11 abril 2004

Tive problemas com o blogger nos últimos dias... sorry.

Meus DVDs desse feriado:

Carandiru
(já foi comentado)

Como perder um homem em 10 dias
Título Original: How to Lose a Guy in 10 Days
Gênero: Comédia
Tempo de Duração: 110 minutos
Ano de Lançamento (EUA): 2003
Obs: Comédia romântica com Kate Hudson e Matthew McConaughey. Beeeem bonitinha e engraçadinha, vale o saco de pipoca!

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As confissões de Schmidt
Título Original: About Schmidt
Gênero: Drama
Tempo de Duração: 124 minutos
Ano de Lançamento (EUA): 2002
Obs: Filme cuja única parte boa é a atuação de Jack Nicholson no papel principal. A idéia também é válida, mas o roteiro podia ter sido apresentada em 30 minutos.

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A última profecia
Título Original: The Mothman Prophecies
Gênero: Suspense
Tempo de Duração: 119 minutos
Ano de Lançamento (EUA): 2002
Obs: De todos, o que mais gostei. Ok, não chega a ser um filmão, mas vale o tempo passado. Estrelado por Richard Gere, trata-se de um daqueles filmes em que “fatos estranhos ocorrem numa cidadezinha lá não sei onde”. Pessoas vêem coisas estranhas, e têm premonições sinistras... você sabe.

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Flashdance
Título Original: Flashdance
Gênero: Musical
Tempo de Duração: 94 minutos
Ano de Lançamento (EUA): 1983
Obs: Eu sei que você já viu, e eu também já vi mil vezes, afinal, o filme é um clássico dos anos 80! Mas deu vontade de ver de novo e ouvir aquela trilha sonora... para quem (por acaso) não viu: um filmezinho ingênuo e doce, musical sobre uma menina apaixonada pela dança.

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09 abril 2004

Sexta-feira da Paixão Solitária


Acordei com o tiroteio na Rocinha – calma, lendo n’O Globo! O dia foi cinzento no Rio, talvez em todos os sentidos.

Ontem eu fui à praia, estava insuperável: vazia, lá perto da pedra. Está certo, cheguei às 16h, e carioca não vai à praia em horário recomendado pelos dermatologistas... eu vou! Até porque sou gaúcha e branquela, com muito orgulho.

Uma dupla de adolescentes não me deixou ler em paz a minha revista, e assim foi ainda melhor. Duas meninas de 14, 15 anos, com aquele sotaque que só as jovens cariocas têm – salvo patéticas exceções – me divertiram por 40 minutos, enquanto eu tomava o solzinho tímido do fim da tarde.

Fiquei sabendo que uma gosta do Guto, outra treme só de pensar no Dado. Ambas vão ao show do Jota Quest – ninguém é perfeito –, e querem comprar os ingressos na área onde se pode ficar de pé.

- Porque ver o show do Jota Quest sentada, ninguém merece!!! - Concordavam.

Hoje, conforme foi dito, não deu praia. Sabe aqueles dias em que você olha pela sacada e parece que vai chover dali a cinco minutos, mas nunca chove? Foi assim.

Me deixei enganar. Nem doeu, sabe? Fiquei o dia todo atirada no sofá, assistindo DVD e alguma novela....

Enfim, uma sexta-feira da paixão solitária.

08 abril 2004

DVD: Carandiru


Vão me desculpar. Eu sei que é politicamente incorreto falar mal do cinema nacional, mas não posso deixar de expressar minha leiga, humilde e despretensiosa opinião: que abacaxi!

Peguei alguns filmes para o feriado. Um deles foi Carandiru, porque gosto de cinema nacional, apesar de tudo. Gosto, me interesso, observo, futrico, sou curiosa e cheia de boa vontade. Não saio metendo o pau de graça, não. E, de mais a mais, não tenho o olhar dos críticos.

Não saco nada de cinema. Sou movida pelo “gostômetro” – gosto mais, gosto menos, e só. Sou também, como qualquer mulher, provida de marés emocionais – o que torna qualquer afirmação minha passível de discordância, mais dia, menos dia, por parte de meus próprios botões.

Isto posto, vou lhes dizer: que abacaxi! (De novo).

Uma hora e meia de filme, o que tínhamos? Uma adaptação grosseira do livro do Dráuzio – esse, sim, vale a pena! -, feita como se fosse às pressas, para gerar logo um filme.

Sabe aqueles discos que o artista grava em cima da hora, por pressão da gravadora? O esquema de marketing já está todo pronto, a mídia devidamente engatilhada, os entrevistadores já têm suas perguntas formuladas – aquelas, que saem da assessoria de imprensa do próprio “artista”.

Ou seja: com essa mesa toda posta, o prato principal acaba sendo um mero detalhe. O que vier é lucro, chuta-se para qualquer lado e o gol é certo. E assim foi.

No caso de Carandiru, pela relevância social do tema e pelo brilhantismo do médico-autor do livro, só por isso, no mínimo, deveria ter sido dada maior atenção à obra cinematográfica. Um roteirozinho, por exemplo, não ia mal.

Sim, porque a espinha dorsal do filme simplesmente não há. Parece mais uma colcha de retalhos, com fatos e frases pinçadas do livro, numa exposição de histórias completamente sem ritmo, sem o mínimo feeling, sem nada. O que salva é, vez por outra, uma atuação satisfatória do elenco – bem escolhido, embora desperdiçado nessa aventura quase non sense, meio denúncia social, meio documentário vestido para festa.

Eu sei, ainda vou enfrentar muitos amigos me dizendo que eu não entendi nada do filme, que estou fazendo um comentário leviano e equivocado. Que venham.

Vai ser difícil entrar na minha cabeça que um filme possa ser realmente bom quando, em vez de nos questionarmos sobre o tema abordado - ou em vez de darmos boas risadas, ou de nos emocionarmos, ou de apreciarmos a arte, que seja! -, de 15 em 15 minutos nos questionamos sobre que diabos estamos fazendo parados em frente a uma tela, com cara de idiotas.

Enfim, eu diria que Carandiru- O Filme daria um ótimo livro. E deu.

07 abril 2004

Sarta um borgonha em camadas aê!


Como seria maravilhoso se assim fosse. Ao meter os cotovelos no balcão de um boteco qualquer, eu pediria:

- Sarta um borgonha em camadas aê!

E, como num passe de mágica, meu cabelo apareceria como está agora: a cor, borgonha. O corte, em camadas.

Tudo bem, nada é perfeito; o processo é um tantinho assim mais demorado. Mas nem doeu, vai. E valeu a pena, muitíssimo.

Um palmo (ou mais) da minha vida ficou na mão da generosa Márcia, que ainda perguntou se eu queria levar aquele rabo-de-cavalo – ok, de pônei! – para casa. De jeito nenhum. E o rico dinheirinho que gastei em terapia, vale o quê? Se eu não souber deixar para trás um naco de cabelo velho, pelo amor de Deus.

Dado o devido sumiço àquele punhado de fios falecidos, permiti que a Márcia deitasse e rolasse com sua tesoura em minha crina: foi aí que o visual reto/simétrico que sempre cultivei em (quase) tudo caiu do cavalo. E ganhei um cabelo em camadas, sem juros, no cartão.

Por fim, aplicaram um tonalizante borgonha no que restou. Pra quem não sabe, borgonha é um vermelho escuro, levemente puxado para o roxo. Quando bate sol, o roxo se assanha mais um pouco. É bacana.

Mas a versão do cotovelo no boteco seria imbatível, admita.
Cinema: alguém tem que ceder


Você já viu? Eu vi ontem. Comédia romântica bem legal, rende boas risadas e admiração aos atores principais – Jack Nicholson e Diane Keaton -, impagáveis nas cenas de comédia, honestos nas emotivas, sem cair na canastrice. Taí, gostei do filme.

Ok, a cena em que Erica (personagem principal) envereda numa crise de choro que acaba se transformando numa espécie de transe é, no mínimo, dispensável. Soa como “pelo amor de Deus, riam!!!”. E já estávamos rindo antes disso. Whatever.

No cinema, comigo, meia-dúzia de casais. E a solteirona aqui, única cabecinha que não aparecia com o respectivo par ao lado.

Quando saí, um consolo: uma dupla de cabecinhas que estava logo atrás de mim não era um casal, mas uma dupla de duas. Mulheres.

Se bem que, hoje em dia, não quer dizer que não fossem.


Estética e paciência

Hoje eu vou cortar o meu cabelão, que já está abaixo da cintura, e seja o que Deus quiser. Claro que não farei um corte estilo (new look) Giovana Antonelli, que tenho pavor de imaginar meu cabelo um dedinho acima dos ombros, jamais ousaria. Vamos devagar com isso.

Cortar o cabelo é coisa delicada. Ir a um salão de beleza já é complicado. Um mal necessário, eu diria.

Não sei de você, mas eu jamais me senti à vontade em meio àqueles espelhos todos, mulheres falantes, ruídos suspeitos – como o do secador de cabelos, por exemplo -, cadeiras esquisitas e velhas Caras revistas (em todos os sentidos).

O assunto geral vai de Giseles a Lumas, passando pelas vicissitudes diárias – um marido preguiçoso aqui, uma filha saliente ali, uns quilos a mais, uns reais a menos. E hoje, mais do que nunca: a babá Gecilda, que ganhou o Big Brother.

Além do básico, o acontecimento mais repetido na minha vida desde que me mudei para esta cidade maravilhosa:

- Oi, eu marquei uma horinha para cortar o...
- Seu nome?
- Não, o cabelo.
- Seu nome?
- Bibiana.
- Hein?
- Com “B” de bola. Bibiana.
- Gozado, não tô achando aqui...
- Tenta Viviana ou Viviane. Soletrei ao telefone, mas, às vezes... (sempre)
- Nadinha.
- Já sei: Fabiana. Deve ter aí, marquei para as 16h.
- Ah, correto. Achei. Desculpe, Fabiana, eu...
- Bibiana.
- Hein?
- Com “B” de bola. Bibiana.

E então vem a clássica:

- Seu nome é esse mesmo?

Minha resposta de sempre, com um sorrisinho: “Sim”.
Comentário dela: “Nossa, que diferente...”.
Minha vontade de responder:

a) Não. Bibiana é o nome do meu marido, eu me chamo João.

b) Nada! Estou fazendo uma pesquisa para melhorar o áudio na telefonia, por isso soletro esse nome e depois venho conferir se ouviram certo. Raramente conseguem ouvir. Não é um absurdo? Prazer, eu sou Maria, melhorando o áudio na telefonia.

c) Não, Bibiana é um nome falso, porque sou procurada pelo FBI, tal como nos filmes. Meu crime? Chacinas em salões de beleza. Acertou: o que eu tenho aqui dentro não é um violão.

Escolha a sua preferida, ainda dá tempo.

06 abril 2004

As sobras


Viva a intensidade de cada momento. Viva cada dia como se fosse o último. Viva agora, já.

Se me permitem a ousadia: um pouco a gente vive no ato, outro pouco deixa pra depois. É assim, assim sempre foi, e assim será. E que nos perdoem os livros de auto-ajuda e os consultores de felicidade.

Ninguém sabe dar de si a quantia exata do que seria o “ideal” para aquele momento. Do contrário não haveria os nadadores – que, não podendo encurtar o caminho a percorrer, tentam espremer o instante, e insistem nessa auto-superação ad infinitum.

É o jeito. Fazer planos, criar expectativas, esperar. A última que morre vem daí; esperança tem quem espera. Embora se saiba que a única certeza é a morte, a verdade é esta: ninguém sequer cogita o próprio fim – porque somos humanos, falíveis e, graças a Deus, bastante tolos.

Todas as vezes que estive num momento importante, apenas me virei como pude. Para conter as lágrimas, para não querer engolir alguém de alegria, ou mesmo tentando “aproveitar ao máximo”: tão somente me virei, dei meu jeito. E passou.

Depois fiquei revivendo o recém-ocorrido, com a quantia que sobrou de mim naquele ato. E digo mais: às vezes o que sobra na panela, remexido, requentado, é ainda melhor que o próprio almoço servido ao meio-dia. Tem o gostinho do nosso aprendizado, o tempero de alguma fantasia, uma ou outra frase acrescida de última hora – mesmo que não a tenhamos dito antes, mas caberia muito bem ali, que mal há? Pode vir com alguma saudade (condimento capaz de transformar o trivial em banquete).

Tudo isso é graças à capacidade que temos de burlar o instante, e levar pela vida algumas sobras de nós mesmos. Aquilo que não foi totalmente usado naquele momento, e que, apertando um pouquinho ali perto da tampa, ainda sai.

Ou alguém pode dizer que não sentiu o mesmo arrepio quando ouviu no rádio a música de ontem à noite?

Sem querer fazer um elogio ao ficar-esperando-sentado, ou ao famoso “quando eu me aposentar, serei feliz”, nada disso. Apenas poderíamos nos livrar um pouco dessa obrigação de ir a todas as festas, estar em todos os lugares, ler todos os cadernos de todos os jornais de todos os dias, seguir todas as tendências, e ainda meditar para ficar (acredite!) zen.

Sei que é difícil; que a roda não pára e, às vezes, ameaça passar por cima. Ainda assim, insisto nas sobras. São aquelas respiradas, as pausas, uma ou outra bobeada: os momentos em que “saímos” do momento. Ali, nos guardamos um bocadinho para depois. São elas, as sobras, que nos permitem passar pela vida e observar, refletir, contemplar. Não só correr, fazer, passar.

E, se nada disso lhe parecer convincente: são elas que nos permitem ser jovem aos 80.

04 abril 2004

Rapidinho, enquanto o frango termina de descongelar

Estou melhorando da coluna. Também, já fiz cinco sessões de RPG! Quando parecia que o inferno nunca ia terminar, enfim, saí animada da última sessão. Parece que as dores estão mesmo diminuindo. Não tá morto quem peleja.

DVD

Sex and the City – Divertidíssimo! Assisti aos episódios com a participação da Sônia Braga. Só não entendi por que ela fala português de Portugal, se a personagem é uma artista plástica brasileira.

A isca perfeita (“Birthday Girl”, com Nicole Kidman e Ben Chaplin) – a história se arrasta durante os primeiros 40 minutos, depois melhora e acaba. Filmezinho para passar o tempo, só.

Chocolate com Pimenta

Quando é que os produtores de elenco da Globo vão se dignar a colocar a (lindíssima) Mariana Ximenez no único papel em que ela realmente arrebenta - o papel fotográfico?

Da cor do Pecado

Impressão minha, ou eles estão mesmo queimando cartuchos valiosíssimos – como Vanessa Gerbelli, Francisco Cuoco e Matheus Nachtergaele numa caricata fórmula de sobrenaturalice pastelão, batida e sem graça nenhuma?

Pai Helinho, quanta criatividade...

Celebridade

Enfim, uma novela que dá para assistir do início ao fim. Com escorregadas, claro, que ninguém é de ferro.

Volta e meia, parece que a trama dá uma rebolada e sai dos eixos. Depois volta, mas esquece alguns pedaços.

A Laura, por exemplo, não tinha decidido conquistar o Fernando? Nunca mais falou no assunto... e olha que não se pode dizer que é uma moça que desiste fácil das coisas!

01 abril 2004

Reprise


Dirty Dancing




Quando o Patrick Swayze me olhou com aqueles olhos de quem sabe alguma coisa que a gente não sabe, achei que nunca mais seria a mesma. Enganei-me: estava era começando a descobrir a pontinha do topete das anteninhas do iceberg daquilo que, ora bolas, já nasci sendo: uma mulher comum, fruto da flor que me pariu na primavera de 77.

Uma guria que usou Havaianas no tempo em que ainda não era moda. Uma fedelha que jogava futebol de botão e brincava de Playmobil com o irmão, enfim, uma seja-lá-quem-fosse, apenas e orgulhosamente qualquer mulher, como você e as outras – e até aquelas, ainda outras.

Patrick foi um amor fugaz, admito. Nem cheguei a colecionar meia-dúzia de fotos da revista Capricho. O que mais me abalou naquele verão que não era meu, com aquelas danças que não eram minhas, foi o sopro que veio junto com She’s like the wind.

Aaaah! Esse, sim, era de todas nós.

Dirty Dancing, um filme bobinho e comercial - com uma trilha sonora, ora melosa, ora dançante, com atores tecendo a história munidos de expressão corporal, coreografias e algum carisma. Só.

Não para nós, quaisquer meninas da época. Para nós era o clima: um sopro entorpecente que nos tirava de onde quer que estivéssemos e nos punha dentro de um lago, nos braços de Mr. Swayze, ao primeiro acorde de She’s like the wind.

Outros Patricks vieram, noutros lagos mergulhamos – em muitos, nos afogamos. Tivemos que endurecer um tanto, em respeito aos sutiãs que nossas mães queimaram, ou por necessidade mesmo.

Algumas de nós estão por aí, cravejadas de piercings e com o cabelo vermelho espetado para assustar o Patrick mais ortodoxo. Outras, mais contidas, enfiadas em suas teses de mestrado ou num chat de namoro. Somos meio antenadas, meio fashion, meio siliconadas. Algumas estão casadas com eles; outras, com elas – aquelas, que também somos nós.

Muitas de nós estão atarefadas demais para pensar no Patrick de suas vidas. Preferem o sexo sem compromisso, doses de caipiroska e anos de análise.

Mesmo assim eu duvido que, na calada da noite, alguma de nós ainda não tenha sido atropelada pelo furacão em que aquele humilde sopro é capaz de se transformar – passados 15, 20 anos.

Bobagem de amor romântico, dirão as mais céticas. Tanto faz. Eu prefiro chamar de sopro – ou vento, ou furacão. Um bocadinho de ar que assume a dimensão que damos a ele, mas se movimenta à nossa revelia.

E te digo mais: sou do time que ainda acha que um sopro a mais não faz mal.

28 março 2004

Curtas de um domingo longo


New links

Por acaso as minhas leitoras já conferiram as novidades da lista de links (ao lado)? Para quem não tem absolutamente NADA a fazer, vale o link “plástico de bolha”. Inventam de um tudo, não? Ligue as caixinhas de som e brinque de estourar as bolhas virtuais – ploc! ploc! -, além de se divertir com as mensagens inusitadas (em inglês) que aparecem na tela vez por outra.

Outra pérola anti-tédio é a “bonequinha de papel”. Lembram? Quem foi guria nos anos 80 não deixou escapar uma revistinha dessas, que vinham com a bonequinha de papel para recortar e as roupinhas para ir trocando indefinidamente. Pois, agora, eis a moçoila peladona e suas vestes virtuais – em vez da tesoura, use o mouse. Ainda bem que eu avisei, né?

Na lista de blogs, o primeiro da fila é o da minha cunhada – está atualizadíssimo e de roupinha nova! Beleza Mundana, lindo, lindo.


Ídolo

Meu ídolo da hora (como se vê, mudei pouco desde os 16 anos) é o escritor gaúcho Sérgio Faraco. Comprei um livro de bolso no aeroporto de Florianópolis há dois anos – Melissa: favor não reavivar o episódio, não vamos começar tudo outra vez! -, chama-se “Viva o Alegrete – Histórias da Fronteira”. São contos impecáveis e impagáveis, escritos com classe, humor gaúcho-irônico e muita propriedade.

Agora ando atrás dos outros livros dele – que, aliás, eu já deveria ter lido há muito tempo. Deve ser um melhor que o outro.


Prato do dia: lasanha da cunhada ao molho misterioso.

Estupenda. Magnífica. Suculenta. Picante e suave no ponto certo. Macia, belíssima, enfim: um atentado à boa forma que vem em camadas - e vai em comidas.

Nunca fiz uma lasanha na minha vida. Mal sei do que é feita essa iguaria tentadora, e nem quero saber, Deus me livre de entrar em contato com essas coisas perigosas. As poucas que comi (sem ser de microondas) foram de minha vó Maria, meu pai ou alguma cunhada. Lasanha de cunhada é o que há, devo admitir.

Das poucas qualidades que uma cunhada pode ter (hahahahahahahah!!), fazer lasanha é, sem dúvida, a principal. Lavando a louça depois, então, é quase para abençoar o casório. Eu disse quase.

Acordei com meu irmão cara-de-pau anunciando que fizera uma lasanha. Sei. Obviamente, tratava-se de uma pré-comunhão de bens culinários: meu irmão não faz mais que um churrasco delicioso, obrigação de qualquer gaúcho que se preze, e talvez um miojo com ovo nas horas de desespero. Tinha sido ela, que se calava, num momento de modéstia repentina.

Fingindo acreditar naquela lorota de quinta, fui provar o grude. Qual não foi minha surpresa ao constatar: a lasanha era um escândalo de boa.

Ainda falsamente crédula, fiz o que qualquer leigo faria: perguntei ao suposto autor da obra de que era feito aquele molho vermelho.

- Isso aí? Isso aí é simples. Pega a galinha, taca no liquidificador com uma lata de Pomarola e bate tudo junto.

- Galinha crua??? – duvidei.

- Calma! Bateu tudo? Então põe na panela e ferve. Tudo tem de ferver, pra tirar as bactérias.

- Sei. E o molho branco?

- Branco? É requeijão com maionese light. Põe no liquidificador, bate tudo e depois...

- Depois joga na panela e ferve.

- Isso! Ferve bem.


Depois da receita apurada e detalhada, convido a todos vocês para experimentarem a minha primeira lasanha, no próximo fim de semana.

Quem vem?

27 março 2004

Faz 10 anos, eu tinha um Uno vermelho...


Hoje me dei conta: já faz dez anos. Que absurdo as coisas fazerem dez anos na vida da gente. Faz dez anos que eu tinha um Uno vermelho, e entrava para a faculdade (que ainda não terminei, diga-se de passagem). Uma década.

São Leopoldo, minha eterna paixão em forma de cidade, era muito maior. Pra mim, claro - que estava no meio de uma adolescência tão cheia de buscas, tão sonhadora, tão arrasadora e tão alegre ao mesmo tempo. Parecia que era o começo de tudo: faculdade de jornalismo, viajar com uma banda pelo interior do estado, aulas de baixo.

Nunca me esqueço de algumas fichas que caíram há dez anos. Comprei a Zero Hora, entrei na Unisinos com meu Uno vermelho, fui até uma cantina e pedi um café preto. Coloquei os óculos (que usava raramente, mas era uma necessidade, naquele momento, mais estética que oftalmológica), abri o jornal e, ploft!, caiu: Sou uma universitária.

Outra ficha caiu no dia em que meu Uno estava ausente (emprestei a alguém, ou estragou, não lembro), e eu tinha ensaio marcado num estúdio no centro da cidade. Fui a pé, levando o baixo na mão. Ploft! Sou musicista, quero viver disso aqui.

Impressionante como, com 16 anos, temos certeza absoluta de tudo. Somos amigos de infância de pessoas que conhecemos ontem. Somos fãs de carteirinha de um artista que fez um único show na vida – e não vimos, só ouvimos falar. Queremos ficar junto de alguém até que a morte nos separe – e morremos de 15 em 15 dias, mais ou menos. Que ninguém é de ferro, nem mesmo no alto de seus 16 anos.

Nossas certezas são como rojões na virada do ano – fortes, vibrantes, ai de quem ousar questioná-las. Passada aquela noite, porém, podemos virar a casaca tranqüilamente, como se nada tivesse acontecido. E ainda dizemos: sou gremista desde criancinha!

Por falar nisso, também há dez anos eu fiz um show com uma camiseta do Grêmio (meu irmão/guitarrista vestiu a do Internacional, combinamos a brincadeira). Desci do palco e um colega de escola me puxou o cabelo: “Tá doida? Vai tirar isso! O show está ótimo, mas tá na hora de você se vestir de mulher nos shows!”.

Ploft! Sou mulher.

E foi como recém-mulher que comecei a namorar um guitarrista cabeludo, sensível, um tanto maluco. Segundo meus pais, feio que era um raio. Segundo minhas amigas, tinha lá seu estilo. Segundo eu? Nada disso importava: parecia que ele tinha saído de um filme dos anos 70, calça jeans desbotada, cabelão de samambaia, magro de parecer que ia quebrar, e pronto. Meu ídolo.

Idolatria definitiva, dessas que duram pouco mais de dois meses. Rompi com o sujeito, que se encarregou de se tornar inesquecível: armou um barraco, jurou ser menos ciumento, e mandou flores no dia seguinte, com um pedido de desculpas.

Tudo em vão, claro. Eu já estava sofria pelo próximo homem da minha vida – cujo nome não lembro; esse devia ser avesso a barracos e flores.

Tudo ia muito bem, dez anos atrás, até que dez anos se passaram. Rápida e cruelmente, assim, do nada.

Ploft! Sou uma pré-balzaquiana solteira no Rio de Janeiro, sem Uno vermelho, sem rojões e sem flores. Minha voz ficou mais grave, meu baixo ganhou uma corda a mais; no mais, tudo igual.

Exceto pelo tempo, que passa mais rápido à medida que passamos por ele. Uma sacanagem cronológica, com toda certeza, que nos obriga a armar uns barracos vez por outra – pra mó di pontuar a vida com algum sabor que não seja o trivial.

26 março 2004

Diagnóstico: hérnia de disco. E só!


Logo eu, que mal tenho um disco gravado – ainda não lançado -, agora arrumei uma hérnia no disco. Acreditem, deu no resultado da ressonância.

Querem saber? Estou é de saco cheio dessa minha coluna mal projetada (teria sido obra do nosso amigo Sérgio Naya?). Faz um mês que estou nesta condição ingrata, dói, senta, dói, levanta, estende, comprime, respira... estou quase solicitando às autoridades minha auto-implosão. Quem sabe, reduzindo minhas vértebras a pó, eu possa me livrar mais rápido desse tormento fisioterápico.

(Cara de choro).

Falar em saco cheio, descobri finalmente que tenho um. Saco, sim senhoras. Diz no laudo da ressonância: “Pequena protrusão discal focal póstero-mediana de L5-S1, provocando leve endentação na face ventral do saco dural.”

Meu irmão e eu, dois ignorantes completos, tentando decifrar o laudo – antes de mostrá-lo ao médico, claro:

Eu: Olha aqui... rapáááiz, olha isso...

Ele: Saco? Que saco?

Eu (orgulhosa): Tá aqui, ué. Saco, sim senhor. E mais: saco dural! Tá pensando o quê? É mole não! Saco du-ral! Te mete!

Ele (invejoso): Não pode. Isso tá errado.

Eu: Errado, nada! Saiu na ressonância, é fato.

Ele: Quem diria...

Eu: É, Freud que se morda na tumba... eu também tenho o meu! E, se eu tenho, todas nós temos!!!

Ele: Tu vê...

Eu: Só não entendi isso aqui: “...provocando leve endentação na face ventral do saco dural.” Como assim?

Ele (solícito): Xiiii... não sei. Mas, vai por mim: qualquer coisa esmagando o saco - ainda mais esse teu aí, que é dural! - deve doer pra cacete! Sem trocadilho.

Eu: Agora você entende a minha dor! Finalmente!

Ele (respeitoso): Ô!


Pena que o mistério não durou dois dias.

Minha fisioterapeuta: Aah! Isso é só o nome que se dá à membrana que envolve a medula...

Alarme falso.

Eu, com isso, suspendo as buscas . Afinal, onde não há saco, não há... você sabe.

20 março 2004

Guapo Loko

Fui conhecer o restaurante mexicano Guapo Loko da Barra. Afora o taco (espécie de pastel crocante, aberto, bem recheado, delicioso) e a decoração (doida e legal), o resto difere pouco de um restaurante/boate desses que pululam pela zona sul e quejandos.

Está certo, havia aquelas moças malucas, as “tequileiras”, jogando tequila pura na boca dos viventes que se atrevessem, munidas de um apito estridente - que sopravam, a plenos pulmões, enquanto sacudiam a cabeça da vítima. Divertido, embora um pouco assustador e barulhento.

Para quem não é de tequila e apitos, a long neck (só Miller ou Sol) custa atrevidos R$ 4,00.

Comemos, e fugimos logo. Das moças e dos preços.


Pérola

De um amigo que trabalha numa dessas entidades de serviço social, ao comentar sobre a parte mais chata do trabalho: as reuniões com os políticos locais.

- Impressionante como eles conseguem gastar horas do (meu!) tempo discorrendo sobre inutilidades, considerações que nos servirão para absolutamente nada. Generalidades desconexas, discursos vazios sobre relacionamentos ótimos com fulanos e mais fulanos, e tome cafezinho tarde adentro!

Quando perguntei, afinal, para que serviam as tais reuniões, resumiu bem:

- No fim, é para o seguinte: eles mandam cortar as árvores da nossa fachada, e nós lhes damos convites cortesia para os shows e teatros. Ponto.

Fosse ele o condutor dessas reuniões, na certa não levariam cinco minutos.


Gerando gerúndios

Ouvindo Kleiton & Kledir, aproveitando a trégua do calorão carioca, revendo antigos sonhos, deletando umas convicções, aprimorando outras, esquecendo de me sentir triste (faz tempo), recuperando a coluna e a aura, alimentando alguns planos, desnutrindo outros, rabiscando os versos, arranhando as cordas, tocando e cantando e seguindo as canções, e, sobretudo e incessantemente, procurando a pá do lixo - que a faxineira escondeu não sei onde.

17 março 2004

Pelos tubos!


Ressonância magnética da coluna vertebral.
Segmento: lombar.
Data: 16/03, às 21h.


- Senhora Fab... Bab... Bibiana, por gentileza. Por aqui, senhora.
- Pois não (desconfiada. Era a terceira ou quarta pessoa que gaguejava e chamava o meu nome em menos de vinte minutos. Tudo em vão.)
- Seu vestiário, senhora. É por aqui.
- Sei.
- Um minuto. Pode esperar aí dentro, que eu já vou trazer sua roupinha.

Roupinha? Quem esse médico pensa que é? Olha o meu tamanho! Roupinha?

- Aqui está. Pode vestir o roupão, a abertura é para frente. Fique de calcinha, mas sem sutiã. E tire os metais que tiver pelo corpo. O médico já virá falar com a senhora.

O médico virá? E quem é esse cara de branco, então?

Ah, claro: nas clínicas médicas, os médicos são sempre os últimos a falar conosco. É como no mundo do showbiz, sendo que, aqui, o médico é o artista.

Antes dele, há dúzias de pessoas fingindo ajudar, mas que, na verdade, estão é escoltando – ainda que elegantemente – o “artista”. “Posso ajudar?” “Pois não, senhora?” “Por aqui, por favor.” “Tire a roupa.” “Fique só de calcinha.” – tudo são subterfúgios utilizados para que não perturbemos o doutor-artista antes da hora certa: a última.

- Boa noite, moça!

Aquele era o médico. Só pela cara de quem tinha recém saído do camarim. Roupinha enxuta, engomada, sorriso de cabide.
Eu, em desvantagem: só de calcinha, sim, mas com um envelope branco – que eles chamam de roupão – por cima. E só de meias. (Eles fazem a gente se sentir a última das mulheres, acho que é de propósito).

- Oi, doutor.
- Então, o que houve?

Explico o problema. Em 30 segundos, ele se vai. Para todo o sempre – como os artistas. Fica só o perfume.
Volta o moço que me orientou sobre a calcinha:

- Senhora, tranque seu vestiário e traga a chave.

Lá vou eu, devidamente envelopada.

- Deite-se aqui, de barriga para cima. Vou te dar uma campainha na mão. Se você precisar, é só apertar que eu tiro.
- Tira o quê??? De onde?? (Apavorada).
- Tiro você. Do tubo. Você tem fobia?
- Não sei, vamos descobrir juntos. (Ele ri amarelo).
- Olha só. Vou apertar um botãozinho, e você vai entrar naquele tubo.
- Ali eu não caibo...
- Cabe, sim (impaciente). É melhor que não se mexa. Respire calmamente, sim?
- Quanto tempo eu vou ficar entubada?
- Uns 25 minutos, isso se a senhora me ajudar.
- Vin-te-e-cin-co-mi-nu-tos?
- Sim. Não se preocupe, tudo vai correr bem. Qualquer coisa de que precisar...

Nisso, eu já ia adentrando o tubo do moço, sem muito poder de argumentação. Suspirei.

- Evite suspirar.
- Desculpe, não está mais aqui quem...
- A partir de agora, não se mova, não fale, não suspire. Apenas respire calmamente.

Essa gente é engraçada. Primeiro, testam a paciência da pessoa, chamando para mil perguntas, fichas e assinaturas. Depois, humilham, ordenando: “por aqui”, “por ali”, “só de calcinha” etc. Envelope branco. Médico relâmpago. Finalmente, colocam a pessoa num tubo estreito, ouvindo estalos e ruídos mil, e proíbem qualquer movimento ou atitude característica de um ser vivo.

E tome meia hora lá dentro, fazendo e refazendo mentalmente a lista de compras da semana, contando os estalos, imaginando que se está numa rave ouvindo música eletrônica – tomando o devido cuidado para não xingar o DJ, senão a respiração se altera!

(Meia hora depois)

- Prontinho, senhora!
- Graças a Deus...
- Foi muito ruim?
- Por quê? Foi bom pra você?
- Bom, o exame ficou ótimo. A senhora se manteve calma, o tempo que utilizamos foi o mínimo necessário, e...

- Eu sei, já me disseram: eu fotografo muito bem.

15 março 2004

Estou absolutamente com ela:

“Não gosto muito de homens que pagam uma nota pra cortar o cabelo. Gosto de homens que pagam 5 reais, acho muito masculino e tal.”


DVD



Deixe-me viver (título original: White oleander)

Baseado num romance de Janet Fitch. Drama americano de 2002. Com Michelle Pfeiffer, Alison Lohman e outros.

Sinceramente? Era para ser um drama daqueles de mãe-e-filha, com relações doentias, competição e muito lixo emocional. Na minha opinião é fraco, e carece da síndrome do “baseado-em-livro-que-perdeu-uma-boa-oportunidade-de-ficar-quieto”.

Não sei o que esses produtores e diretores de cinema têm na cabeça, de achar que contratar uma estrela para o papel principal vai lhes salvar de todo ridículo que é forçar uma história que nasceu para ser contada de outra forma. Ou, pelo menos, de forma melhor que a que lhes ocorre na veneta.

Pra mim, ficou apenas o lixo emocional e algumas boas cenas (contadas nos dedos).

Mas eu sou suspeita. Não suporto filme em que um personagem atira em outro só porque não vai com a cara dele, ou porque desconfia de alguma coisa, ou porque está de pileque. Acho que a gente merece um pouco mais do que acordar com o barulho do tiro, e pensar:

- Ué! Será que eu perdi alguma coisa?

A resposta é sempre a mesma: perdeu. Tempo.

12 março 2004

Pingos d’euzinha


Saquê: fim do mistério

Tanto fiz, que consegui. Meu irmão e minha cunhada, leitores assíduos deste blog, não resistiram aos meus apelos (in)diretos: numa passadinha pelo supermercado, passaram a mão numa garrafinha de saquê e me deram de presente. Está certo que tinha pouco mais de 200ml (sagitariana gosta de tudo exagerado, hehe!), mas matou minha curiosidade: até que é bom, tem um gostinho suave. Um pouco enjoativo, talvez.
Pensando bem, que bom que eram só 200ml!

Saúde “como um todo”

Ando almoçando bife de soja, arroz com brócolis, espinafre, peixe grelhado, grão-de-bico, feijão branco... essas delícias naturebas de que gosto. É que arrumei uma empresa de comida congelada que entrega em casa – claro que eu não faço todo esse cardápio, digamos, sozinha comigo mesma! Tem quebrado o maior galho, sobretudo nesses dias em que a coluna não ajuda. Com tanto exercício fisioterápico, correção postural e outras atitudes, digamos, politicamente corretas, a gente acaba pensando um pouco em saúde “como um todo”. Deve ser o tal lado bom da cousa.

TVzeira

É claro que eu ando acompanhando, diariamente, toda a vasta programação que a nossa riquíssima TV aberta nos proporciona. Virei uma TVzeira assumida. Quer saber quem está pegando quem no BBB, quais são os entrevistados do Sem Censura, quantos tostões faltam para a Maria Clara ter que ir vender sanduíches na praia? Pergunte à tia Bíbi. Sem falar no caso Luma, claro!

Baranga, não!

Acreditem. Semana passada, mal podendo me levantar da cama de tanta dor, inventei de passar autobronzeador neste corpitcho desbotado. Quando dei por mim, estava me contorcendo na cama, mais parecia um polvo cheio de braços, no afã de espalhar bem o produto pelas costas (senão fica manchado). Pasmem: obtive êxito! Tanto foi, que já fiz uso desse cosmético milagroso outras vezes – o que tem me permitido manter a peruice, ainda que debilitada fisicamente. Hoje foi a vez da máscara de pepino (Avon, cheirosérrima!) no rosto. Quebrada, sim. Baranga, não!
P.s.: Minha mãe diria: “Filhota, autobronzeador a gente até usa, mas jamais confessa! Que graça?”. Mas eu sou muito confessional, acho mais graça no contar que no fazer. Hoho.


Pessoas que sofrem

Gianechinni sofre de beleza indestrutível (por mais que queira se enfeiar, não consegue).

Clodovil sofre de não dizer nada com nada, em tempo integral, ainda que pareça se esforçar e acreditar – inacreditavelmente! – no que (não?) diz.

Cauã Raymond (o eterno Mau-Mau de Malhação) sofre de ter escolhido a profissão errada, e corre sério risco de ser um eterno um mau-mau-ator – aqui, sofro eu de trocadilho infame!

Gilberto Barros (o “Leão”) sofre de ser o sujeito mais canastrão do horário nobre.

Malu Mader sofre de ser a perfeição em forma de mulher. O interessante é que conheço mais mulheres que concordam com esta sentença do que homens, o que confirma a minha tese: homens não entendem nada de mulheres inteiras; apenas amam esquartejadamente suas “deusas”: picanha de uma, maminha de outra, coxão de dentro, e assim por diante.

Marcos Palmeira sofre de não ser nem um pouco bonito, mas, inexplicavelmente, exalar sensualidade. Deveriam lhe colar um adesivo na testa: “150% Charme”.

Luís Fernando Verissimo sofre de ser o único escritor brasileiro com cara de jazz: você olha a cara dele, e não entende absolutamente nada. É a coisa mais fofa que há. E ainda toca sax (jazz, é claro!).


Reflexão do dia: não há o que não haja...

11 março 2004

COLUNA DO MEIO


Oi, pessoas. Sim, ainda estou lutando contra esse problema na coluna que me surpreendeu há algumas semanas, e tem me deixado num tédio sem tamanho. Hoje é o primeiro dia em que consigo ficar alguns minutos sentada em frente ao micro. Os exercícios de RPG têm me ajudado muito.

Para quem não sabe, RPG (Reeducação Postural Global) é uma fisioterapia feita em cima de uma maca – ou num banquinho, às vezes -, em que você fica alongando e buscando fortalecer a musculatura nas partes mais críticas, digamos assim, que é onde se concentra o problema. O meu problema é na lombar, ou seja, tenho achatamento de disco na base da coluna. Mais do que isso: o meu disco da base simplesmente não existe mais. Desidratou, escafedeu-se.

O tal disco é uma rodinha gelatinosa que temos entre as vértebras. Em não havendo disco, uma vértebra fica encostando-se à outra, o que provoca uma compressão no nervo ciático, causando uma dor absurda que se estende pela perna – no meu caso, a esquerda.

Agora eu tenho que esticar, esticar e esticar a coluna vertebral, além de criar uma musculatura que sustente esse “esticamento”. Só assim, segundo a fisioterapeuta, o nervo vai se sentir mais à vontade e parar de doer.

Todos dizem que eu tenho que ter muita paciência, e só agora me dou conta do quanto sou afobada, logo eu, que criticava os afobados do mundo. Não agüento mais essa situação. E também não agüento mais ouvir amigos, parentes e médicos dizerem que eu sou muito nova para ter esse tipo de problema – portanto, se alguém for comentar o post, poupe-me dessa pérola. Só faz a pessoa se sentir mais acabada, derrubada (e a auto-estima de alguém debilitado fisicamente já não é lá essas coisas, lembrem-se disso).

Agora vou me deitar (mais) um pouco, que não posso abusar da cadeira. Beijos.

P.S.: Se quiserem me enviar livros velhos, catálogos de cosméticos, gibis da Mônica, revistas de fofocas de 1990 com fotos do Humberto Martins (para verem como estou topando tudo mes-mo!), vou adorar. Ler na cama é dos meus principais passatempos.

03 março 2004

LESÃO

01 escoliose +
01 lordose +
horas a fio em frente ao micro +
má postura...

= 01 lesão por "achatamento" (sumiço) de disco na base da coluna vertebral +
01 dor insuportável no nervo ciático +
01 impossibilidade de andar/sentar/levantar/abaixar +
R.P.G e remédios.

:o(

Sorry, leitores... estou dodói.
Até breve.

29 fevereiro 2004

Da série “nunca vi, nem comi, eu só ouço falar”:

1. Homem de corpo super-hiper-malhado, cujo papo não dê vontade de SUMIR em dois minutos.

2. O tal “nhoque da fortuna”. (???)

3. Magro bebendo refrigerante diet.

4. Saquê.

5. Pobre dizendo que se deu conta de que “dinheiro não é tudo na vida”.

6. Porteiro “carioca” que não seja nordestino.

7. Gaúcho que não seja bairrista.

8. Homossexual careca, rico e quarentão que não seja arrogante.

9. Evangélico, Flamenguista e Beatlemaníaco que não seja fanático.

10. Caviar.
Como gaúcha e admiradora – mais: apaixonada! – dos homens gaúchos, devo admitir que reafirmei minha antipatia pelo carnavalesco Milton Cunha (São Clemente, para quem não sabe) quando ele quis criar uma ala chamada “os viadinhos de Pelotas” no seu desfile.

Hoje, no Globo, ele diz que “deve ter sido praga de Pelotas” (o fato da escola dele ter sido rebaixada neste carnaval). Quer saber?
BEM-FEI-TO.
Um broto zelando pelos seus...



... que maravilha seria viver!