31 julho 2008

Julia and James First Dance

A propósito de assuntos de balzaca...

Inglaterra, 2007. Ele é produtor de filmes e ela, fotógrafa de casamentos. Os dois reproduziram, no seu próprio casamento, a dança final do filme Dirty Dancing (1987), e o vídeo virou sucesso no You Tube. Pudera, né?

Ai, minhas polainas!

Para suspirar.

29 julho 2008

Depois dos 29

Alguma coisa aconteceu com o meu metabolismo depois que dobrei a esquina dos 29 e entrei, cantando pneu, nos 30.

E, a propósito de pneus, há os que cantam e os que calam; esses últimos, os piores. Sorrateiros, alojam-se nos canteiros mais surpreendentes da nossa arquitetura - tão arrumadinha até pouco tempo atrás, com o asfalto, a calçada e o meio-fio muito bem organizados, e os transeuntes, com seus cães transeuntes e higiênicos, e os edifícios bem decorados, e as fachadas ornamentadas com jardins repletos de arbustos bem penteados e empapados de pomada disciplinadora...

Passei dos 29, foi como se houvesse uma debandada: o paisagista saiu mais cedo hoje, mandou dizer que não vem amanhã, a decoradora teve um compromisso inadiável e deixou uns quadros tortos (eu que me vire), o cabeleireiro deu a entender que não estava satisfeito com a gorjeta fazia uns três anos; mas por que nunca me disse nada? Ah, segundo ele, era eu que não ouvia. Antes dos 29, fala-se muito e ouve-se pouco (acusou-me o injusto, a tesouradas, enquanto organizava a maletinha e levava embora meus últimos corretivos).

Já vi que vou ter que contratar um pessoal por fora, mas não há de ser nada. Aos 30, é mais fácil tomar certas atitudes e pôr uma ordem na bagunça estabelecida. Podem sair os indecisos, já vão tarde os insatisfeitos.

Aceita um cafezinho?

Estou chamando uma turma nova que vai arrasar (ainda se usa esse termo, arrasar?). Não tem salário, não tem gorjeta: ganha o quanto produz. Não imponho horário e não me meto no ócio do colaborador. Agora é assim que chamamos: colaborador. Depois dos 29, tempo é uma coisa pessoal e intransferível. Tome conta do seu.

Não temos mesa, caneta, papel. E não quero ninguém aqui; é cada qual na sua casa, no seu laptop, recebo o resultado por transmissão de dados (compactados, de preferência). Depois dos 29 a gente economiza espaço, barulho e lavabo.

Esse tal metabolismo, com seus vícios corporativos, deixou uns buracos aparecerem meio de última hora nas planilhas. Fiquei eu com o “aspecto casca de laranja” e uma fita métrica com mania de grandeza a me cercar de números que, por mais que me demore em cálculos, não consigo compreender. Deve ser a inflação.

O rapaz de TI (Tecnologia da Informação) acaba de me informar num torpedo que é assim mesmo, citando sua mãe e sua tia como exemplos bem sucedidos de força de vontade e determinação.

Por Cristo! – e eu lá tenho idade para ser mãe de algum rapaz de TI?? Esse moleque que não aponte o seu boné aqui perto, ou não respondo por mim. Deve ter digitado “balzaquiana desesperada” em algum mecanismo de busca e me apareceu com esse consolo pior que a encomenda; um dos principais problemas desse contexto moderno é justamente a falta de contexto.

Depois dos 29, se não tiver contexto a gente nem tira as pantufas.

Já disse, não há de ser nada. Li outro dia numa capa de revista: a vida começa aos 50. Quando eu chegar lá, presumo que comece ainda mais tarde, de modo que vou ensaiando como posso - demitindo uns vícios aqui, escalando uns bons hábitos ali, ajustando a carga no tríceps, quadríceps... Um vinhozinho de vez em quando, que ninguém é de ferro.

Depois dos 29, o bom é que a gente já tem confiança para ensaiar em público – se a ocasião permitir, inclusive de pantufas.

26 julho 2008

Sweet home



O Rio poderia parar em agosto, voltar a maio e ficar repetindo esse pedacinho.

25 julho 2008

Meu mestre, o Word

Estou revisando um texto que diz: "...o Egito secreto visto pela imaginação iluminista..."

E o Word me corrige: "... O Egito secreto VESTE..."

Ufa! Se não fosse a revisão ortográfica do Word... essa foi por pouco, hein?

22 julho 2008

Invadiram a minha conta no Orkut, não sei com que finalidade. No lugar do meu nome apareceu uma palavra ilegível e, onde havia foto, puseram um bilhete assim: "tirei a foto porque o assédio era demais!".

Rá-rá.

Fiquei P* da vida e deletei a conta, claro. Perdi contato, de uma só tacada, com sei lá quantos amigos e conhecidos.

A vocês: desculpem!

Sou tão ignorante nesses assuntos que não sei se fizeram/fazem isso por algum prazer pessoal, ou se tenho inimigos ocultos na web, ou se é um robô que chupa a senha dos outros e depois, lá pela meia-noite, vai invadir a conta corrente para roubar meus dólares (pobrezinho). Não sei mesmo.

Por via das dúvidas, troquei todas as senhas da minha vida e já transferi os dólares para uma conta na Suíça. É questão de tempo, eu sei, daqui a pouco vai aparecer minha silhueta num quadradinho e os longos telefonemas (fazendo tricô com a minha mãe) no Jornal Nacional, um bafafá hiperbem-vindo que transformará de vez meu anonimato em passado perfeitamente deletável.

Não vejo a hora. Estava mesmo me sentindo muito rejeitada por nunca terem invadido minha conta no Orkut. Pega nem bem, né?

18 julho 2008

Culinária na TV
Temos mesmo que suspirar por aqueles rapazes que apresentam os programas de culinária na TV, certo? Se entendi direito, os ângulos, olhares, toques e retoques, a trilha sonora e até os palmitos e cogumelos e azeites são calculados para nos fisgar a nós, mulheres modernas e descoladas, que amamos ver um homem arrasando na cozinha. É isso? E as sobrancelhas. E aqueles cabelinhos espetados. E os gestos displicentemente calculados.

Me diz uma coisa e eu prometo não importunar mais com esse assunto: é uma espécie de punição diabólica por termos abarrotado os estádios quando tinha show dos Menudos?

Justíssimo!

16 julho 2008

Janelas

A tecnologia é mais ou menos como o exercício físico.

Se você acha que está fazendo tudo com facilidade é porque tem algo errado.
Se você acha que está com dificuldades demais é porque tem algo errado.

Se você consegue fazer tudo com facilidades e dificuldades moderadas, e pensa finalmente que está se dando bem, ô, coitado! Logo inventam alguma coisa que torna o seu processo – já confiável e corriqueiro – uma verdadeira gafe: ora, pois o certo agora é... blá blá blá, preencher com qualquer informação que deu na última revista do último congresso do último QRGEUSBAVY - ou qualquer outra sigla dessas que deixam as pessoas com cara, jeito, cor e futuro tão agradável quanto uma senha de banco. Como diria o slogan: nem parece pessoa.

Passei cerca de quatro horas apanhando do sr. Windows, e volto a confirmar por que ele leva esse nome. Porque a gente, cedo ou tarde, vai querer se atirar.

PS: Não me levem a sério, estou nos cascos. Pfff!