ReflexãoSe não víssemos as impossibilidades, será que elas existiriam?
2 mesesFomos levá-la ao pediatra. Está ótima – cresceu e engordou um bocado, aliás, o dobro do esperado. Do pediatra, animadíssimo:
- Noooooossa! Mas esse leite é holandês, hein??!!
Sei, quis elogiar. Mas eu me sinto assim, meio... muuu.
Leite paterno?Existe uma coisa chamada ordenha manual do leite materno. Primeira vez que ouvi falar, ainda grávida, levei um susto. Ordenhar-me? Jura? Mas, com o passar do tempo, os filhos vão crescendo (a minha já está com dois meses e quase 5kg,ainda ontem era uma garotinha!) e a gente vai perdendo as frescuras. Dia desses tomei coragem.
A mamadeira me olhava, vazia. Eu olhava de volta, cheia de leite e dúvida. Não há de ser complicado, é só mirar bem certinho e espremer daqui, nem vai doer – eu me dizia, mas não me acreditava muito.
Não vou descrever o processo, claro, mas o fato é que não tem nada de mais. Basta dizer que funciona; demora um bocado, mas dá certo.
Congelamos o meu leite – olha que moderno! – e deixamos, dias depois, a pequena e seus pertences com a vovó. Iríamos passear, e demoraríamos. Vovó daria a mamadeira.
Jantamos fora e tudo. Melhor dizendo: jantamos fora e foi tudo. Voltei correndo a tempo de amamentar sem intermediários.
Mas o papai foi mais esperto e pegou primeiro o lugar na poltrona de amamentação. Deu-lhe a mamadeira – que ela traçou em dois tempos, sem a menor dificuldade -, fez arrotar, trocou as fraldas, embrulhou na manta e pôs para dormir.
Quando dei por mim, o gol já estava mais que consumado. Esse mundo está virado mesmo. Mamãe, outrora insubstituível, dessa vez dormiu no banco.
LipoSaiu uma notinha no jornal sobre a tal “lipo sem dor”. Que a Xuxa e a Deborah Secco teriam feito. Hum.
E a nós, pobres mortais, cabe que tipo de providência mesmo?