu assino???

(Resposta externa, depois de um minuto e um suspiro indeciso)
Tá bom, vai...

Agora, sério: Filme: The Unsaid - No limite do silêncio

Concordo com a crítica da Fabiane Secches.

02 junho 2003

Passei aqui para deixar um bom dia a todos, e ver se meu blog destranca. Desde ontem, tem andado meio mal das pernas; não sei o que há.
Segunda-feira agitada.
Hoje vai rolar ensaio lá na Tijuca. Alguém quer pedir uma música?
Beijos.

01 junho 2003

as abelhudas



Companheira fiel e impecável na hora de pagar um bom mico, minha cunhada Erica topou no ato: lá fomos nós, as abelhudas, ao show-matinê do Kid Abelha no ATL Hall. Um luxo só. O ATL estava, como diriam eles próprios, “bombado” de adolescentes e pré-adolescentes acompanhados de seus pais, tios, avós... uma banda super família, enfim.

Paula Toller segue cada vez mais linda, e, por mais que seja acusada de ter uma voz enjoadinha, quem entende um pouco do babado saca que é difícil encontrar tamanha segurança e precisão vocal numa só cantora pop. Não é para menos; ela tem formação lírica – pouca gente sabe disso -, estudou para valer, e não está de brincadeira. Criticar o timbre é fácil, ainda mais quando se trata de uma mulher apenas muito bonita, que não picotou os cabelos, não se encheu de piercings, não grita e não cospe no chão...

O resto é um belo show acústico, desses da moda, com um cenário lindíssimo, infestado de hits assobiáveis que exercem, com brilhantismo, a única função a que se propõem: ser pop.
teste.

31 maio 2003

Ana Lógica


Para quem me escreve e deixa recadinho perguntando se eu tenho uma banda e como é o som, eu respondo (e aproveito para fazer meu comercial): sim, eu tenho uma banda. Chama-se Ana Lógica.

Somos um trio – Lori Guimarães na bateia, Adal Da Pieve (meu irmão) na guitarra, e esta que vos escreve no baixo e vocais. Somos todos gaúchos, mas moramos no Rio de Janeiro desde 98. Viemos juntos, justamente para continuar o trabalho da banda, que começou há onze anos.

Em 2001, gravamos nosso primeiro disco, produzido pelo (experiente e excelente) Mayrton Bahia, que produziu discos de Legião Urbana, Adriana Calcanhoto, Elis Regina, João Gilberto, Engenheiros do Hawaii, etc e etc e etc... São onze composições minhas, e uma regravação do Caetano Veloso – Reconvexo, quem tem mais de 20 anos deve lembrar dessa música na voz da Bethânia: “meu som te cega, careta, quem é você?”.

O CD ainda não foi lançado, porque ainda não acertamos com nenhuma gravadora, mas acredito que, deste ano, não passe. Farei aqui o devido estardalhaço, podem deixar comigo.

O estilo da banda é uma coisa que adoram me perguntar, mas nunca consigo responder direito. Eu digo que é rock-pop-com-pitadas-de-nem-tão-pop-assim.

No disco, usamos alguns músicos de apoio nos arranjos – metais e teclados, além da sanfona do Luciano, um amigo gaúcho que, gentilmente, emprestou seu talento à faixa “Desvairadamente Feliz”, que é uma milonga. (Milonga, para quem não sabe, é um ritmo tipicamente gaúcho, com origem na Argentina).

Um beijo para ti, Luciano, que certamente não me lê aqui.

A minha voz é uma coisa que todos classificam como “diferente”, e eu rezo todas as noites para isso significar alguma coisa boa. No início, quando não havia a Cássia Eller e a Ana Carolina, diziam que eu parecia um homem cantando em algumas canções mais graves. Hoje em dia, dizem que eu pareço a Cássia Eller ou a Ana Carolina. Mas a verdade é que elas têm um registro vocal muito mais grave que o meu. Eu também sou contralto, mas não vou tããão grave, e flerto com uns agudinhos que, às vezes, lembram Paula Toller ou Marisa Monte, vamos dizer assim. E, quando eu canto em tons médios, lembra o timbre do Nando Reis.

Às vezes eu grito um pouco, mas não chega a parecer que estou tendo um ataque epilético. Talvez eu grite porque não tenho como fazer jogo corporal, porque minhas costas estão segurando um contrabaixo pesado, e minhas mãos estão ocupadas nas cordas dele. Assim, o único instrumento que posso usar para interpretar a canção é, de fato, a goela. E não gosto de cantar sem o baixo, porque parece que eu fico sem roupa.

As pessoas também me perguntam se não é muito difícil cantar e tocar baixo ao mesmo tempo. Eu respondo que é como dirigir: no início dá impressão de que vai ser impossível coordenar todos os movimentos, mas rapidinho acostuma.

Bom, acho que já falei demais sobre o som.

A boa notícia é que, em breve, teremos o site da Ana Lógica, onde vocês poderão conferir fotos, biografias, agenda, release, e ainda ouvir trechos de músicas em MP3.

30 maio 2003

Alugo seu filho por uma noite

Não, não sou pedófila!! Só quero ir ao show (matinê) do Kid Abelha, domingo, às 19h, no ATL Hall. Censura livre.
Pago o ingresso do seu filho, busco e levo, e ainda compro uma água durante o show – que sou contra dar refrigerante a criança.
Vai querer?

Sei lá, estou precisando ouvir músicas doces.

29 maio 2003

Rio, 18 graus


Dias “frios” no Rio de Janeiro. A cidade fica com um ar melancólico que eu, particularmente, aprecio mais do que aquela gosma quente que se forma sobre tudo e todos no verão, sol derretendo a moleira, senhorinhas gordas suando e disputando espaço à sombra das marquises, com suas sacolas cheias de frutas, desodorantes vencidos, a fala arrastada, o olhar perdido, os assuntos de sempre - que o filho, que a vizinha, que o marido...

No inverno, não. No inverno, o Rio é menos escaldante, menos seboso, menos atormentado. As senhoras vestem um agasalho e vão, no máximo, até a varanda tomar um chazinho com biscoitos. O marido fica achando que o agasalho é exagero, e ela nem revela, mas gosta mesmo é porque esconde um pneuzinho ou outro, aí o biscoitinho desce com menos culpa – algumas pensam “menas culpa”, e até dizem.

É tempo de muito vento na praia e ressacas no mar. Que coisa boa caminhar no calçadão sem o ininterrupto anúncio da goela do vendedor de biscoito Globo! E os engarrafamentos de fim de semana?

À noite, as boates recebem moças mais bem vestidas e maquiadas. A Lapa recebe os mesmos boêmios, que bebem a mesma caipirinha, que ouvem o mesmo chorinho, que batucam nas mesmas caixinhas de fósforo, mas é tão diferente: na volta para casa, o ar fresco da madrugada deixa tudo mais poético. Rola até um chapéu.

Os cariocas podem odiar esta época do ano, mas é quando a beleza estonteante do cartão postal está fazendo as unhas e colocando rolinhos no cabelo... Para que o sol volte a brilhar no próximo verão.

No inverno, o Rio de Janeiro continua lindo.

27 maio 2003

Família Eletrônica


E-mail da mamãe:

Oi, lindinha,
estou fazendo um esforço, soprando, soprando, pra ver se consigo enviar,
junto com a msg, um pouco do frio daqui. Verdade que ainda não está MUITO
frio, mas já dá para sentir o gostinho.



E-mail do papai:

Agora sou eu quem está passando este e-mail. Eu, quer dizer: o pai. Estou com saudades de vocês, pois tu e o mano só falam com a mãe no telefone. Aqui está tudo bom. Além disso,
tenho cuidado da mãe de vocês o melhor que eu posso, e quando posso e ela deixa. Faço almoço todos os dias e compro as coisas para o café da noite.Vou com ela passear em POA e na Serra, etc etc etc...
Um beijo grande grande grande em vocês, e sejam felizes e bonitos
sempre sempre.Tchau.



E-mail do irmão:

Vírus "Microsoft" implanta programa-espião
Segunda-feira, 19 de maio de 2003 - 16h08
SÃO PAULO - O cavalo-de-tróia Palyh@mm, também conhecido como "Microsoft", se propaga por e-mail e conexões de redes locais e instala um programa-espião no PC invadido. Os fabricantes de antivírus o classificam como ameaça de nível médio.
O Palyh chega num e-mail cujo remente é um endereço falso da Microsoft: "support@microsoft.com" - daí o apelido. O assunto e o nome do arquivo anexo variam. Se executado o anexo, um arquivo PIF, o programa varre o computador em busca de endereços de e-mail e usa um motor SMTP próprio para enviar mensagens a todos os endereços encontrados. Além de se propagar por máquinas ligadas em rede, o vírus se auto-renova entrando em contato com um servidor web. Com esse recurso, é possível que ele também possa roubar dados do sistema, já que deixa um porta aberta para a internet.
Carlos Machado, da INF

25 maio 2003

programinha solitário e antigo de sábado à noite

1 - Quase famosos
2 - Pecado original

24 maio 2003

Ricardo diz que estou enigmática. Acho que estou mesmo, até pra mim. Cada sonho...
Essa noite, sonhei que estava de mãos dadas com um ator da Globo, gaúcho, mais que quarentão. Não é o Werner, é outro.

Aniversário do meu irmão foi assim, agradável, em família – ou “em banda”, o que é mais apropriado se dizer, mas já virou tudo a mesma coisa. Encomendei salgadinhos na Rose, aqui do Recreio, e uma torta de chocolate trufada. E fiz uma coisa que eu chamo de canapé... Os meninos se esbaldaram.

Aliás, meu irmão apagou uma velinha de 19, comprada pela namorada. Como o amor é generooooooso...

Não vou revelar a idade dele. Mas, quando ele tinha 19, eu tinha 15/16, namorava um cabeludo de 20, dirigia um Buggy amarelo-ovo para lá e para cá, toda prosa, e tocava guitarra numa banda de rock.

No meu aniversário, fui apresentar meu namorado a meu pai. Aqueles momentos difíceis, mais para o moço cabeludo do que para mim. Ambos olhamos para minha melhor amiga, e dissemos: “tu vem junto!”

Ela já conhecia meu pai há um tempo, seria mais fácil quebrar o gelo com alguém por perto.

Fomos, a três. Chegada a hora, anunciei: “Pai, este é o fulano!”

E meu pai, olhando para ele e para ela ao mesmo tempo: “Ãhn? Qual delas? Esta, ou esta?”

O cabeludo avermelhou, e minha amiga gargalhava compulsivamente. E eu, embora não estivesse na dúvida, também não soube o que dizer.

Que situação mais injusta, eu fico pensando. Porque o fulano, por mais que quisesse, jamais poderia se dirigir ao pai da moça nestes termos:

- O senhor me desculpe, mas o único veado aqui é o senhor.

Pobres aprendizes de genro, já começam a engolir os sapos desde muito cedo. Trata-se de uma vingança que se prolifera ao passar das gerações; o genro, um dia, se tornará sogro. E a maldição segue, implacável.
Mas, como eu dizia, foi nossa época de (amarelo) ovo. Já quebramos a casca e a cara, já cantamos de galo, já galinhamos o suficiente.

Agora estamos tão convictos de nossa “adultice”, que enchemos a casa de balões coloridos e fizemos uma festinha toda decorada de... Homem-Aranha.

Com direito a painel na parede e chapeuzinho, claro. Senão, que graça?

22 maio 2003

eu mereço...

Não percam esta: o nome eleito para a prenda é Bibiana
o difícil

O difícil é quando você está muito bem, mas não sabe explicar o porquê. As pessoas perguntam, o dinheiro, o trabalho, o sexo, as novidades, e você não sabe. As pessoas querem muito saber dos motivos. Gostam tanto de fuçar razões!

Certa feita, fiz uma música que dizia assim:

“Eu não tenho escolha
não tenho palavras
não faço sequer sentido
mas eu não quero motivos
não quero prova
só quero e estar contigo”.

E eu nunca estive com ele.

E assim é a vida. Mas eu avisei, avisei que não havia sentido.

As razões da vida são leis que não “pegaram”. Mas sempre tem um guarda chato apitando na esquina.

20 maio 2003

uma coisa é certa

Uma coisa é certa: me aguardem...

18 maio 2003

Bibi Da "Pievi"

Fui saber hoje que tem um pedacinho de mim no Submarino. Só R$ 9,90!

Trocaram o Pieve por "Pievi", mas tudo bem, o livro não é meu mesmo...

17 maio 2003

Vocês não têm me visitado com a regularidade desejada, mas nem vou reclamar. Estou mesmo aquém do que meus amigos virtuais consideram uma moça boa de blog. Tudo bem, tudo bem. Não vou reclamar, já disse. Só um choramingo básico, tipo charme, que é para eu não perder o hábito.

(Fungada)

O que fizeram com aquele moço, o Marcos Pasquim, foi realmente algo assim meio estranho. Primeiro, deixaram o cabelo dele crescer, sujando um pouco aquela cara de bom moço; o que conta pontos a favor, claro.

Conseguida a façanha de transformá-lo em um homem interessante, decidiram fazer ainda “melhor”: o papel dele se destina a esbofetear as pessoas na rua, sem muito critério, a fim de (creio eu) tornar as cenas “de ação” mais atraentes. Blargh! Tudo em vão.

Quando vi o Marcos Pasquim de cabelo crescidinho, barba mal feita e óculos na cara, parei ali mesmo, interessada. Mas, quando ele começou a descer o pau na metade do elenco masculino da novela, minha esperança foi por água abaixo. Quanto mau gosto.

Não que eu espere grandes textos de uma novela, sobre tudo das 7h. Mas, pelo menos, as cenas de pancadaria gratuita, no maior estilo decadente-Van-Damme-de-ser, poderiam ficar de lado nesse horário tão juvenil.

Claro que estou equivocada e iludida; que o Jô Soares vai dizer que a televisão não influencia o comportamento das pessoas, que “todo mundo” (?) gosta de cenas violentas, etc. Já sei, já sei, tudo fica por isso mesmo.

A violência, afinal, é uma mazela social muito antiga, que é fruto da má distribuição de renda neste país, da falta de recursos nas camadas mais pobres da população, da falta de educação, blá, blá, blá. E, quanto aos mauricinhos malhados da Zona Sul, que tomam bomba nas academias e vão para as boates encher de porrada o primeiro que olhar para as curvas das suas namoradas, a isso se dá uma explicação psicológica muito elaborada, típica das nossas cabeças geniais do século XXI, que pode ser reduzida, em última análise, a uma só frase:

- É falta de Prozac.

13 maio 2003

Vamos lá, eu não estou legal.

Mas não é aquele “não estou legal” fechado, denso, sujeito a trovoadas. É apenas um – dá licença de eu não estar legal? Obrigada.

Nada vai explodir; eu não vou pensar que a vida não vale a pena, nem vou me atirar pela janela, nada disso. Talvez coma um chocolate, ou dois, ou três, e depois fique com a herança do mau humor, pequena e amarelada, bem na ponta do meu nariz.

Minto! A única explosão será esta, e talvez ela seja a pior de todas: a explosão do espelho.

Sonhei que alguém me perguntava: “vem cá, quanto tempo faz que você não chora, hein?”.

Não sei, não lembro. Não é meio pecaminoso chorar num mundo onde os livros mais vendidos trazem receitas “tiro-e-queda” para ser feliz? Que motivo há, afinal, para que o sujeito não se sinta completo, se, hoje em dia, é até possível trocar o refrigerante por um suco na sua Mac Oferta?

Outro dia eu passei numa banca, lá no Catete, e comprei a revista Nova, que eu não lia há anos, acho que desde a adolescência. Pois eu deveria ser contratada para trabalhar como ombudsman dessas revistas femininas. Taí, vou escrever para esse pessoal.

Faz um tempinho, também, que eu não consigo rezar direito. Sim, porque eu costumava rezar, mas ando meio dispersa até nisso. Deus que me perdoe, mas é a pura verdade.

Viram? Nem um texto eu consigo terminar com clareza, acabo misturando os assuntos.

É como se terminasse uma oração assim:

O pão nosso de cada dia nos dai hoje, perdoai as nossas ofensas assim como nós perdoamos a quem nos tem ofendido, mexendo o tempo todo em fogo brando, acrescentando sal a gosto, até que a morte nos separe, amém.

Rende quatro porções.

***

Dizem que o Garotinho anda declarando que, durante seu governo, investiu muito em educação. Prova é que, antes, as balas eram perdidas. Agora, estão ingressando na universidade.