21 novembro 2008

Segunda-feira eu faço 31 e já vou avisando: a partir de então, farei trinta e uns.
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Hoje eu vi uma cena ótima na rua. Uma senhora levava no colo um poodle que vestia um colete preto e amarelo escrito: POLÍCIA.
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Aviso no site de uma editora: "não avaliamos mais originais de pessoas que não sejam intermediadas por um agente literário."

Pois eu também não avalio mais editoras que não sejam intermediadas por um agente editorial, pronto. Hoho.
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Toda vez que alguém me diz "seu cabelo ficou muito melhor assim" eu, em vez de considerar elogio, sinto que devo ter andado pagando mico e não sabia. É que ninguém interfere para criticar, então a gente não pode confiar. Raras são as pessoas que, honestamente, chegam para você e dizem: olha, seu cabelo está precisando de um novo corte, e não bastará mudar o penteado, é tesoura nele.

Até porque o último que me disse isso está até hoje com a tesoura entalada no pescoço, para aprender a não dizer besteira.

14 outubro 2008

Décimo Terceiro

É quando chega, assim, outubro – e outubro sempre chega assim, do nada. Ninguém percebe, mas a verdade é que outubro começa pelo meio. Você vê, amanhã já é dia do professor de novo e parece que a gente não aprende. Aliás, estive pensando: o que há com setembro que não prenuncia, não insinua e não adverte ninguém de coisa nenhuma?

“Ei, gente, olha eu aqui, com essa cara de setembro! Mais dia, menos dia será Natal e vocês não digam que eu não avisei, hein?”.

Que nada. Setembro só faz chover no molhado, como se ainda estivéssemos num agosto espichado, ou pior: como se o primeiro semestre sequer tivesse terminado. Com essa questão do clima retardando o edredom, ficamos nós também um pouco retardados, e o Ano Novo espeta precocemente quando o Ano Velho ainda parece bem enxutão.

Quando eu era pequena, um dia ouvi uma conversa sobre o décimo terceiro de alguém e pensei: meu Deus, será que eles escondem trinta dias em algum canto e só liberam para usuários cadastrados? Tem que ter CPF limpo? Pode enfiar o décimo terceiro logo depois da Páscoa, e aí a gente fica comendo chocolate ininterruptamente nesse mês-bônus?

Pois o meu eu vou querer justamente em outubro – antes do meu aniversário, só para ter a sensação de trapacear o envelhecimento. Hoho.

12 outubro 2008

Tira o olho!



Totalmente solidária.

09 outubro 2008

Apenas uma vez

Só ontem assisti no DVD ao filme Apenas uma vez (Once – Irlanda, 2006), que foi bastante elogiado e ganhou o Oscar de melhor canção original com Falling Slowly.

Depois de um show do The Frames em Dublin, em 2005, o diretor John Carney (que já tinha sido baixista da banda) pediu a Glen Hansard, cantor e líder do grupo, que compusesse um punhado de canções que serviriam como base para montar um roteiro. O filme acabou sendo feito a partir de 10 músicas inéditas, e o próprio cantor/compositor interpretou o protagonista.

Filmado em apenas 17 dias e com um orçamento de US$ 70 mil, o musical modernoso - que conta a história de um músico de rua e uma vendedora de flores tcheca, também cantora e instrumentista - virou um fenômeno independente muito aplaudido. Sobretudo por questões que têm mais a ver com a sua condição no mundo cinematográfico do que, propriamente, com a “obra” em particular. O surpreendente sucesso de um filme barato e despretensioso, por exemplo, chama atenção e conta pontos. A ousadia do formato, idem.

Eu acho delicado dizer que é bom, mas certamente há ótimos momentos – e não só musicais. O carisma dos dois músicos/atores é inegável e rende belas e comoventes cenas. Já o ritmo se mantém lento do início ao fim, criando possíveis dificuldades soníferas para acompanhar uma história que, por sua vez, também vai andando meio de lado.

Em suma: é meio ruinzinho, mas é ótimo.

Só avisando: passe longe quem não pode com essas canções românticas de melodias tristonhas e refrões grudentos, como Falling Slowly. Abundam!



PS: Muito, muuuuito bonitinho mesmo é assistir à cerimônia de entrega do Oscar e ao breve e fofo discurso do casal – que, segundo consta, começou a namorar durante as filmagens. Em inglês, sem legendas. Aqui.

07 outubro 2008

MODA 2008/2009
A próxima estação pede penas no topo e calças dos maridos


Andei passeando, com minhas pantufas amarelas, pelos sites de moda. Ai!

Primeiro que não entendo do assunto um ovo. Mas acho bem interessante quem entenda e saiba se vestir. Já eu ando esportiva, casual e, às vezes, clássica. Que é para não errar.

Não que tenha um senso estético péssimo; até combino algumas cores com certa habilidade (desde que elas sejam poucas e gentis comigo, e que não fiquem se misturando aos tons menos conhecidos das pessoas em geral).

Bom, mas as novidades são as seguintes – e vou usar sempre a primeira pessoa do plural no afã de me incluir nesse desejado universo fashion: usaremos adornos nos cabelos e nas cabeças. Segundo as fotos que rolam por aí, andaremos com lenços, tiaras, diademas, fitinhas, frufrus e, pelo que daqui pude identificar, inclusive uns enfeites (?) em forma de penas de pato, pombo ou mesmo ganso (vá saber!), e também uma espécie de olho de pavão (juro que vi) no topo da, no topo do, como se diz? Enfim, no topo.

Ah, outra coisa positiva é que usaremos muito o chapéu – imagino que também no topo.

Já sobre as velhas calças jeans, há uma ameaça no ar: o retorno da calça baggy, aquela coisa larga de cintura alta que era moda nos anos 80. Mas, conforme investiguei, essa tal ameaça nasceu de umas fotos do tipo “flagra!” de três ou quatro celebridades estrangeiras, acho que americanas, que andavam pela rua tranqüilamente vestindo as calças dos seus maridos-celebridade.

Pessoalmente, avaliei que o flagrante verdadeiro seria se estivessem usando as jeans do marido alheio. Mas não, foi erro de avaliação (meu, claro).

Uma vez detonado o “movimento” das celebridades-com-as-calças-dos-próprios-maridos, estabeleceu-se que, na próxima estação, deveremos nós também usar calças jeans folgadas, de cintura baixa e corte masculino, reto. Leia-se: fundilhudas. Além disso, “muito lavadas” (tradução: aspecto sujinho, desbotado). E consta que uma das moças fotografadas foi duramente criticada por usar as benditas calças com as barras dobradas, no velho estilo de caçar marrecos na lagoa.

Pensando bem, talvez, se ela usasse ma pena na cabeça...

* Pelo sim, pelo não: dicas de como usar a calça adequada ao seu tipo físico nesta reportagem do Jornal Hoje.

04 outubro 2008

A título de bundas entre parênteses

Um anúncio na revista de domingo oferecia mil maravilhas estéticas, dessas que a gente vive com vontade de fazer, mas cadê “tempo”? Sou péssima para guardar esses nomes - plastias, bio isso, bio aquilo, dermocoisas e coisodermos - que, por si só, já espetam a gente e dão choquezinhos. Mas o fato é que, lá pelas tantas, deparei com a seguinte oferta:

Não-sei-o-que dos glúteos (bumbum).

O bumbum vinha entre parênteses, depois dos glúteos. A essa altura do campeonato, existe alguém que realmente não saiba onde ficam os (seus próprios) glúteos? Pode errar um pouco na mira, está certo, já que os glúteos andam – invariavelmente, para baixo. Mas saber, sabe.

Outra coisa, você conhece o Fio Búlgaro? Pesquisei a respeito: “É um excelente tratamento para levantar o glúteo caído (triste), pois reposiciona o mesmo”.

Achei interessantíssima a abordagem psicológica do caso. O glúteo caído não está sedentário, velho, largado às traças: está triste, oras. Aliás, entre parênteses (triste), outra vez! Estou começando a achar que esse pessoal da estética costuma dizer umas verdades entre parênteses.

Só fiquei com uma dúvida, na parte “pois reposiciona o mesmo” – quem seria o mesmo, mesmo? Acho que eles quiseram enfatizar que o glúteo a ser levantado será o mesmo de quem se submeteu ao tratamento, e não outro. De suma importância. Imagine você pagar pelo tratamento e acabar consertando bumbum alheio. (Prejuízo).

Queridos, vou trabalhar antes que escreva mais trivialidades (besteiras).

26 setembro 2008

Meu vizinho de baixo

Vocês sabem, eu tive uma banda e tocava baixo elétrico. Minha banda durou uns 12 ou 13 anos (meu Deus!), e estou pagando esse tempo com juros e correção monetária auditiva: meu vizinho do apartamento de baixo, isso mesmo, tem uma banda e toca baixo.

Todo santo dia, eu tento trabalhar aqui e ele tenta repetir lá, zilhares de vezes, a mesma frase em seu baixo elétrico: dum-dum-dum, ponto e vírgula, dum-dum-dum outra vez. Ai, minhas exclamações! Quando estou a ponto de desistir, ele também desiste. E o ar que entra pela janela indica que ele está a fumar umas coisas.

Mas eu não estou a fumar nada, e assim seguimos com a nossa impressionante afinidade químico-musical que algum dia, já posso prever, nos levará a parceria nenhuma.

Para não dizer que não vejo as coisas com imparcialidade, ainda ontem, os dois diante do espelho do elevador, descobri um talento em comum: ele disciplinava uns fios de cabelo arrepiados, e eu investigava a ameaça de rugas. Ambos, convicta e inutilmente.

19 setembro 2008

Quando quis comprar botas novas no inverno passado, quando sofri com determinada infecção e quis ler a bula de algum remédio, quando pensei em melhorar a saúde com geléia real, quando imaginei um presente para minha mãe, quando senti desejo de comer bolo de quinoa, quando pretendi saber os benefícios da quinoa, quando procurei sobre a história de Cervantes.

Quanto tive preguiça de abrir a gramática para consultá-la, quando não quis me levantar para pegar um livro que estava a dois palmos de distância, quando ponderei se alguma idéia era mesmo Freud, quando...

Quando foi que imaginamos que os nossos mais variados verbos passados estariam armazenados num “histórico” de buscas do Google???

PS: E também quando procurei saber se o correto era “quinua” ou “quinoa” para escrever aqui. Aceita-se os dois.




12 agosto 2008

Delicadezas de divã

Ao que, finalmente, ela me tranqüilizou:

- Não, querida, claro que não. Nesse caso, você seria uma esquizofrênica completa. Mas posso te tranqüilizar: és apenas uma neurótica supercomum, desse tipo mais vagabundo que existe aos montes por aí.

- Desculpe. Mas vagabunda é a senhora.

- Olha aí, não tô dizendo?

Hoho.
PS: Extraído dos arquivos deste blog.

07 agosto 2008

Google explica

O Google pode ser o deus da internet - e demais quinquilharias virtuais/essenciais -, mas, definitivamente, não saca nada de psi-coisas e auto-imagem feminina.

Olha o que ele me diz logo na primeira página do gmail:

"Nenhum e-mail novo! Se você estiver procurando algo interessante para ler, consulte o Google Notícias."

Chamou de sozinha, burra e desinformada numa só tacada. E gorda, claro.

Um pote de sorvete de 2l, urgente! Com caramelo e castanhas.

04 agosto 2008

A moça que liga, sempre

A moça liga às 4h da tarde:

- Alô, bom dia! (??) O senhor R. está em casa?

Essa moça liga dia sim, dia não atrás do meu marido.

- Ele não está. Você tenta o celular?

- Ai, será que você poderia me dar o número do celular dele... de novo?

Essas moças que começam as frases com "ai", ligam dia-sim-dia-não, às 4h da tarde, dando "bom dia" e perguntando pelo marido da gente, depois pedem o celular que eu já dei umas 457 vezes...

Se eu não a conhecesse, e se não tivesse até uma solidariedade pela sua franja bem intencionada, e o andar que gagueja (tem gente que não caminha: gagueja com os pés), e a voz que lembra um refrão acelerado de carnaval fora de época, e as estampas que achatam sua silhueta, e o cinto largo que lhe corta a figura ao meio, bruscamente, como se o busto e o quadril tivessem rompido em definitivo e não quisessem nunca mais se olhar nas fuças... Talvez até pensasse na hipótese de criticá-la.

Mas a franja é o ó.

31 julho 2008

Julia and James First Dance

A propósito de assuntos de balzaca...

Inglaterra, 2007. Ele é produtor de filmes e ela, fotógrafa de casamentos. Os dois reproduziram, no seu próprio casamento, a dança final do filme Dirty Dancing (1987), e o vídeo virou sucesso no You Tube. Pudera, né?

Ai, minhas polainas!

Para suspirar.

29 julho 2008

Depois dos 29

Alguma coisa aconteceu com o meu metabolismo depois que dobrei a esquina dos 29 e entrei, cantando pneu, nos 30.

E, a propósito de pneus, há os que cantam e os que calam; esses últimos, os piores. Sorrateiros, alojam-se nos canteiros mais surpreendentes da nossa arquitetura - tão arrumadinha até pouco tempo atrás, com o asfalto, a calçada e o meio-fio muito bem organizados, e os transeuntes, com seus cães transeuntes e higiênicos, e os edifícios bem decorados, e as fachadas ornamentadas com jardins repletos de arbustos bem penteados e empapados de pomada disciplinadora...

Passei dos 29, foi como se houvesse uma debandada: o paisagista saiu mais cedo hoje, mandou dizer que não vem amanhã, a decoradora teve um compromisso inadiável e deixou uns quadros tortos (eu que me vire), o cabeleireiro deu a entender que não estava satisfeito com a gorjeta fazia uns três anos; mas por que nunca me disse nada? Ah, segundo ele, era eu que não ouvia. Antes dos 29, fala-se muito e ouve-se pouco (acusou-me o injusto, a tesouradas, enquanto organizava a maletinha e levava embora meus últimos corretivos).

Já vi que vou ter que contratar um pessoal por fora, mas não há de ser nada. Aos 30, é mais fácil tomar certas atitudes e pôr uma ordem na bagunça estabelecida. Podem sair os indecisos, já vão tarde os insatisfeitos.

Aceita um cafezinho?

Estou chamando uma turma nova que vai arrasar (ainda se usa esse termo, arrasar?). Não tem salário, não tem gorjeta: ganha o quanto produz. Não imponho horário e não me meto no ócio do colaborador. Agora é assim que chamamos: colaborador. Depois dos 29, tempo é uma coisa pessoal e intransferível. Tome conta do seu.

Não temos mesa, caneta, papel. E não quero ninguém aqui; é cada qual na sua casa, no seu laptop, recebo o resultado por transmissão de dados (compactados, de preferência). Depois dos 29 a gente economiza espaço, barulho e lavabo.

Esse tal metabolismo, com seus vícios corporativos, deixou uns buracos aparecerem meio de última hora nas planilhas. Fiquei eu com o “aspecto casca de laranja” e uma fita métrica com mania de grandeza a me cercar de números que, por mais que me demore em cálculos, não consigo compreender. Deve ser a inflação.

O rapaz de TI (Tecnologia da Informação) acaba de me informar num torpedo que é assim mesmo, citando sua mãe e sua tia como exemplos bem sucedidos de força de vontade e determinação.

Por Cristo! – e eu lá tenho idade para ser mãe de algum rapaz de TI?? Esse moleque que não aponte o seu boné aqui perto, ou não respondo por mim. Deve ter digitado “balzaquiana desesperada” em algum mecanismo de busca e me apareceu com esse consolo pior que a encomenda; um dos principais problemas desse contexto moderno é justamente a falta de contexto.

Depois dos 29, se não tiver contexto a gente nem tira as pantufas.

Já disse, não há de ser nada. Li outro dia numa capa de revista: a vida começa aos 50. Quando eu chegar lá, presumo que comece ainda mais tarde, de modo que vou ensaiando como posso - demitindo uns vícios aqui, escalando uns bons hábitos ali, ajustando a carga no tríceps, quadríceps... Um vinhozinho de vez em quando, que ninguém é de ferro.

Depois dos 29, o bom é que a gente já tem confiança para ensaiar em público – se a ocasião permitir, inclusive de pantufas.

26 julho 2008

Sweet home



O Rio poderia parar em agosto, voltar a maio e ficar repetindo esse pedacinho.

25 julho 2008

Meu mestre, o Word

Estou revisando um texto que diz: "...o Egito secreto visto pela imaginação iluminista..."

E o Word me corrige: "... O Egito secreto VESTE..."

Ufa! Se não fosse a revisão ortográfica do Word... essa foi por pouco, hein?

22 julho 2008

Invadiram a minha conta no Orkut, não sei com que finalidade. No lugar do meu nome apareceu uma palavra ilegível e, onde havia foto, puseram um bilhete assim: "tirei a foto porque o assédio era demais!".

Rá-rá.

Fiquei P* da vida e deletei a conta, claro. Perdi contato, de uma só tacada, com sei lá quantos amigos e conhecidos.

A vocês: desculpem!

Sou tão ignorante nesses assuntos que não sei se fizeram/fazem isso por algum prazer pessoal, ou se tenho inimigos ocultos na web, ou se é um robô que chupa a senha dos outros e depois, lá pela meia-noite, vai invadir a conta corrente para roubar meus dólares (pobrezinho). Não sei mesmo.

Por via das dúvidas, troquei todas as senhas da minha vida e já transferi os dólares para uma conta na Suíça. É questão de tempo, eu sei, daqui a pouco vai aparecer minha silhueta num quadradinho e os longos telefonemas (fazendo tricô com a minha mãe) no Jornal Nacional, um bafafá hiperbem-vindo que transformará de vez meu anonimato em passado perfeitamente deletável.

Não vejo a hora. Estava mesmo me sentindo muito rejeitada por nunca terem invadido minha conta no Orkut. Pega nem bem, né?

18 julho 2008

Culinária na TV
Temos mesmo que suspirar por aqueles rapazes que apresentam os programas de culinária na TV, certo? Se entendi direito, os ângulos, olhares, toques e retoques, a trilha sonora e até os palmitos e cogumelos e azeites são calculados para nos fisgar a nós, mulheres modernas e descoladas, que amamos ver um homem arrasando na cozinha. É isso? E as sobrancelhas. E aqueles cabelinhos espetados. E os gestos displicentemente calculados.

Me diz uma coisa e eu prometo não importunar mais com esse assunto: é uma espécie de punição diabólica por termos abarrotado os estádios quando tinha show dos Menudos?

Justíssimo!

16 julho 2008

Janelas

A tecnologia é mais ou menos como o exercício físico.

Se você acha que está fazendo tudo com facilidade é porque tem algo errado.
Se você acha que está com dificuldades demais é porque tem algo errado.

Se você consegue fazer tudo com facilidades e dificuldades moderadas, e pensa finalmente que está se dando bem, ô, coitado! Logo inventam alguma coisa que torna o seu processo – já confiável e corriqueiro – uma verdadeira gafe: ora, pois o certo agora é... blá blá blá, preencher com qualquer informação que deu na última revista do último congresso do último QRGEUSBAVY - ou qualquer outra sigla dessas que deixam as pessoas com cara, jeito, cor e futuro tão agradável quanto uma senha de banco. Como diria o slogan: nem parece pessoa.

Passei cerca de quatro horas apanhando do sr. Windows, e volto a confirmar por que ele leva esse nome. Porque a gente, cedo ou tarde, vai querer se atirar.

PS: Não me levem a sério, estou nos cascos. Pfff!

12 julho 2008

23 junho 2008

Cássia Eller

Que feio, faz quase um mês que não publico nada aqui!

Então que resolvi vir me desculpar com um vídeo do You Tube.

Eu não era a maior fã da Cássia Eller, embora reconhecesse nela qualidades que há muito esperávamos numa cantora brasileira, e depois que ela morreu tampouco apareceram noutra.

Hoje, buscando repertórios pela web, topei com essa interpretação dela para "Non, je ne regrette rien" (conhecida na voz de Edith Piaf). Já conhecia, mas fiquei boquiaberta outra vez.