29 julho 2003

Sumida, eeeu?

Sorry; fiquei sem internet uns dias, e a internet ficou sem mim outros. Deu nesse abandono vergonhoso a que submeti meu blog e meus amigos visitantes.

Mas vamos falar de coisas boas, a começar pelas verdades.

Babem, meninas: sabem quem eu vi sábado? Rodrigo Santoro! Lin-do!
E Marcelo Serrado, para quem gosta, estava junto.
E também aquele outro gatinho que era namorado da Tiazinha, um cabeludinho com cara de anjo (para namorar a Tiazinha, só pode ser... deixa pra lá).

Os três estavam fazendo meditação no mesmo templo em que minha amiga e eu nos encontrávamos, zenzíssimas, a entoar mantras indianos. Não vimos o trio-tentação antes da prática. Comentário dela, depois que saímos:

- Pô, ainda bem que a gente não viu esses caras lá dentro antes... já pensou, meditar com esses três pecados puxando a nossa energia para o mundano???

Minha filha, e ponha mundano naquilo...

Passamos bem em frente deles, e nos abaixamos para pegar nossos sapatinhos que ficaram ali na entrada do templo. Nem bola pra eles. Viemos calçar os sapatos, dêem licença. Somos espiritualistas, não somos? Vamos calçar os sapatos, e vamos embora. Nem tchuns.

Andei três quadras, e notei que tinha calçado o esquerdo no direito e o direito no esquerdo.

Tudo bem, o estrago poderia ter sido bem maior, a julgar pelo tamanho do bofe.

20 julho 2003

F ú t e i s

Não me levem a mal, mas eu sou elegantérrima...

19 julho 2003

(A)nexo


Sábado. Roupas na máquina. Incenso. DVD emprestado (do Yes). Um pedaço do salário na conta. Um pouco de comida caseira de restaurante. Um dia quente, depois do frio prometido - e não cumprido.

Comecei a ouvir algumas músicas que me trouxeram lembranças de um tempo que nem sei se existiu. Momentos rápidos e intensos, daqueles que entram para os “Top 10” da vida, furando a fila, matando de tédio e de vergonha o dia-a-dia desperdiçado, em branco, passado e batido. Como a gente gosta de desdenhar... O dia-a-dia despetalado.

15 julho 2003

Imagem

Estou com problemas de imagem no blog, como vocês já perceberam. Na verdade, não entendo patavina disto aqui, e a minha personal-web-designer anda atarefada, mas me disse que dará um jeito assim que puder. E, convenhamos, eu também ando tão enrolada, que tenho sido relapsa com os escritos... assim, estamos todos em sintonia, o que parece até bom, vendo por esse lado!


Vendo por aquele lado

Por falar em ver as coisas por um lado e outro, recebi um e-mail muito gentil e sóbrio, de um amigo do Alex Cohen, e resolvi postar aqui – com a devida autorização do autor, claro. Com vocês, Aluisio Barretto:

“Olá...
Meu nome é Aluisio e vi o que vc escreveu sobre o Alex Cohen no Faustão.....
Sou amigo particular do Alex e queria te contar algumas coisas.....
Todos nós sabemos que o Faustão é um chato por natureza....que não deixa os "convidados" fazerem nada do planejado inicialmente.....e sabemos tb que para alcançar um número maior de pessoas, os artistas têm que passar por isso e por esses programas.....e foi o que aconteceu....estava planejado uma coisa e na hora ele só ficou pedindo músicas que o auditório conhecia....mas...o que podemos fazer né?!?!
Se um dia você tiver chance de escutar o CD do Alex vai ver que tem apenas 5 regravações e o restante é música de composição própria e de muita qualidade....para quem gosta do estilo pop-romântico.....
Essa estória das "mais pedidas" eu acredito que o Alex não venha a fazer num futuro próximo, pois o sonho dele é ver a sua própria música cantada pela platéia...coisa que já está acontecendo em alguns lugares do RJ e SP......

Grande abraço,
Aluisio de Mello Barretto”



Primos

Minha mãe fez uma festa de aniversário e juntou a família toda. Contou que meus primos estão enormes e bonitões; o Diego está na faculdade, e o Fabiano já está terminando o colegial. Contei ao meu irmão.

- Faculdade??? Mas ele não tinha oito anos ainda outro dia??????

Tinha. Tinha mesmo. Suspirei fundo. Olhei-me no espelho, arranquei um fio de cabelo branco, e me senti meio velha. Aí, pensei num modo de fazer meu irmão se sentir ainda mais velho. E lembrei:

- É, daqui a pouco a Ana Paula (filha dele, hoje com 10) faz quinze anos, e aí...
- ELA QUE FAÇA UMA COISA DESSAS COMIGO, PARA VER!!! (Cara de susto. Constatação do óbvio. Ruga no meio da testa).

Hehe, doce vingança.

07 julho 2003

Paulinho num pulinho


O Altas Horas desse sábado era em homenagem à teledramaturgia. Lá foi o João Bosco, tocar suas músicas que foram temas de novela. Muito bom, como sempre.

Depois, entrou o – sempre tímido e encantador – Paulinho da Viola, que sentou no banquinho, tocou “Pecado Capital”, arranhou mais um refrão ou outro, e foi embora num pulinho. Só porque não tinha mais temas de novela para tocar.

Ah, francamente! Que desperdício de Paulinho...


Coldplay

Tinha um CD do Coldplay, presente não sei de quem, rolando de um lado a outro pelo nosso bagunçado carro. Nunca tive lá muita curiosidade de ouvir, mas confesso que me sentia um pouco envergonhada por não conhecer o tal Coldplay, tão citado, tão badalado no mundinho “não sou pop, sou cult”, ou “não sorria, você está sendo filmado”.

Quando o trânsito engarrafou na São Clemente (cada dia pior!), coloquei o disco para ouvir. Definitivamente, não tenho mais paciência para essas bandas em que o vocalista canta como se estivesse à beira do suicídio - alguns estão mesmo, e outros até foram bem sucedidos na iniciativa; ou mal sucedidos, depende do ponto de vista.

Gente, que choradeira é aquela?

Antes de entrar no túnel Zuzu Angel – depois de já ter passado todas as faixas adiante, à espera de um milagre que não veio -, coloquei a Alanis para gritar no meu ouvido. Pelo menos ela canta acordada!



Depois das coletâneas, apenas refrões


Vai chegar o dia, e não demora, em que as grandes gravadoras vão sugerir (com a sutileza que lhes convém) que os grandes artistas gravem, não coletâneas de sucessos, mas coletâneas de refrões de sucessos.

Tempo é dinheiro, e ambos andam cada vez mais escassos. Hoje em dia, música ideal de trabalho não passa de dois minutos (Renato Russo estaria em maus lençóis), ou o pessoal da rádio já manda a tesoura, e não quer nem saber quem é o pai da criança.

Ouvi dizer que um novo cantor bem sucedido, carioca, chamado Alex Cohen, iria aparecer ontem no Faustão. Cansei de ver o nome dele nos jornais e nos outdoors da cidade, mas nunca tinha ouvido o trabalho. Liguei no Faustão.

Contratado pela Som Livre, Alex está lançando o seu primeiro CD. E vai lançar o segundo, em breve, com o título “As Mais Pedidas da Noite” (ou algo assim). O repertório será montado com base numa “pesquisa”: depois de tocar “10 anos na noite” - como gritava Fausto Silva de dois em dois minutos -, o cantor selecionou as canções que mais dão IBOPE nos bailes da vida, e vai mandar bala.

Ontem, no domingão, Alex Cohen, talvez sem querer, dava uma palhinha do que eu, a profeta do apocalipse, modestamente prevejo para o mercado fonográfico brasileiro: cantava, das canções mais-mais-mais (pedidas, manjadas, repetidas), apenas os refrões.
Entre aplausos acalorados da platéia e gritos de “lindo! Gostoso!”, o cantor se esbaforia numa ginástica comovente, entre um instrumento e outro, mais microfone, a entoar os pedacinhos mais conhecidos dos mais conhecidos hits.

Imagine uma galinha viva, saltitante. Agora, imagine um nuggets de frango, seco e frito.
A galinha é a nossa amada música.
O nuggets é que o estão querendo fazer com ela.

04 julho 2003

Mãe.com X Mãe.sem


Minha mãe está sem computador. E eu fico aqui, esperando e-mails, como uma boba. Já me acostumei a ser uma e-filha, desde o tempo em que minha mãe tornou-se também uma e-mãe. Agora, isso.

Morar longe da família é uma merda, sim. Mas, filha que tem relação cem por cento com a mãe, é pior ainda. Eu poderia dizer que me vi livre do policiamento dela, aos 20 anos, quando saí de casa. Mas não havia policiamento algum.

Poderia dizer que me vi livre dos sermões, mas também não havia falatório, não havia chatice, não havia controle excessivo. Fui uma adolescente (quase) rebelde sem causa, e agora fico louquinha da vida, aqui, querendo saber como é que está o cabelo dela, se tem comido as frutas que meu pai compra, se tem rido bem alto, se está soltando os ombros, relaxando, meditando, dançando, levando a vida como ela merece.

Está certo, confesso que o que mais me tira o sono é a questão do cabelo. Questão de visualização. Como é que a gente vai deitar e rezar por alguém sem saber como está o cabelo da pessoa?

02 julho 2003

Buenas, moças e rapazes!

Acabo de ver aqui - 14 mil visitas, fico grata a vocês. Como vai todo mundo? Eu vou bem, mas um pouco (muito!) sem tempo para grandes posts aqui.
Assim que der, volto com novos textos.
Só passei para dar um oizinho mesmo.
Beijos.