29 junho 2003

Eu gostaria imenso de que meus acentos e demais sinais gráficos não aparecessem como pontos de interrogação aqui.

27 junho 2003

As coisas estão assim:

Bons pensamentos, boas memórias (para frente e para trás), boas vibrações. Otimismo incurável, vislumbre de paixão, deslumbre de vida.
Consistência muita, coerência razoável (o nome já diz), concordância restrita, discrepância plena – graças a Deus, amém.
O novo no ar, o povo por vir, o ovo pra ver.

Quem vier jogar (o jogo): xeque.

Quem vier borrar (o ovo): pinto.

22 junho 2003

Saudades

Violão de náilon
Música que “vem” prontinha
Buffet de sorvete
Um dia realmente frio (mas só um!)
Meu Gol verde (IFO 7070)
Jogar basquete ou vôlei ou futebol e voltar pingando pra casa
Barão da Torre, 445/apto 1001 – Ipanema, RJ
Manara Bar – São Leopoldo, RS
Bar do Joe – Garibaldi, RS
SESC Interlagos – São Paulo, SP
Verão em Magistério, RS
Quarto com carpete
Banheiro grande
Maradona (nosso finado cão)
Churrasco do pai com maionese da mãe (bodas gastronômicas)
Carioca da Gema – RJ
Faculdade (os corredores e o bar do Alemão, claro)
Humberto Gessinger Trio em Cruz Alta, RS
Ano Novo em Copacabana (1989-90)
Praia do Rosa, SC
Festival de Música do Colégio São Luiz (14/9/91, onde tudo começou)
Bate-papos no FREETEL (início da internet, quem lembra?)
Gincana no Colégio Sinodal – São Leopoldo, RS
Viajar com o Coral da Tia Ângela – interior do RS
T-u-d-o em Fredeburg, Alemanha (1988)
Morar nos “Blocos” – São Leopoldo, RS
Surfar muito mal e não ter vergonha disso
Estúdio Hit – Centro, RJ (2000/2001)
Festa-surpresa de 15 anos – garagem de casa, família e amigos
Ensaios na garagem – São Leopoldo, de 1991 até o dia em que construímos um estúdio na sala de visitas

Direto do Túnel do Tempo.
Buenas!

Meu fim de semana foi meio caído. Dormi muito, arrumei a casa, li um bocado. Bom, pelo menos ler - e assistir a (mais) um DVD do Friends – é coisa boa.

Minhas leituras estão cada vez mais confusas. Na “cabeceira”, que às vezes se confunde com a minha própria cama, tenho: Lolita (o livro), revista Época, Fisiologia da Alma (Ramatis, dando uma revisada), Rubem Braga (contos, relendo e aprendendo), Adélia Prado (sempre, sempre!) e Estação Carandiru - sempre chego até a página 100, depois me interesso por alguma outra coisa e não termino. Isso já faz anos.

Fora um “artigo” que encontrei outro dia, em papel azul, desta que vos fala, quando ainda tinha NOVE anos de idade. Acreditem, eu (já) andava em crise existencial. É mole?

Fora isso, um tempinho mais ou menos, um domingo sonolento, um irmão atirado no sofá e uma cunhada com TPM.

E é isso.

21 junho 2003

Banho demorado
Toalhas recém saídas da gaveta
Incenso de Rosa Branca
Enya
Pensamento demorado
Idéias recém saídas da cabeça
Essência de Rosa Branca
Plena
Sábado, pracinha, crianças
Pássaros, mocinhas, balanços
Cabelos, unhas, pele, dentes
Farelos, uvas, leite quente
Varanda e chimarrão.

Começou mais um inverno de mentirinha no Rio de (quase sempre) Janeiro.

19 junho 2003

E-mail que recebi hoje:

Super Pênis!

Com o MANUAL mais cobiçado da internet no momento, você aumenta o tamanho de seu pênis de 2 a 5 cm em 2 meses com exercícios absolutamente naturais. Aumenta também a sua potência, controle e volume da ejaculação, dentre outros benefícios. Programa completo com figuras ilustrativas explicando detalhadamente todos os exercícios. Fotos comparativas no site de pessoas que experimentaram essa técnica.

Eu mereço, né?

15 junho 2003

Vício da vez: DVD do Friends

É mais forte do que eu.



Ele não é um fofo???

13 junho 2003

Perdeu uma boa oportunidade...

...de ficar quieto. Ed Motta, em entrevista ao Sem Censura (TVE), disse que não gosta “desse negócio de fazer shows”. Prefere mil vezes o estúdio, porque, segundo entende, os shows são obrigações que o músico tem de, aos fins de semana, mostrar que sabe fazer aquilo que está gravado no CD.

Eu diria que não é bem isso, mas... caum, caum.


Jussara

Jussara, que faz faxina aqui em casa e na casa de uma amiga, é a fina flor da delicadeza. Fim do ano passado, minha amiga a deixou sozinha no apartamento, afinal, já era mesmo de confiança. Jussara deixou a chave com o porteiro, e o seguinte bilhete:

Dona Larissa,
o microondas deu um estouro e parou de funcionar. Fui abrir um pacote de macarrão mas deixei cair tudo no chão e, sem querer, pisei em cima. Acho que a senhora não vai querer mais, mas guardei no saquinho que está ali em cima da pia. Quebrei dois copos. E levei um guarda-chuva emprestado.
Muito obrigada pela confiança, e um feliz Natal.
Jussara.


Lembrei-me do episódio porque, hoje, Jussara veio fazer as dela aqui em casa. Sei que vocês não vão acreditar, mas é verdade: quando vi, a massa de lasanha (crua, daquelas de pacotinho) estava esparramada pelo chão da cozinha, e Jussara a pedir ajuda celestial – “aaaai, minha Virgem Maria, que foi que eu fiz agora...”.

Está tudo bem, Jussara, não faz mal. Sim, pode pôr fora, depois a gente compra outra. Não, Jussara, não vou descontar do seu cachê, digo, do seu salário, não se preocupe, imagina...

É que Jussara é tão artista, que me confundo entre cachê e salário. Nem me importaria de pagar cachê, desde que ela mudasse o repertório de vez em quando – e, em vez de massa, fosse pisar... sei lá, no arroz!


Santo Antônio

Hoje é dia de Santo Antônio. Pedi a ele um namorado bonito, inteligente, sensível, sexy, espirituoso, carinhoso, compreensivo, otimista, charmoso, sincero, leal e simples, porém sofisticado.

Sabe o que ele me respondeu?

Os dados não conferem. A santa das causas impossíveis é a Rita. Torne a ligar no próximo dia 22 de maio. A sua ligação é muito importante para nós.

11 junho 2003

apelo (Duda, Xandy, amigos do RS)

Queridos,
estou precisando saber o sobrenome do Luciano, aquele que gravou uma gaita na minha milonga. Alguém lembra?
O Volnei sabe - se alguém cruzar com ele (no bom sentido, claro), por favor pergunte e me avise... estou tratando da ficha técnica do disco, e me falta esse dado.
Obrigada, e beijos, estou com saudades.
!buenas!

Como vão vocês? Peço desculpas pelos transtornos dos últimos dias. Na verdade, eu sabia que o problema se devia ao fato do Blogger estar passando por mudanças; mas, pelo que me informaram, as coisas tinham voltado ao normal antes do fim de semana. Como o meu blog não voltava, e não voltava, e não voltava... bom, eu tive uma séria crise de abstinência (coisa que não desejo a ninguém), comecei a tremer, babar e andar em círculos, balbuciando palavras ininteligíveis, até que meu irmão me levou ao médico.

Na ante-sala, esperei que todos estivessem distraídos e dei um golpe de caratê na secretária, que caiu estrebuchada no chão, causando certo pânico em dois ou três senhores que estavam ali, lendo a Caras, e decidiram acudir a moribunda. Meu irmão tentava me acalmar, mas eu já estava mesmo conseguindo o que queria: tomei o lugar da secretária, digitei www.bibidapieve.blogspot.com e, pronto, tudo estava resolvido em segundos. Meu querido blog aparecia, intacto, ao meu alcance virtual. Foi um santo remédio.

Isso foi às duas e meia da madrugada de segunda-feira, como podem conferir no Shout Out.

Depois que deixei aquele recadinho a vocês, apenas tive o trabalho de implorar à secretária que não me denunciasse por agressão, e pude voltar para casa, completamente curada. Não do vício, é claro.

Afora esses percalços, estive muito bem nos últimos dias. Aliás, tenho estado muito bem, obrigada.


vídeo

Dica de comédia-romântica-açucarada-e-despretenciosa, com a Jennifer Aniston (Rachel, do Friends): Picture Perfect “Paixão de Ocasião”, em português. Filmezinho fofo, bem “mulherzinha”. Gostei.


cunhada

Lembram-se daquela propaganda do chocolate, onde a criança aparecia dizendo ao pai “compre Batom... compre Batom...”?
Minha cunhada – aquela, que sai com cada uma... – se apaixonou por uma bota lindíssima que viu na vitrine, e escolheu de presente do dia dos namorados. A partir de então, hipnotizava meu irmão: “Compre botão... compre botão...”.
Levou.


love is in the air

Sempre que eu ando pela Marquês de Abrantes, da praia de Botafogo até o Catete, só consigo topar com:

1. Mães arrastando crianças que arrastam mochilas, a passos de cágado, na minha frente;
2. Homens, das piores espécies, que não sabem apreciar um par de seios em silêncio;
3. Velhotes azedos, bebendo cachaça em padarias sujinhas, contando mentiras cotidianas e tirando meleca do nariz;
4. Senhoras mal humoradas fazendo a feira;
5. Britadeiras infernais, de 20 em 20 metros, a ensurdecer os passantes;
6. Sujeitos com pastinhas, apressados, pisando duro, com cara que quem está indo, mas não vê a hora de voltar.

Eis que, ontem, por um desses milagres do acaso ou do destino, mal pude acreditar quando dei de cara com o homem da minha vida: moreno, alto, trinta e poucos, óculos escuros, calça jeans desbotada e levemente desfiada na bainha não feita, cabelo por cortar, barba por fazer, sorriso por abrir, palavras por dizer. Enfim, um Deus semipronto (que graça teria um pronto?), do tipo que basta começar a conhecer para não querer mais parar de desvendar.

Mas eu vinha na contramão da rua e da razão. Apaixonei-me por uns segundos, até que nos cruzamos na calçada, e foi o fim da minha história de amor. Meu príncipe sumiu em direção ao centro da cidade; aquilo era praticamente um divórcio. Segui, descendo a Marquês das britadeiras, rumo aos velhotes e suas cachaças, aos quais deixei a embriaguez - mas, com toda certeza, surrupiei-lhes a ressaca.

Vejam como são as coisas. Deve ser a proximidade do dia dos namorados. Love is in the air. Logo eu, que nunca fui dessas coisas.

Prefiro pensar que ainda não virei uma mulher romântica. E que não vi nada naquele homem, além do fato de ser um bom comprador de botas em potencial.

08 junho 2003

mão única

Carolzinha acaba de me dizer, pelo ICQ, que consegue acessar meu blog tranqüilamente.
Minha mãe me diz, por telefone, que não consegue ver nada há dias. O mesmo ocorre comigo.

Será que é de família?

07 junho 2003

Começando a ficar sem paciência com o Blogger.

Saco, saco, saco!!!
Não consigo acessar meu blog há dois dias; e vocês, provavelmente, também não. A situação me confere o título, ainda que temporário, de pessoa desprovida das faculdades mentais - uma vez que discurso, inutilmente, com meus próprios botões virtuais, em busca de uma sensação que não existe, ou seja, a de dialogar com as caraminholas (ou seria CONTRA as caraminholas?) de vocês, conforme costume.

Aboletada em minha cadeira de praia - sim, eu uso uma cadeira de praia para escrever diante do micro -, o tempo insosso lá fora, ainda sofrendo com a indigestão de uma sopa de cebola que teimei em preparar para o almoço, embora soubesse que não ia dar em boa cousa (o nome já diz: sopa de cebola!), penso que deveria arrumar atividade menos solitária, infrutífera, intransigente e até mesquinha do que dividir sujeitos e objetos nada diretos com leitores impedidos de visualizar meu cafajeste diário virtual. Por obra do destino, do acaso, de conspirações do universo (como diriam os místicos) ou de preguiça mesmo (como afirmaria minha amada mãe), careço de idéia melhor, de modo que sigo, acomodada e até feliz na improdutividade típica de um sábado de junho carioca.

Ou, por outra: depois daquela sopa de cebola, o que vier é lucro.

03 junho 2003



Se ele me pedisse em casamento:

(Resposta interna, imediata)
Falassério!! Onde é que eu assino???

(Resposta externa, depois de um minuto e um suspiro indeciso)
Tá bom, vai...

Agora, sério: Filme: The Unsaid - No limite do silêncio

Concordo com a crítica da Fabiane Secches.

02 junho 2003

Passei aqui para deixar um bom dia a todos, e ver se meu blog destranca. Desde ontem, tem andado meio mal das pernas; não sei o que há.
Segunda-feira agitada.
Hoje vai rolar ensaio lá na Tijuca. Alguém quer pedir uma música?
Beijos.

01 junho 2003

as abelhudas



Companheira fiel e impecável na hora de pagar um bom mico, minha cunhada Erica topou no ato: lá fomos nós, as abelhudas, ao show-matinê do Kid Abelha no ATL Hall. Um luxo só. O ATL estava, como diriam eles próprios, “bombado” de adolescentes e pré-adolescentes acompanhados de seus pais, tios, avós... uma banda super família, enfim.

Paula Toller segue cada vez mais linda, e, por mais que seja acusada de ter uma voz enjoadinha, quem entende um pouco do babado saca que é difícil encontrar tamanha segurança e precisão vocal numa só cantora pop. Não é para menos; ela tem formação lírica – pouca gente sabe disso -, estudou para valer, e não está de brincadeira. Criticar o timbre é fácil, ainda mais quando se trata de uma mulher apenas muito bonita, que não picotou os cabelos, não se encheu de piercings, não grita e não cospe no chão...

O resto é um belo show acústico, desses da moda, com um cenário lindíssimo, infestado de hits assobiáveis que exercem, com brilhantismo, a única função a que se propõem: ser pop.
teste.