20 dezembro 2003

O espaço


Vivemos falando em falta de tempo, que os anos estão voando, que a vida mais parece um atropelo crônico e que não há jeito: 24 horas por dia são um insulto às práticas saudáveis de trabalho, família, saúde e lazer. Mas e o espaço nosso de cada dia, mês, semana... o espaço da vida?

Ninguém fala muito no espaço (a não ser naquele espaço físico que anda escasso nos grandes centros urbanos, claro). Mas eu me refiro às portas e janelas internas, à brisa que deixamos entrar – ou não – no nosso imbróglio emocional cotidiano, nas relações, enfim, nas instalações do sentimento humano. Não vou falar no “espaço do coração”, que já seria brega demais. Mas é mais ou menos isso que eu quero dizer.

Esse espaço também anda em falta. Andamos nos ocupando demais em preencher coisas, e, de dez anos pra cá, convencionou-se chamar o velho e bom “vazio” de depressão. Pronto, jogaram no lixo o último resquício de arejamento interior. Urbanizamos a alma.

Agora, o bom é deixar tudo bem fechadinho, de preferência a vácuo – que é para não escapar nada de dentro. Está faltando lembrar que a mesma janela que libera o gato também recebe a brisa, e lacrar todas as aberturas é terminar com as possibilidades, enclausurar, sufocar. Vale a pena?

Nunca antes ouvi falar tanto em “medo de se entregar”. Como se conviver com um parceiro ou assumir um “compromisso” – outro termo de efeito duvidoso, parece algo chato e com hora marcada! – fosse entregar a ele ou a ela um braço, e ficar sem. Conceitos que a gente leva pela vida afora, mesmo sem trazer à consciência, e se esquece de arejar, abrir espaço para questionamentos ou experiências que parecem inconvenientes à primeira vista.

Trancamos tudo, e ainda dizemos que é autopreservação.

Um pouquinho de brisa, mesmo que a maresia venha corroer alguns eletrodomésticos das nossas entranhas, deve ainda ser de boa valia. Deixar as minhocas da cachola respirarem; circular as idéias, desafogar as vias de uma consciência tão exigida e confinada pela culpa e pelos medos - sempre os mesmos!

Uma vozinha apita no meu ouvido há alguns meses, dizendo assim: “renovação”.

Ou estou muito enganada, ou a primeira coisa a ser renovada deve ser mesmo o ar que respiramos, em todos os sentidos. Para isso, haja espaço.

Espaço!


PS: Ouvindo Clara Nunes

18 dezembro 2003

Mudanças... NO AR!

Visitem o novíssimo site da Analógica.

Em breve estarei com o blog somente lá, aguardem!

Beijos da
Bíbi

17 dezembro 2003

Coisas do pago

No Rio Grande nosso de cada verão, as chuvaradas deram uma trégua, e amanhecemos com um céu de brigadeiro sobre nossas cabeças - ainda úmidas dos últimos dias. A temperatura, no entanto, chegou a três graus (isso mesmo, 3 GRAUS!) na serra. Em pleno dezembro.

Aqui no Vale dos Sinos, puxamos o cobertor e viramos para o outro lado, tranqüilos e serenos (sem trocadilho, please!): dias melhores virão.

Esta que vos fala, já há seis anos desacostumada ao temperamento confuso e até meio geminiano – perdão da palavra – do clima gaúcho, não hesitou em curtir um belo resfriado, desses de assar o nariz (se estivessem me ouvindo, seria “dariz”). Acho que São Pedro estava com TPM nos últimos dias, e, solícita ao conhecido período crítico, até lhe concedo meu amoroso perdão.

Desde que não se habitue, claro.

Como estive ausente da vida social nos últimos dias, fui informada ainda agorinha de que, logo mais, à noitinha, dar-se-á um churrasco daqueles bem buenos, e que minha parte da carne já fora gentilmente encomendada por um grupo de amigos que conta com minha humilde presença no festejo. E vou mesmo.

Apenas me esqueci de avisá-los sobre minhas restrições alimentares: sou adepta do quase-vegetarianismo (um dia chego lá!), não como carne nem por decreto. Coisa que, aqui no Sul, o churrasqueiro já leva pro lado pessoal.

Não há de ser nada. Como boa sagitariana diplomata que sou, tratarei de solicitar um naco de cadáv..., digo, de carne bovina ao assador, e passarei parte da noite remexendo com aquilo dentro do meu prato, lá e cá, enquanto mordisco uma saladinha qualquer. Até que acharei um cãozinho guaipeca, desses bem gente-boa, doido para devorar parte de um semelhante. Eu lhe derrubarei a carne, silenciosamente, a tempo de suas presas estraçalharem com minha reprovável conduta de gaúcha em dia de festa, e ninguém haverá de dizer nada a respeito.

A menos que esse vira-lata ordinário me denuncie.

30 novembro 2003

Juvenal rescindiu o contrato


Meu último post foi há um mês. Que vergonha.

Desde então, fiz uma infinidade de coisas. Algumas publicáveis, outras nem tanto, outras nem pensar, outras nem isso. Fato é que estou sem tempo agora de escrever – o preguiçoso sempre escolhe os piores momentos para iniciar as tarefas, que aí já tem a desculpa para não prosseguir.

Vou me despedir outra vez, na cara-de-pau. Volto amanhã ou depois. Beijos.

P.s.: o título foi mera jogada de marketing, nada a ver com o assunto.


30 outubro 2003

Vocês viram o novo apelido do salário mínimo?
Se vira nos trinta.

***

Hoje eu vi numa loja, de relance, um porta-retratos cujas bordas eram forradas de uma plumagem rosa-choque. Fiquei doida, amei aquilo. Sou louca por porta-retratos. O retrato é o de menos.
Agora, cá entre nós: porta-retrato com plumas rosa-choque? Onde é que eu estou com a cabeça???

***

Minha amiga me mostrou, na FNAC do Barrashopping, um brinquedinho assim: você coloca os fones de ouvido, e encosta o código de barras de qualquer CD da loja no aparelho. O CD então começa a tocar nos seus ouvidos, como num passe de mágica, e você pode navegar faixa a faixa, até decidir se é uma boa opção investir seu rico dinheirinho nele ou não.

Jura que alguém aqui não sabia ainda disso, né? Só a camponesa aqui, pobre diaba, se vê como pinto no lixo diante dessas coisas mudernas.

Sou tão objetiva, que me esqueço de olhar para os lados. Se eu entrar numa loja de instrumentos musicais para comprar uma mísera palheta, pode estar rolando um evento lá dentro, com músicos renomados tocando jazz a todo volume, que eu entro e saio sem ver e ouvir nada. Depois, quando alguém comentar, respondo:

- Poxa, e eu estive naquela loja nesse mesmo dia, mas não vi nada... vai ver ainda não tinham começado.

Cansei de ser cobrada por amigos: não me conhece mais? Passei do seu lado ontem, quase nos esbarramos, e você sequer me cumprimentou!

Desculpe, eu digo, sofro de uma coisa meio tacanha mesmo. Mas acham que estou de sacanagem, que sou esnobe.

E sempre acham que é só com eles, impressionante. Mas não é. Não tenho muita visão periférica.

A não ser que a pessoa esteja, como o porta-retratos, vestido de plumas rosa-choque.

26 outubro 2003

Gerundiando


Lendo: Perdas e Ganhos – Lya Luft
Ouvindo: Paixão no Peito – Renato Borghetti
Vendo: o Rio de Janeiro continua lindo.
Acendendo: velas amarelas.
Apagando: velas (26) no dia 24.
Bebendo: Coca Light.
Comendo: pouco (vomitei no meio da semana).
Assistindo: DVD Casamento Grego (comédia legal!).
Meditando: meus chakras.
Medicando: Florais de Bach.
Tocando (no violão): Agora só falta você - Rita Lee.
Tocando (no baixo): Why can’t this be love - Van Halen.
Cantando (no chuveiro): A festa – Milton, por Maria Rita.
Torcendo: pro dia nascer feliz (o mundo inteiro acordar, e a gente dormir).
Tecendo: planos e artes.
Rezando: pro Vô Petronius sarar logo.
Perdendo: uns medos.
Ganhando: uns outros.
Brincando: pouco.
Banindo: hábitos.
Procurando: o fio da meada.
Achando: té parece.
Interrogai por nós


Sabe quando você precisa relaxar, para pensar, para entender, para aceitar, para então conseguir... relaxar?

E sabe quando você se sente pressionado a realizar, para ganhar, para subir, para crescer, para, enfim, conseguir... realizar?

Você já foi a algum encontro importante, de negócios ou não, para o qual se preparou durante dias, semanas ou meses, e aquilo gerava uma certa ansiedade que você abominava, e você tentava convencer a si mesmo de que estava calmo, mas o medo crescia, e você, com raiva do medo, acabava por promovê-lo a pânico, e ele se refestelava ainda mais nas suas entranhas, e você o esmurrava em pensamento, e ele se fortalecia, e você golpeava, e ele insistia, e você acabou esmagado por uma coisa que começou da simples necessidade que você tem de não aceitar que uma boa oportunidade pode apenas ser uma boa oportunidade, e pronto?

Quando foi a última vez que você soube aceitar um presente de Deus, ou seja lá a entidade que você cultue, sem pensar na responsabilidade que iria incidir diretamente sobre você - como raios de sol ao meio-dia, sem direito a protetor ou chapéu – e que, sem dúvida, você não daria conta disso?

Quantas vezes você se viu diante de alguma coisa realmente grande, e pensou naquela história da areia e do caminhãozinho, imediatamente, antes que a coisa grande e bonita ameaçasse lhe tocar, Deus do céu, e lhe tirar a condição com a qual você se acostumou a conviver há anos - a condição de reles criatura mediana desprovida de qualquer qualidade admirável?

Quem é que realmente merece a felicidade do brilho dos cabelos das propagandas de xampu? Quem são os ricos que flutuam nos seus iates, ano velho após ano novo, a brindar seus sucessivos sucessos, enquanto você se espreme entre mágoa e despeito, achando que não tem mais jeito?

Se eu tivesse essas respostas, escreveria um livro de auto-ajuda, venderia milhões, e, com certeza, me auto-ajudaria muito. Não tenho. Só tenho as perguntas: Santa Maria, mãe de Deus, interrogai por nós.

Algumas coisas da vida não dão direito ao último parágrafo, aquele que explica tudo e não resta dúvida. É pena. Eu aprendi tão direitinho a concluir textos, nas aulas (que eu ia) da faculdade.

Lembro que um professor dizia: jamais termine um texto com um ponto de interrogação!

Mas, pensando bem: e se eu escrevesse mesmo um livro de auto-ajuda???
(Espero que, com três, possa).

21 outubro 2003

Bons dias!

Diquinha de filme, para não dizerem que só falo mal das obras alheias: “Os outros”.
Está certo que quase todo mundo já viu, mas eu só vi ontem, e gostei muito. O interessante é que, no final... (pensou que eu ia contar? Hehe).

Tenho uma amiga, não vou dizer quem é, mas ela é conhecida por contar o final dos filmes – e não é má intenção, não! É daquelas que juram nunca mais fazer, mas, quando vê, escapuliu... Outro dia, na locadora, um casal lia a sinopse de um filme, decidindo sobre a locação dele. Minha amiga (não adianta, não vou dizer quem é!), de súbito: “Amor, olha ali, eles estão decidindo sobre aquele filme que a gente viu, lembra? Aquele que, no final, descobrem que a mulher blá blá blá...” (contou tudo, bem alto, a locadora inteira ouviu).

Meu irmão virou um pimentão de cabelo comprido. (Ooops!).

O casal devolveu o filme na prateleira, como quem diz que agora não precisa mais...

E meu irmão é tão gentil que a convenceu, depois de muito argumento (ela fica culpada depois que “descobre” o que fez), que ela tinha ajudado o casal a economizar sete reais.

***

Acabo de derramar cera quente de vela verde no monitor do micro.
Abafa o caso.
Falar dos outros dá nisso.

***

Hoje vou ver outro filme de catálogo. “Anna and the king”.
Alguém quer contar o final?

20 outubro 2003

Segunda-feira, sete da matina (hoje parecendo 6h), aquela rotina. Ao redor da praça, observo daqui uma jovem senhora caminhando, apressada, enquanto faz exercícios de bíceps com um pesinho em cada mão, ouve alguma música no walkman – e, provavelmente, ainda respira. Tudo ao mesmo tempo agora.

Hoje consegui tomar um café da manhã demorado, antes de ligar o micro. Raro. Comi mamão (há quem seja contra), biscoito água-e-sal com queijo branco, bebi café pingado com leite. Gastro-inutilidades no blog nosso de cada dia.

Feriado, dia do comércio. Espero que o trânsito esteja um pouco melhor na direção contrária, ou seja, sentido oposto ao dos cariocas afoitos pela praia do Recreio dos Bandeirantes - já que as demais estão imundas há tempos. Aliás, aqui já difere pouco, e, em breve, jaz de fezes muitas. (Cruzes, acordei poética hoje! Hohoho...).

Dormi pouco, é verdade. Noite passada, assistimos a mais um abacadevedê – alimento geneticamente modificado, oriundo da mistura de abacaxi com DVD, que resulta num filme enfadonho e extremamente nocivo ao bom gosto de qualquer ser humano dotado de faculdades mentais, no mínimo, medianas. Mas, cabe lembrar, é imune às pragas (uma vez que já vem com tanta porcaria embutida em si, que nem as pragas têm coragem de lhe experimentar as folhas).

Rotulado de “Suspense – Drama”, o abacafilme era uma produção francesa pobre de roteiro e carente de ritmo, baseada numa sinopse mal intencionada e estrelada por meia-dúzia de atores cujo constrangimento era evidente. Metade do elenco era morto-vivo; outra metade, vivo-morto. Não se entendiam nem entre si, que dirá fornecer alguma base de coerência nos diálogos para quem visse de fora.

E mais não digo, que periga ficar parecendo que estou querendo falar mal do filme.

Hehehe.

17 outubro 2003

Como é boa a vida ávida, de texto, de som, de verso, de tom, de tum, tum-tum, tum-tum, tum-tum (coração).

Como é boa a vida prática, de gesto, de plexo, de nervos, desejos, cores, pele, sensações.

Como é boa
a vida.
Ah, vida
ávida!

13 outubro 2003

Begônias virtuais não murcham


Uma versão atualizada para o clássico “As flores de plástico não morrem”, hehe.

Bons dias!!! Segunda-feira, 7h da matina, um Rio de Janeiro nebuloso e até meio manhoso ameaça derrubar suas lágrimas em frente à minha, à sua, à nossa pracinha. Estive um tanto ocupada durante a semana que passou – nem tanto regando begônias, mas, muito, plantando planos e artes.

Na verdade, o fim de semana passou e eu nem vi. Ontem teve ensaio da Analógica, o dominical de sempre, eu me senti bem, e me lembrei do que me diz uma amiga: cante sempre! Você respira corretamente enquanto canta... serve para equilibrar os chakras, bobinha!

Taí. Eu, que sou uma moça cheia de chakras, nunca havia pensado nisso. Cantar para equilibrar os chakras. Ontem eu levei os meus chakras para o estúdio e praticamente joguei futebol de botão com eles: o cardíaco, que fica aqui bem no meio do peito, agradeceu. O som do baixo vibra é bem nele, já notou?

(Na verdade, reverbera um pouco ali no plexo solar – que fica uns quatro dedos abaixo do estômago).

Estou falando grego, não, né? Quando eu estiver, me avisem.

Um dia eu fui a uma astróloga que me disse que eu deveria procurar trabalhar com musicoterapia. Achei aquilo até bonito, mas tão careta... ela disse que eu me sentiria melhor se pudesse ajudar os outros com o dom-que-Deus-me-deu (clichê?, eu?).

Perguntei a ela se eu não podia continuar tocando meu baixo e cantando por aí, dizendo umas besteiras para as pessoas rirem entre uma música e outra, essas coisas das quais não consigo me livrar, nem me esforçando. Mas ela disse que não: é mu-si-co-te-ra-pi-a! E, de preferência, com crianças.

Foi então que me assustei e resolvi nem considerar. Gosto de crianças, claro, mas não consigo me ver reunida com um grupo delas, a dirigir um trabalho com fins terapêuticos. É demais para a minha bolinha.

Certa feita, já aqui no Rio, eu falava com uma moça cuja filha pequena me olhava torto. Esperou eu respirar, e perguntou à mãe (bem alto):

- Manhê! Por que é que essa moça fala tudo errado??

Era o meu sotaque. A mãe explicou, com carinho e um pouco de constrangimento, que eu era gaúcha. E a menina olhou ainda mais torto, como quem pensa: “cruzes, e isso pega?”.

Este foi o primeiro episódio com crianças. O segundo foi em São Paulo, eu estava visitando um namoradinho (ou quase isso, ou pretendia eu que assim fosse), ele me levou para visitar uma prima, o marido, e o filho pequeno.

Mal cheguei, beijinhos, sofá, cafezinho etc. Tímida no início, resolvi me soltar, afinal, que mal haveria? Falei meia-dúzia de frases, nem lembro o quê, e o guri me olhando, sério. Parei, ele disparou:

- Mãe, ela é menino ou menina?

Era a minha voz grave, de recém acordada. Mau humorada e injuriada, respondi na lata:

- Ainda estou me decidindo, dá licença?

Todos me olharam com os olhos arregalados, e eu ri para descontrair.

Tá bom pra vocês?
E ainda querem que eu vá fazer musicoterapia nessas pestinhas... tem graça!

07 outubro 2003

Comprei begônias



Hoje fui ao supermercado e comprei begônias. Begônias e uvas verdes. Uvas verdes e mamão papaya. Mamão e begônias.

Estou mudada. Para melhor.

06 outubro 2003

BOM DIA !!!

Para iniciar a semana, uma câmera para você ver como está o Rio de Janeiro neste instante. É primaveraaaaa! Beijos, beijos!

04 outubro 2003

Querer alguma atenção ao vivo e receber um correio eletrônico mudo, reto, formal, branco no preto. Cores, cores. Mexi um pouco na terra hoje, terra de verdade, sem arroba.
Flores, flores.

Estive pensando e bebendo muita água, que ajuda um tanto. Acendi uma vela violeta, chama, chama, chamei Deus pro tatame: “e aí, tchê?” - como dizemos lá no sul.
Nadica de nada. Nem me ouviu.
(Quanta heresia, Sofia, Sofia...).


Falando nisso

Também quero chegar por últimoooooooo!!!
Se quem chega por último é mulher do padre (Pedro)...
Sus-pirando, aqui.

03 outubro 2003

Os 10 mandamentos da Anti-malhação:


1. Minha avó começou a andar 5 km por dia aos 80 anos. Hoje ela tem 97 e ninguém sabe onde ela está.

2. Me inscrevi numa academia no ano passado e não perdi um quilo sequer...
Parece que é preciso participar das atividades...

3. Tenho que fazer exercícios de manhã, antes que meu cérebro perceba o que estou fazendo.

4. Não faço nenhum exercício. Se Deus quisesse que tocássemos nossos dedos do pé, Ele os teria feito mais próximos das mãos.

5. Gosto das longas caminhadas, principalmente quando feitas por pessoas que me aborrecem.

6. Se quero correr mais, compro um carro mais potente.

7. A vantagem de fazer exercícios todos os dias é que você vai morrer com boa saúde.

8. Eu não corro porque derruba o gelo do copo.

9. Tartaruga não faz nada, anda bem devagar e dura 200 anos.

10. Se nadar emagrece, por que a baleia é gorda?

02 outubro 2003

O Globo – terça, 30 de setembro
(O MUNDO)


Megaorgia causa crise entre China e Japão


Pequim – As delicadas relações entre China e Japão sofreram um novo golpe com um escândalo de turismo sexual.Quase 400 japoneses e 500 prostitutas chinesas participaram por três dias de uma orgia num hotel de luxo na província de Guang Dong, no sul da China, de 16 a 18 de setembro. A data coincidiu com o aniversário da invasão do norte da China pelo Japão em 18 de setembro de 1931.

***

Meu irmão, reflexivo: “É... anos depois, lá estavam os japoneses invadindo o norte da China novamente... o norte ou o sul, no caso, aí vai do gosto do freguês.”

(Gargalhadas gerais)

01 outubro 2003

LEIAM, LEIAM E LEIAM!

O texto abaixo é hilário, está rolando na internet e eu não resisti; postei aqui para vocês rirem (e pensarem!) também.

---

Nossas músicas de ninar


Eu, uma Brasileira morando nos Estados Unidos da América, para ajudar no orçamento, estou fazendo "bico" de babá e, ao cuidar de uma das meninas de quem eu "teoricamente" tomo conta, uma vez cantei "Boi da cara preta" para ela, antes dela dormir. Ela adorou e essa passou a ser a música que ela sempre pede para eu cantar ao colocá-la para dormir.

Antes de adotarmos o "boi, boi, boi" como canção de ninar, a canção que cantávamos (em Inglês) dizia algo como:

Boa noite, linda menina, durma bem.
Sonhos doces venham para você, Sonhos doces por toda noite...
(Que lindo, né mesmo!?)

Eis que um dia Mary Helen me pergunta o que as palavras em português da música "Boi da cara preta" queriam dizer em Inglês:

Boi, boi, boi, boi da cara preta,
pega essa menina que tem medo de careta... (???)


Como eu ia explicar para ela e dizer que, na verdade, a música "boi da cara preta" era uma ameaça, era algo como "dorme logo, caralho, senão o boi vem te comer"? Como explicar que eu estava tentando fazer com que ela dormisse com uma música que incita um bovino de cor negra a pegar uma cândida menina?

Claro que menti para ela, mas comecei a pensar em outras canções infantis, pois não me sentiria bem ameaçando aquela menina com um temível boi toda noite...

Que tal! "nana neném que a cuca vai pegar..."?

Caramba... outra ameaça! Agora com um ser ainda mais maligno que um boi preto!

Depois de uma frustrante busca por uma canção infantil do folclore brasileiro que fosse positiva e de uma longa reflexão, eu descobri toda
a origem dos problemas do Brasil. Trauma de infância!

Trauma causado pelas canções da infância. Vou explicar: Nós somos ameaçados, amedrontados e encaramos tragédias desde o berço! Por isso levamos tanta porrada da vida e ficamos quietos. Exemplificarei minha tese:

Atirei o pau no gato-to-to
Mas o gato-to-to não morreu-reu-reu
Dona Chica-ca-ca admirou-se-se
Do berrô, do berrô que o gato deu
Miaaau!


Para começar, esse clássico do cancioneiro infantil é uma demonstração clara de falta de respeito aos animais (pobre gato) e crueldade. Por que atirar o pau no gato, essa criatura tão indefesa? E para acentuar a gravidade, ainda relata o sadismo dessa mulher sob a alcunha de "D. Chica". Uma vergonha!

Eu sou pobre, pobre, pobre,
De marré, marré, marré.
Eu sou pobre, pobre, pobre,
De marré de si.
Eu sou rica, rica, rica,
de marré, marré, marré.
Eu sou rica, rica, rica,
De marré de si.


Colocar a realidade tão vergonhosa da desigualdade social em versos tão doces!! É impossível não lembrar do seu amiguinho rico da infância com um carrinho cabuloso, de controle remoto, e você brincando com seu carrinho de plástico... Fala sério!!!!

Vem cá, Bitu! vem cá, Bitu!
Vem cá, meu bem, vem cá!
Não vou lá! Não vou lá, Não vou lá!
Tenho medo de apanhar.


Quem é o adulto sádico que criou essa rima? No mínimo ele espancava o pobre Bitu.

Marcha soldado,
cabeça de papel!
Quem não marchar direito,
Vai preso pro quartel.


De novo: ameaça. Ou obedece ou você vai se fu... não é à toa que brasileiro admite tudo de cabeça baixa...

A canoa virou,
Foi deixar ela virar,
Foi por causa da (nome de pessoa)
Que não soube remar.


Ao invés de incentivar o trabalho de equipe e o apoio mútuo, as crianças brasileiras são ensinadas a dedurar o dedo e condenar um
semelhante.Bate nele, mãe!!

Samba-lelê tá doente,
Tá com a cabeça quebrada.
Samba-lelê precisava
É de umas boas palmadas.


A pessoa, conhecida como Samba-lelê, encontra-se com a saúde
debilitada, necessita de cuidados médicos mas, ao invés de compaixão e apoio, a música diz que ela precisa de palmadas! Acho que o Samba-lelê deve ser irmão do Bitu...

O anel que tu me deste
Era vidro e se quebrou.
O amor que tu me tinhas
Era pouco e se acabou...


Como crescer e acreditar no amor e no casamento depois de ouvir essa passagem anos a fio?

O cravo brigou com a rosa
Debaixo de uma sacada;
O cravo saiu ferido
E a rosa despedaçada.
O cravo ficou doente,
A rosa foi visitar;
O cravo teve um desmaio,
A rosa pôs-se a chorar.


Desgraça, desgraça, desgraça!!! E ainda incita a violência conjugal (releia a primeira estrofe).

Precisamos lutar contra essas lembranças, meus amigos!!! Nossos
crianças merecem um futuro melhor!!!!

29 setembro 2003

Segunda-feira


O fim de semana foi calmo. Sábado à noite, DVD e um pouco de violão. Não vou lembrar o nome do filme (bonzinho), mas era um suspense cuja personagem principal, uma psicóloga que trata de presidiários, sofre pela obsessão que um deles, recém solto, resolve manter por ela. Crime, investigação, paixão e um pouco de drama. Nada de humor.

O domingo foi mais uma espécie de pré-segunda-feira, com muito trabalho e pouco tempo livre.

À noite, perdi o Brasília Music Festival que a Globo passou. Minto; peguei só o finalzinho, da última do Pretenders em diante. Pelo menos deu para ver o Roger (Ultraje a Rigor) cantando “Nós vamos invadir sua praia”, e me lembrar dos shows que fazíamos no litoral gaúcho há uns 6 ou 7 anos.

Mais do que um bom bronzeado, nós queremos estar do seu lado.

Faz algum tempo que não viajo. Um tempo maior do que deveria. Preciso dar um jeito nisso, entre outras coisas. Como a vida é curiosa, não?

28 setembro 2003

Alanis Morissette




De cabelos curtos! Quem diria?

Confesso que fiquei na maior vontade. O show aqui no Rio aconteceu (ou está acontecendo) hoje, no ATL Hall, mas os ingressos custam de R$ 90,00 (o mais barato!) a R$ 200,00.

R$ 90,00 é mais do que eu gasto em supermercado por semana. É mais do que eu gasto em faxina por mês. É mais do que... bom, eu adoraria ver a Alanis ao vivo. Mas fica para outra vez.

26 setembro 2003

Brasília Music Festival 2003

Numa hora dessas, eu queria estar em Brasília. Live, Pretenders, Alanis e Simply Red? Eu ouvi direito?
E vocês viram que a Alanis cortou os cabelos?
Tô boba!



Falando nisso...



Mick Hucknall, vocalista do Simply Red, fazendo uma pontinha na próxima novela das 8h.
Aliás, a Malu Mader bem que poderia nos fazer a gentileza de parar de ficar mais linda a cada dia, não?
E, a propósito, a próxima a contracenar com a Malu é ninguém menos que Alanis Morissette.



Nada a ver com o assunto, mas...

A estrela Lya

Muita gente ficou de "Perdas & ganhos" na mão, sem conseguir lugar para ver a concorridíssima palestra de Lya Luft no Rio. Os sem-autógrafo da noite de terça-feira (23/9) retratam o sucesso da autora gaúcha, transformada surpreendentemente em best-seller aos 65 anos.

25 setembro 2003

idas úmidas (mas não chore)


mas não chore
eu não estou
sumida
(é só uma ilusão de ótica)
.
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mas não chore
(eu não estou)
.
.
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sumida
(é só uma ilusão de ótica)
.
.
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eu não estou
(sumida)
.
.
.
eu não estou
(sum ida)
.
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.
s um ida
.
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s um idas
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umidas um
.
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idas umidas
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idas úmidas
(mas não chore).

19 setembro 2003

SHOW - Dançando no campo minado



Ontem eu fui ao show dos Engenheiros do Hawaii no Canecão, e saí de lá com a minha usual cara-de-tacho, a pensar na vida e no rock, no tempo passando e na cadência de uns, na decadência de outros; na boa vontade de uns, na mesmice pouco generosa de outros. E na minha crônica sensibilidade de fã incondicional da boa música, que não se prende a convicções impostas pelos sábios, ou padrões impressos nos suplementos especializados. Minhas impressões são bem outras.

Meu papel era claro: sentar a bunda numa cadeira, assistir a um show, e depois voltar para casa pelo mesmo caminho. Mas nem isso eu consegui fazer.

De fato eu me sentei onde pude, mas, assim que o show começou, passei a estranhar a presença de gente indesejada ao redor da minha mesa. A primeira foi uma menina de nove anos, vestida com a camiseta do Grêmio, que eu conhecia de outros carnavais, mas com a mesma fantasia. A segunda foi uma de dez, cuja usual cara-de-tacho não me era estranha. A terceira tinha onze anos e se aboletou ali sem pedir licença, assim como a de doze, a de treze, a de catorze, e todas as próximas - adolescentes, estudantes, roqueiras, universitárias, rebeldes, apaixonadas...

Não sei se foi obra do acaso, ou se alguém armou isso de propósito, mas calhou de eu adolescer e adultecer vendo aquele alemão pouco paparicado pela mídia tecer suas letras e melodias, como quem não quer nada, disco após disco, palco a passo. E durma-se, com um barulho desses.

O que eu menos queria, a essa altura do campeonato, era um congresso dos meus pedaços não convidados, que foram chegando involuntariamente à minha mesa - e, quando vi, já estavam pedindo uma bebidinha. Mas não tive outra saída senão acolher essa gente toda, e ainda pagar a conta no final.

Aluguei uma van e trouxe a galera aqui para casa, aonde viemos terminar o congresso (não vejo a hora). Até lá, ficaremos – as meninas e eu - envoltas nessa aura quase mística de reflexão e sensibilidade, às vezes pouco conveniente ou confortável, mas sempre enobrecedora.

Resumindo, eu acho que a arte serve é para isto: para nos puxar o tapete do individual, e nos fazer universais, ainda que por um momento, e ainda que à força. Ainda que tenhamos a ingênua fantasia de que os “nossos” pedaços são, realmente, só nossos.

15 setembro 2003

Puxando a brasa pro assado do vizinho


Vou fazer uma propaganda descarada, mas super bem intencionada: visitem o site da banda gaúcha Vide Bula , e não se arrependerão.

Há músicas disponíveis em MP3 (inteiras!), e já vou avisando que se trata de um pop tão cativante quanto despretensioso – coisa muito rara hoje em dia -, cuja parte musical vai muito bem, obrigada, mas sem perder a ternura jamais. Eu recomendo, de verdade. Acho que as bandas de pose and roll têm muito a aprender com caras assim, que não cospem no chão e não cantam como se estivessem à beira de um suicídio e/ou ataque epilético.

Música e filosofias à parte... meninas, não percam a seção de fotos!

12 setembro 2003

Eu já não pedi que não me deixassem entrar no Carrefour?

Caí em tentação, semana passada. Quando vi, estava agarrada numa calça jeans dessas meio curtas, de quem vai caçar marreco no lago (R$ 28,00), ainda por cima um jeans clarinho que em nada favorece a minha tara por ketchup. Já se viu, comprar roupas no Carrefour? E minha mãe diria: “Isso não é nada! O pior é anunciar no blog!”. Bem, mas o que está feito...

Confesso que eu ia trazendo também um CD de coletâneas da Tina Turner (?de onde eu tirei essa idéia?), só porque era R$ 9,90, mas dele eu desisti quando entrei no corredor dos produtos de limpeza e me estarreci com os preços. Sorrateiramente, enfiei a senhora Turner no meio de umas garrafas de Kiboa, onde ela deve estar repousando até hoje.

Agora, mudando de assunto, eu vou dizer a vocês, é muito bom mesmo morar aqui no Recreio dos Bandeirantes. Só tem uma coisa que me desagrada profundamente, que é o que aconteceu hoje: fui almoçar num self-service que tem aqui perto, e trouxe de sobremesa uns dois quilos de barro nos pés. Distraída, emporcalhei toda a ardósia que minha doce e convicta faxineira havia limpado.

É assim. Depois das chuvas, algumas ruas daqui exigem um bom par de galochas e uma paciência de Jó. Como não tenho nenhuma coisa nem outra, só me restou acabar o dia de quatro, acarinhando a ardósia e rezando para parar de chover.

Será que Deus se incomoda de eu rezar de quatro?

Vou perguntar à minha faxineira.
Não. Melhor não.

11 setembro 2003

Momento revista QUEM

O Oswaldo Montenegro está namorando a Paloma Duarte.


Momento O tempo no Rio

Voltou a chover, depois dos últimos dias de sol.


Momento musical

Ok, Nando Reis me cativou outra vez. Vou esperar o preço do CD dele (A Letra A) baixar, e enfiar no meio de umas latas de atum, ricota a granel e pão de soja no carrinho do supermercado. Assim, eu compro e nem percebo tanto, a ponto de ficar culpada por gastar com supérfluos.


Momento doméstico

Minha faxineira limpava os vidros, silenciosamente, enquanto eu trabalhava no computador. A TV estava ligada no Sem Censura. Preta Gil falava do seu CD. A faxineira, calada. Preta Gil falava da sua história. A faxineira, calada. Preta Gil falava das fotos que tirou, nua, e colocou no encarte do CD. A faxineira, de súbito:

- ABOMINÁVEL! ABOMINÁVEL! DEUS ABOMINA A NUDEZ! DEUS ABOMINA! (Apontava para a televisão, indignada).

Fiquei pensando: se Deus abominasse mesmo a nudez, não nos teria feito com casca, a exemplo das bananas? Mas nem disse nada a ela, que parecia muito mais íntima Dele do que eu.


Momento desespero

Estamos em setembro outra vez, e a previsão é dia das crianças, finados, Natal, e lá se foi o ano.
Não sei quem foi que inventou a lei da cronologia, mas, pior que ela, só a da gravidade. Aliás, o nome já diz, e já colocaram de sacanagem: lei da grave-idade.

08 setembro 2003

De bom humor


Passei aqui para deixar um bom dia a vocês. Estou de muito bom humor! Ok, meninas, concordo que o sol tempera a cidade e os nossos corações com um tiquinho de alegria; já estava mesmo enjoada daqueles dias frios - um bom lugar pra ler um livro, e o pensamento lá em você, eu sem você não vivo.

O fim de semana foi agradável. Assistimos "A Era do Gelo" no DVD, uma gracinha! E assistimos também "Monstros S.A." - overdose infantil? -, que é um espetáculo à parte. Apesar de eu não ter visto o filme inteiro, vi os extras do DVD, que são um show de talento e competência. Os caras levam CINCO anos na confecção do filme; depois que a gente assiste aos bastidores, começa a achar que foi muito rápido! Quanto trabalho!!

Bom, preciso ir. Estou adorando o movimento do blog, voltem sempre. Beijos!

07 setembro 2003

Atual sonho de consumo realizável


Estou doidinha para ter uma câmera fotográfica digital! Poder fazer meu fotolog, mandar fotos digitais para meus amigos e familiares, e, sobretudo, digitalizar a (minha banda) Analógica!

Se você ficou sensibilizado, e entende dessas iguarias eletrônicas sofisitcadas, por favor me ajude a escolher um modelo razoável. Estou aceitando dicas.

Uma vez decidido o modelo, aceito donativos para quitar as parcelas - que, com certeza, serão muuuuiiitas.

Alguém sabe me dizer, por exemplo, se este modelo (abaixo) presta?



Vivicam 3315 Vivitar

05 setembro 2003

Peço licença para colocar aqui uma dessas "piadinhas" que a gente recebe por e-mail. Esta, realmente, é hilária...


CURIOSIDADES CIENTÍFICAS

Está cientificamente provado que...

- Se uma pessoa gritasse durante 8 anos, 7 meses e 6 dias, teria produzido energia suficiente para aquecer uma xicara de café...
* (Não parece valer a pena tentar... )

- O orgasmo de um porco dura 30 minutos...
*(30 minutos... vocês leram bem direitinho??!! )

- Dar cabeçadas contra um muro consome 150 calorias por hora...
* (Ainda estou pensando no porco, porra!...30 minutos?.... )

- Uma barata viverá 9 dias sem cabeça, antes de morrer de fome...
* (Que inveja eu tenho do porco! )

- Alguns leões acasalam mais de 50 vezes por dia...
*(Prefiro ser porco, qualidade em vez de quantidade! )

- As borboletas saboream as suas próprias patas...
* (Isso é algo que sempre quis fazer, mas falta-me elasticidade.)

- O elefante é o único animal que não pode saltar...
*(...30 minutos... Que loucura essa do porco!)

- A urina do gato brilha fosforescente, sob uma luz forte...
* (Pensaram bem?... São... 30 minutos!)

- Os olhos de uma avestruz são maiores que o seu cérebro...
* (Conheço gente assim...)

- A estrelas do mar não têm cérebro...
* (Também conheço gente assim...)

- Os ursos polares são surdos...
* (Os cães Pastor-Alemão são nacionalistas, a baleia franca é franquista e o porco... O porco é demais! )

- Os humanos e os golfinhos são as únicas espécies que têm sexo por prazer...
* (E se um golfinho fizesse sexo com um porco? 30 minutos! Que fenômeno!)

...Daqui pra frente, me sentirei extremamente lisonjeado quando uma mulher me disser:

"És um porco!"

04 setembro 2003

Coletâneas – vide bula.



As gravadoras inventaram essas coletâneas, e a gente é que paga o pato. Coisas da indústria fonográfica.

Não há nada mais ingrato do que isto: misturar, num só disco, de modo completamente irresponsável e aleatório, canções de um compositor qualquer. E querer que faça algum sentido.

Estou falando como ouvinte, até para não entrar em tônicas mais – digamos - estridentes. O pobre desavisado que, como eu, ganha uma coletânea de Natal, acaba pondo o presentinho na vitrola e se deparando com a própria vida, esquartejada, de cabeça para baixo, bagunçada, ininteligível e sonorizada. É o fim.

Depois de uma certa idade, há que se ter alguma cautela com o passado. Gravadoras ignoram isso, mas ocorre que a história de uma pessoa não se resume a um fichário em ordem alfabética. Aliás, se há alguma ordem na vida, trata-se dessa desgraça da cronologia, que pinta o cabelo dos outros de branco e sai – literalmente – correndo por aí.

Nem me refiro ao compositor esquartejado; falemos de arte e artistas noutra oportunidade. Se me permite o egocentrismo, refiro-me ao meu querido umbigo, coitado, que já viveu algumas décadas, arrepiou-se com várias canções, emocionou-se com os saxofones da vida, chorou junto com centenas de sanfonas, pulsou contrabaixos, bateu tambores, nasceu nas introduções e morreu nos últimos acordes – tudo na ordem da tal cronologia, como manda o figurino.

Meu velho umbigo não acha justo, portanto, que alguma imperatriz fonográfica venha obrigá-lo, a essa altura do campeonato, a sentar-se em frente a um aparelho de som e sentir nas entranhas todas as emoções vividas ate então - completamente fora de ordem e contexto. Cadê justiça?

Um disco de coletânea, perdoem o meu exagero (eu tenho sotaque de Júpiter), é um passaporte carimbado para o enfarte de um amante da música. Digamos que a primeira canção traga uma doce lembrança - a do casamento. Primeiro, que o sujeito não se vê casando: ele se ouve. Três minutos depois da trilha do casamento, a criatura se depara com o tema que lhe remete ao motivo do divórcio. Assim, no seco! Não há coração que resista.

O Ministério da Saúde deveria criar um selo de advertência e obrigar as gravadoras a divulgarem os possíveis riscos de se ouvir uma coletânea. Eu não recomendaria a gestantes e cardíacos.

Além disso, seria interessante que as coletâneas viessem com uma bula, contendo informações necessárias, como posologia (adultos e crianças) e contra-indicações. Já que não há encarte com as letras, então que haja algum texto relevante no interior do produto.

Tudo bem, pode ser que eu esteja fantasiando, e que nada disso faça sentido.

Nesse caso, tanto melhor – porque as coletâneas também não fazem.
Finalmente, um dia de céu azul e brisa agradável nesta cidade. Na verdade, a brisa é licença poética: está ventando mesmo, e como.

Recebo notícias dos meus pais pelo correio, além de embelezadores produtos da Natura e controversos chocolates de Gramado. Coisas do sul – beleza e doçura simultâneas.

Não sei se percebem, mas hoje estou um pouco minimalista.

Volto assim que isso passar.
Boas!

Certamente vocês já notaram que a imagem abaixo é uma webcam, dessas que ficam espalhadas pela cidade. Não sei se já aconteceu com vocês, mas eu, às vezes, quando venho aqui à noite, vejo apenas a imagem de um escritório – com mesa, cadeiras, e algumas sombras miteriosas...
Ui, que meda!

01 setembro 2003



Vejam como está o Rio neste instante.
Estou saindo agora, vou ali e já volto. Bom dia, boa semana, bom setembro!
BOM DIA!


7h da manhã. Cappuccino. 20 graus no Rio de Janeiro. Início de semana, início de mais um setembro como todos; meio patriota, meio florido, meio do fim do ano.

Dia 14 eu faço 12 (doze!) anos desta profissão desvairadamente feliz, de olhares críticos e julgamentos variados, de luzes acesas por pouco tempo – e apagadas por muito. Mas, sabe aquela história da vela, né? É possível iluminar uma sala escura só com uma velinha acesa, mas é impossível “escurecer” uma sala iluminada com qualquer quantidade de escuridão.

No mais, sem querer ser auto-referente, e já sendo: quem mandou a gente ser assim?

31 agosto 2003

Ninguém nem mais reclama que eu não escrevo aqui, o meu visitômetro não passa das 15 mil visitas há tempos, as pessoas não comentam, as autoridades não se manifestam, enfim: estou mal na foto.

Assim mesmo, vou fingir que não vejo que vocês não me vêem, e escrever uma ou duas coisinhas, só para não dizer que não falei das dores.

Imaginem que ganhei de presente da editora Globo - por ser assinante do jornal O Globo há não sei quantos anos, e sempre pagar direitinho - alguns meses grátis da revista... Quem. Ou seria Quem Acontece?

Agradeço pelo gesto carinhoso e desinteressado da editora, e ainda me lembro de uma frase que ouvia desde criancinha: “de cavalo dado, não se olha os dentes”. Mas, curiosa que sou, fui assim mesmo conferir a arcada dentária, ops!, literária do meu cavalinho gratuito. E ainda vou comentar aqui.

A última edição traz na capa o ator Thiago Lacerda - cujos dentes muito admiro, mas, sobretudo, o que há em volta -, a chupar um sorvete de baunilha: “Confissões de Thiago Lacerda. Galã fala de amor, drogas, sexo...”.

Não era mentira, mas também não era verdade. Sobre sexo, ele diz que a sua “primeira vez” não foi lá muito boa, pois é apenas uma descoberta. Sobre amor, diz que gosta muito da atual namorada. E, sobre drogas, diz que já experimentou maconha, mas não lhe “disse nada”. Ponto.

O outro destaque da capa é a atriz Lavínia Vlasak: “revela como mudou o corpo e o destino”.

Sabem como ela mudou o corpo? Malhando. Sobre o destino eu não encontrei nada além da seguinte afirmação: “a felicidade é um cavalo que tem rédeas e elas têm de estar na minha mão”.

No interior da revista, fotos de gente vestida para matar e para morrer, beldades badalando nas festas da “alta”, galãs sorrindo colgatemente, propagandas de cozinha planejada e algumas frases de (d)efeito.

É claro que não vou faltar com a minha habitual fineza, e desandar a falar mal de um presente recebido. E nem seria justo, uma vez que a publicação é bem feita, as páginas da revista são brilhosas, as fotos são bem feitas, os textos bem editados, enfim, tudo muito bonito e cheiroso.

Mas, que poderiam usar umas dez ou quinze páginas para as palavras cruzadas, lá isso poderiam. E o presente seria bem melhor aproveitado.

22 agosto 2003

A velocidade das coisas


Impressionante como o meu post (abaixo) sobre a novela já datou.
Mal virei as costas, e a Paloma Duarte pegou o Expedito.
Analógica

Estou aqui, decorando umas letras do Offspring para o próximo ensaio. Aliás, estamos dando uma renovada básica no repertório, e aceito sugestões. Para quem conhece a minha voz (continua a mesma, mas o meu cabelo... idem!), meio caminho andado. Para quem não conhece, imagine que a voz da Cássia Eller é um extremo, e a da Paula Toller é outro. A minha fica mais ou menos no meio.



Novela das oito

Com aquele negócio de bala perdida e gente agonizando no hospital, parei de acompanhar a novela. Muito “Plantão Médico” para o meu gosto.

Mas, agora que a Paloma Duarte está quase pegando o Expedito, a coisa começou a ficar interessante de novo. Coitadinho do rapaz, que já tinha cara de ovelha assustada, agora, então, está a própria visão do pânico. Mas bem que gosta. Esses são os piores.

Por sua vez, dona Suzana Vieira, a cinqüentona bem resolvida da trama, com aquele narizinho empinado e o mesmo semblante há três novelas seguidas, começa a cansar minha beleza. O discurso equilibrado e didático da experiente professora Lorena é tão insosso, mas tão insosso, que até o seu pupilo de cama, mesa e banho está preferindo o olhar de peixe morto da Paloma Duarte às incansáveis lições de vida da namorada docente. E vejam que dura escolha.


Abacaxizão

Pegamos um filme chamado “Assunto de Meninas”, cuja tradução do título é até otimista. “Lost and delirious”, o verdadeiro título, diz muito mais a que vem a obra. Segundo a sinopse, o filme fala de perda e amadurecimento. Meu irmão conclui, indignado:

- Fala, mesmo, de perda. De perda de tempo!

É a história de duas meninas que têm um caso dentro de um colégio interno. Diante do preconceito e da possibilidade de rejeição pelos próprios pais, uma delas resolve abandonar a outra, e ainda arruma um namorado, para desespero da ex-namorada.

Aquela que levou um pé na bunda assume, a partir daí, uma intimidade estranha com um falcão (sim, a ave) - o que quer representar toda uma identificação simbólica, mas, com texto e execução mal resolvidos, acaba oscilando entre o ridículo e o esforçado, mas não convence.

Para quem quiser perder o seu como eu já perdi o meu, o filme estréia este fim de semana nos cinemas. (Eu vi em DVD antes, porque já está nas locadoras há mais tempo).

21 agosto 2003

Canetas coloridas


Quando adolescente, escrevia muito, um tipo de texto reflexivo; ainda tenho alguns aqui num saquinho transparente. Sempre fui caprichosa, mas não no sentido de colorida. Pobre, mas limpinha. Em preto e branco. Azul, no máximo.

Tinha amigas coloridas, no colégio, e eu freqüentava suas agendas ilustradas com avidez de quem não tinha lá muito talento para as artes, digamos, plásticas. Mas admirava, e como!

Mariana tinha uma letra miúda e desenhada, corpo e rosto idem. Curvava o pescoço e punha a canhota sobre a mesa, aninhando o braço por cima da pauta como se fosse um gato enroscado em dia frio. Trocava de cor como quem troca de ídolo na adolescência, e ia tecendo aquele diário festivo, nada secreto, mas confessional como se fosse.

Depois eu ficava invejando, como a vida dela é colorida.

Um dia fomos comer sorvete na lanchonete de um supermercado, programa de cidade do interior, gostoso e inocente. Ela sempre me convidava, vamos comer um sundae, um sundae, um sundae.

Cada vez que ela dizia, vamos comer um sundae, eu via o colorido das bolas de sorvete e dos confeitos, da cereja e da cobertura, tudo isso saindo da boca da Mariana, como era bonito e intenso!

Chegou o dia, pedimos o tal sundae, que eu nunca tinha visto ou comido, mas achava chique o nome, sundae. Colocaram o sorvete em cima da mesa. Pronto. E não tinha a menor graça.

Era menos colorido que as canetas da Mariana, e menos caprichado que os desenhos dela, e menos intenso que as palavras dela, e menos saboroso que a descrição que ela fazia daquele troço gelado e insosso, afinal, nada mais que isso.

Ali eu descobri que minha amiga parecia muito mais feliz simplesmente porque andava armada, com canetas coloridas na cintura. Não era justo.

Então, comprei umas pra mim também.

16 agosto 2003

And the Oscar goes to...


Para mim, o destaque dos fatos da semana que passou vai para a galinha preta que atiraram na prefeita Marta Suplicy.

Aliás, minto: destaque mesmo vai para o ministro que saiu em “defesa” da prefeita e declarou, indignado, que atirar galinha em mulher seria o mesmo que atirar veado em homem.

Enquanto a imprensa fazia da frase do ministro um bordão preconceituoso e politicamente incorreto, eu me divertia ainda mais com o outro lado da gafe: o estudante que atirou a galinha preta não estava querendo chamar a prefeita de “galinha” – como, afinal, sugeriu o ministro. A metáfora era outra, e ficou clara no seu protesto auto-explicativo:

- Com essa prefeitura, só despacho mesmo!

Portanto, o ministro conseguiu, numa só frase, chamar a prefeita de galinha e xingar os gays. Não é maravilhoso?

Tenho verdadeiro fascínio por essas pérolas da saiajustice, onde o infeliz consegue reunir, numa só frase indevida, um conteúdo invejável de informações inconvenientes. Não contente, nosso herói ainda tem o talento de despejar sua preciosa obra justamente no momento mais desapropriado.

Pronto! Tem-se o famoso - “perdeu uma boa oportunidade de ficar quieto...”, mas aí já é tarde; o Oscar de melhor ator coadjuvante já é dele e ninguém tasca.

13 agosto 2003

Cupom fiscal


0,985kg banana prata – 1,95
1 coca cola light 600ml – 0,98
1 pão de soja light – 3,29
1 Nescau light – 5,93
1 creme dental Colgate – 2,03
1 seleta cenoura/beterraba – 2,89
1 bebida Ades maçã – 2,85
1 condicionador Elseve – 5,98
1 cera Bravo p/ ardósia – 6,25
1 amaciante Comfort – 4,89
1 desinfetante Pinho Sol – 1,79
1 lustra móveis Poliform – 2,35
1 lava louça Gel Care – 2,57
1 Omo multi ação – 5,49
2 pasta nova onda – 7,58
1 papel ex white A4 – 13,90

Total: R$ 70,72

Setenta reais, assim, num tapa.
Setenta. Pode fazer o cálculo aí.
É mole?

10 agosto 2003

Preguiça, 1


Estou com uma preguiça homérica de gente que não escuta. Gente que, quando você diz “estou com uma dúvida, não sei se compro uma bicicleta ou...”, a pessoa emenda:

- Menina, eu já tive essa mesma dúvida!
- Mas eu nem disse qual é a dúvida, eu estava dizendo, e você...
- Isso! Isso mesmo. Imagina que eu, há dois anos, não sabia se comprava uma moto – foi moto que você disse, né? – ou se ia passar uma semana no nordeste com o meu então namorado, o Guto, lembra que te contei do Guto, aquele que tinha mania de comer sorvete com batata frita?
- Sim, lembro, mas eu dizia da minha dúvida...
- Calma, que eu já chego lá!! Esse teu ascendente em escorpião te tira toda a paciência, hein? Tem que trabalhar isso...

Bom, antes de “chegar lá”, ela passa pelo norte, nordeste, e vem descendo, de ônibus, com paradas estratégicas e detalhadas nos mais variados talentos do Guto, incluindo os emocionais, os artísticos, os sexuais, os uis, os ais... enfim, tudo.

De saco cheio. De saco bem cheio!



Preguiça, 2


Chuva fina e insistente no Rio de Janeiro de agosto de sempre.
Estou com preguiça da rua, das filas, do trânsito, das calçadas, dos ônibus imundos e das vans apertadas, do barro nos sapatos, da pressa das pessoas, das sacolas de supermercado, dos taxistas mal educados, das esquinas mal projetadas, dos sinais caolhos, das placas tortas, das folhas mortas, dos espirros, e – sobretudo - das canções que me dão saudade dos outros, injusta e covardemente.



Preguiça, 3


Meu irmão, aboletado no sofá:

- Leva esses pratos e o doce-de-leite daqui, e me traz uma coca? E senta logo, senão te peço mais coisa.

(Nada como uma vida e/ou uma banda em comum para tornar as pessoas leais e solidárias).

08 agosto 2003

Buáááááááááá!

Filme: Um amor para recordar (A walk to remember).
Vejam!
(Do tipo teen-romântico-drama, bem como eu gosto...).


Caratê & cyber-coisas

Sonhei com o meu professor de caratê, que me dava aulas há uns 10 anos. Eu assistia a umas aulas dele, no sonho, e pedia que me indicasse uma escola legal aqui no Rio de Janeiro:

- Professor, estou totalmente perdida. Quero voltar a treinar, mas não acho uma escola decente lá perto do meu bairro no Rio. Por isso, vim até aqui. Para que o senhor me indicasse alguma academia.

E ele:

- Sim, vou te dar os contatos. Me dá teu número de ICQ, que eu te mando as melhores academias e os melhores professores.

Eu, com cara de tacho:

- Mas... ICQ? Então eu não precisaria ter vindo ao RS só para isso?

- Claro que não!

Moral da história: o sonho não acompanha os avanços tecnológicos.

Moral da história, II: estou pensando em como vou me virar, neste calor, para vestir um kimono e voltar a praticar caratê. Não se deve contrariar o subconsciente...

05 agosto 2003

Agradeço e repasso

Em primeiro lugar, gostaria de agradecer aos elogios que aqui apareceram sobre o novo visual do meu blog. E, aproveitando que eu nada tenho com esta criação (a não ser a sugestão da cor), repasso os louros a quem de direito: Melissa Mattos, webmaster do site dos Engenheiros do Hawaii - tem um link ali do lado, confiram.



Sotaque

Eu ontem conheci um gaúcho que mora há 20 anos aqui no Rio de Janeiro, e ainda fala tchê e pila, ao que concluo: meu sotaque ainda tem, no mínimo, 15 anos de prazo de validade.
Ufa.



Falando nisso

Maldadezinha que rola na internet, mas eu vi numa coluna do Globo:

Sabe a diferença entre sonho e pesadelo?

Sonho: um churrasco numa praia do nordeste, feito por gaúchos, organizado por paulistas e animado por cariocas.
Pesadelo: um churrasco numa praia do RS, feito por nordestinos, organizado por cariocas e animado por paulistas.



Tema de novela

Coisa mais fofa aquela musiquinha “Vivir sin aire”, do Maná, que é tema do casal de lésbicas em Mulheres Apaixonadas... peguei as cifras, mas eu cantando não tem a mínima graça.

Há músicas que são como massagem: não tem graça fazer em você mesmo.



Falando nisso II

E, por falar em massagem, aquele vocalista do Maná... xá pra lá.

03 agosto 2003

Domingo com Nana, flores, Vó Maria e blog de roupa nova



Abri a porta de vidro que separa a minha sala com piso verde (ardósia) da minha varanda, e está entrando um ventinho abençoado. Estou ouvindo um CD de mantras do Tomaz Lima, que é uma delícia. Acabei de tomar um cappuccino quentinho, que é outra delícia.

As flores que ganhei de uma amiga, dessas que vêm plantadas num vasinho (as flores, não as amigas), estão se abrindo, cada vez mais bonitas. Não tenho o costume de ter flores em casa; estou completamente apatetada, maravilhada com o fato delas crescerem tão bonitas, assim, sem pedir nada em troca.

Tenho conversado muito com as flores, mas sempre com muito respeito, e – sobretudo – medo de que alguém me pegue num tricozinho básico com um vegetal. Por isso, trato-as ainda com uma formalidade talvez desnecessária, porque assim fico mais tranqüila: se alguém me flagrar, vai ver que não temos lá muita intimidade, o que pode aliviar a má impressão. Ou será que não?

Hoje vi uma coisa bonita na TV, e olha que é domingo, e olha que foi em canal aberto: aquela senhora, a Nana Caimmy, ela me emociona tanto! Estava lá, sentadinha, cantando aquelas canções lindas, com aquela voz linda e o olhar de quem vê alguma coisa que a gente não vê. Nunca a vi pessoalmente, mas tenho impressão de que deve ser muito bom deitar no colo dela, conforme eu fazia com minha avó.

Por falar em avó – por Deus, como eu me estendo! -, minha doce e divertida vó Maria me surpreendeu hoje, ao me telefonar “só para ouvir a minha voz”, mas acabou cantando uma musiquinha que eu cantava quando criança - que ela lembrara outro dia, por acaso. Não nos falávamos desde o início de janeiro, e ela me faz um interurbano desses, só para me alegrar, colorir e perfumar ainda mais este domingo.

Engraçado, depois eu vi a Nana Caimmy na TV, que sempre me lembrou a vó Maria – até porque as duas cantam lindamente.

Nossa, como estou emotiva hoje! Meu ascendente em câncer me prega essas peças, de tempos em tempos. Até que eu recoloque os cavalos na frente outra vez (sagitário), é essa confusão de ver flores nas pessoas e pessoas nas flores, etc.

Não bastasse isso, acordo e dou de cara com esse design novo do meu blog, que me deixou completamente apaixonada e agradecida. Mais um presente de amiga, mais uma flor de amiga, dessas que ser abrem num gesto generoso e desinteressado, sem pedir absolutamente nada em troca.

Não sei se fui clara, então vou explicar:

estou feliz.
Mudando de ASS - unto

(Vocês vão entender meu trocadilho bilíngüe assim que lerem o post abaixo - que aqui no blog os últimos serão os primeiros).

Quanto à imagem do meu blog, estamos mesmo em manutenção. Minha personal-web-designer - o termo é “ótimo”, admiro que ela ainda não me veio reclamar – está ali, tratando de recriar o lay out, e já volta. Aguardemos em branco e preto, portanto, como nos convém.


Rock’n roll na... bunda?



Capa do Segundo Caderno do Globo de hoje: “Meninas más destronam as ‘boy bands’”.

“Cantoras com atitude roqueira acabam com reinado dos grupos de rapazes dançantes”.

E uma foto da Christina Aguilera, literalmente com a bunda de fora, com a seguinte legenda: Christina Aguilera abusa da provocação e tenta se adaptar ao novo perfil do pop adolescente.

Desculpe o clichê, mas... fala sério, né?!

Atitude roqueira era a Cássia Eller, completamente fora de forma, mostrando o peito caído em pleno carnaval na Bahia (terra do ACM!). Terrível, esteticamente. Chocante, hilário, totalmente indecente; leia-se como quiser, não importa: foi a coisa mais divertida e significativa que aconteceu naquele carnaval de tchans malhados e refrões previsíveis.

A bundinha empinada da Aguilera, convenhamos, é puro glacê. Gostoso e (não duvido) até cheiroso, mas ainda um material glúteo – que, via de regra, todo mundo tem, e não há nada de artístico-cultural-simbólico-de-atitude nisso.

Logo abaixo, uma foto sensual da Kelly Key:

“Kelly Key surge como a anti-Sandy: mais para mulherão do que para menina casta”.

Cantando ADOLETA?

As coisas estão mesmo estranhas; e eu, a cada dia, entendo menos.

29 julho 2003

Sumida, eeeu?

Sorry; fiquei sem internet uns dias, e a internet ficou sem mim outros. Deu nesse abandono vergonhoso a que submeti meu blog e meus amigos visitantes.

Mas vamos falar de coisas boas, a começar pelas verdades.

Babem, meninas: sabem quem eu vi sábado? Rodrigo Santoro! Lin-do!
E Marcelo Serrado, para quem gosta, estava junto.
E também aquele outro gatinho que era namorado da Tiazinha, um cabeludinho com cara de anjo (para namorar a Tiazinha, só pode ser... deixa pra lá).

Os três estavam fazendo meditação no mesmo templo em que minha amiga e eu nos encontrávamos, zenzíssimas, a entoar mantras indianos. Não vimos o trio-tentação antes da prática. Comentário dela, depois que saímos:

- Pô, ainda bem que a gente não viu esses caras lá dentro antes... já pensou, meditar com esses três pecados puxando a nossa energia para o mundano???

Minha filha, e ponha mundano naquilo...

Passamos bem em frente deles, e nos abaixamos para pegar nossos sapatinhos que ficaram ali na entrada do templo. Nem bola pra eles. Viemos calçar os sapatos, dêem licença. Somos espiritualistas, não somos? Vamos calçar os sapatos, e vamos embora. Nem tchuns.

Andei três quadras, e notei que tinha calçado o esquerdo no direito e o direito no esquerdo.

Tudo bem, o estrago poderia ter sido bem maior, a julgar pelo tamanho do bofe.

20 julho 2003

F ú t e i s

Não me levem a mal, mas eu sou elegantérrima...

19 julho 2003

(A)nexo


Sábado. Roupas na máquina. Incenso. DVD emprestado (do Yes). Um pedaço do salário na conta. Um pouco de comida caseira de restaurante. Um dia quente, depois do frio prometido - e não cumprido.

Comecei a ouvir algumas músicas que me trouxeram lembranças de um tempo que nem sei se existiu. Momentos rápidos e intensos, daqueles que entram para os “Top 10” da vida, furando a fila, matando de tédio e de vergonha o dia-a-dia desperdiçado, em branco, passado e batido. Como a gente gosta de desdenhar... O dia-a-dia despetalado.

15 julho 2003

Imagem

Estou com problemas de imagem no blog, como vocês já perceberam. Na verdade, não entendo patavina disto aqui, e a minha personal-web-designer anda atarefada, mas me disse que dará um jeito assim que puder. E, convenhamos, eu também ando tão enrolada, que tenho sido relapsa com os escritos... assim, estamos todos em sintonia, o que parece até bom, vendo por esse lado!


Vendo por aquele lado

Por falar em ver as coisas por um lado e outro, recebi um e-mail muito gentil e sóbrio, de um amigo do Alex Cohen, e resolvi postar aqui – com a devida autorização do autor, claro. Com vocês, Aluisio Barretto:

“Olá...
Meu nome é Aluisio e vi o que vc escreveu sobre o Alex Cohen no Faustão.....
Sou amigo particular do Alex e queria te contar algumas coisas.....
Todos nós sabemos que o Faustão é um chato por natureza....que não deixa os "convidados" fazerem nada do planejado inicialmente.....e sabemos tb que para alcançar um número maior de pessoas, os artistas têm que passar por isso e por esses programas.....e foi o que aconteceu....estava planejado uma coisa e na hora ele só ficou pedindo músicas que o auditório conhecia....mas...o que podemos fazer né?!?!
Se um dia você tiver chance de escutar o CD do Alex vai ver que tem apenas 5 regravações e o restante é música de composição própria e de muita qualidade....para quem gosta do estilo pop-romântico.....
Essa estória das "mais pedidas" eu acredito que o Alex não venha a fazer num futuro próximo, pois o sonho dele é ver a sua própria música cantada pela platéia...coisa que já está acontecendo em alguns lugares do RJ e SP......

Grande abraço,
Aluisio de Mello Barretto”



Primos

Minha mãe fez uma festa de aniversário e juntou a família toda. Contou que meus primos estão enormes e bonitões; o Diego está na faculdade, e o Fabiano já está terminando o colegial. Contei ao meu irmão.

- Faculdade??? Mas ele não tinha oito anos ainda outro dia??????

Tinha. Tinha mesmo. Suspirei fundo. Olhei-me no espelho, arranquei um fio de cabelo branco, e me senti meio velha. Aí, pensei num modo de fazer meu irmão se sentir ainda mais velho. E lembrei:

- É, daqui a pouco a Ana Paula (filha dele, hoje com 10) faz quinze anos, e aí...
- ELA QUE FAÇA UMA COISA DESSAS COMIGO, PARA VER!!! (Cara de susto. Constatação do óbvio. Ruga no meio da testa).

Hehe, doce vingança.

07 julho 2003

Paulinho num pulinho


O Altas Horas desse sábado era em homenagem à teledramaturgia. Lá foi o João Bosco, tocar suas músicas que foram temas de novela. Muito bom, como sempre.

Depois, entrou o – sempre tímido e encantador – Paulinho da Viola, que sentou no banquinho, tocou “Pecado Capital”, arranhou mais um refrão ou outro, e foi embora num pulinho. Só porque não tinha mais temas de novela para tocar.

Ah, francamente! Que desperdício de Paulinho...


Coldplay

Tinha um CD do Coldplay, presente não sei de quem, rolando de um lado a outro pelo nosso bagunçado carro. Nunca tive lá muita curiosidade de ouvir, mas confesso que me sentia um pouco envergonhada por não conhecer o tal Coldplay, tão citado, tão badalado no mundinho “não sou pop, sou cult”, ou “não sorria, você está sendo filmado”.

Quando o trânsito engarrafou na São Clemente (cada dia pior!), coloquei o disco para ouvir. Definitivamente, não tenho mais paciência para essas bandas em que o vocalista canta como se estivesse à beira do suicídio - alguns estão mesmo, e outros até foram bem sucedidos na iniciativa; ou mal sucedidos, depende do ponto de vista.

Gente, que choradeira é aquela?

Antes de entrar no túnel Zuzu Angel – depois de já ter passado todas as faixas adiante, à espera de um milagre que não veio -, coloquei a Alanis para gritar no meu ouvido. Pelo menos ela canta acordada!



Depois das coletâneas, apenas refrões


Vai chegar o dia, e não demora, em que as grandes gravadoras vão sugerir (com a sutileza que lhes convém) que os grandes artistas gravem, não coletâneas de sucessos, mas coletâneas de refrões de sucessos.

Tempo é dinheiro, e ambos andam cada vez mais escassos. Hoje em dia, música ideal de trabalho não passa de dois minutos (Renato Russo estaria em maus lençóis), ou o pessoal da rádio já manda a tesoura, e não quer nem saber quem é o pai da criança.

Ouvi dizer que um novo cantor bem sucedido, carioca, chamado Alex Cohen, iria aparecer ontem no Faustão. Cansei de ver o nome dele nos jornais e nos outdoors da cidade, mas nunca tinha ouvido o trabalho. Liguei no Faustão.

Contratado pela Som Livre, Alex está lançando o seu primeiro CD. E vai lançar o segundo, em breve, com o título “As Mais Pedidas da Noite” (ou algo assim). O repertório será montado com base numa “pesquisa”: depois de tocar “10 anos na noite” - como gritava Fausto Silva de dois em dois minutos -, o cantor selecionou as canções que mais dão IBOPE nos bailes da vida, e vai mandar bala.

Ontem, no domingão, Alex Cohen, talvez sem querer, dava uma palhinha do que eu, a profeta do apocalipse, modestamente prevejo para o mercado fonográfico brasileiro: cantava, das canções mais-mais-mais (pedidas, manjadas, repetidas), apenas os refrões.
Entre aplausos acalorados da platéia e gritos de “lindo! Gostoso!”, o cantor se esbaforia numa ginástica comovente, entre um instrumento e outro, mais microfone, a entoar os pedacinhos mais conhecidos dos mais conhecidos hits.

Imagine uma galinha viva, saltitante. Agora, imagine um nuggets de frango, seco e frito.
A galinha é a nossa amada música.
O nuggets é que o estão querendo fazer com ela.

04 julho 2003

Mãe.com X Mãe.sem


Minha mãe está sem computador. E eu fico aqui, esperando e-mails, como uma boba. Já me acostumei a ser uma e-filha, desde o tempo em que minha mãe tornou-se também uma e-mãe. Agora, isso.

Morar longe da família é uma merda, sim. Mas, filha que tem relação cem por cento com a mãe, é pior ainda. Eu poderia dizer que me vi livre do policiamento dela, aos 20 anos, quando saí de casa. Mas não havia policiamento algum.

Poderia dizer que me vi livre dos sermões, mas também não havia falatório, não havia chatice, não havia controle excessivo. Fui uma adolescente (quase) rebelde sem causa, e agora fico louquinha da vida, aqui, querendo saber como é que está o cabelo dela, se tem comido as frutas que meu pai compra, se tem rido bem alto, se está soltando os ombros, relaxando, meditando, dançando, levando a vida como ela merece.

Está certo, confesso que o que mais me tira o sono é a questão do cabelo. Questão de visualização. Como é que a gente vai deitar e rezar por alguém sem saber como está o cabelo da pessoa?

02 julho 2003

Buenas, moças e rapazes!

Acabo de ver aqui - 14 mil visitas, fico grata a vocês. Como vai todo mundo? Eu vou bem, mas um pouco (muito!) sem tempo para grandes posts aqui.
Assim que der, volto com novos textos.
Só passei para dar um oizinho mesmo.
Beijos.

29 junho 2003

Eu gostaria imenso de que meus acentos e demais sinais gráficos não aparecessem como pontos de interrogação aqui.

27 junho 2003

As coisas estão assim:

Bons pensamentos, boas memórias (para frente e para trás), boas vibrações. Otimismo incurável, vislumbre de paixão, deslumbre de vida.
Consistência muita, coerência razoável (o nome já diz), concordância restrita, discrepância plena – graças a Deus, amém.
O novo no ar, o povo por vir, o ovo pra ver.

Quem vier jogar (o jogo): xeque.

Quem vier borrar (o ovo): pinto.

22 junho 2003

Saudades

Violão de náilon
Música que “vem” prontinha
Buffet de sorvete
Um dia realmente frio (mas só um!)
Meu Gol verde (IFO 7070)
Jogar basquete ou vôlei ou futebol e voltar pingando pra casa
Barão da Torre, 445/apto 1001 – Ipanema, RJ
Manara Bar – São Leopoldo, RS
Bar do Joe – Garibaldi, RS
SESC Interlagos – São Paulo, SP
Verão em Magistério, RS
Quarto com carpete
Banheiro grande
Maradona (nosso finado cão)
Churrasco do pai com maionese da mãe (bodas gastronômicas)
Carioca da Gema – RJ
Faculdade (os corredores e o bar do Alemão, claro)
Humberto Gessinger Trio em Cruz Alta, RS
Ano Novo em Copacabana (1989-90)
Praia do Rosa, SC
Festival de Música do Colégio São Luiz (14/9/91, onde tudo começou)
Bate-papos no FREETEL (início da internet, quem lembra?)
Gincana no Colégio Sinodal – São Leopoldo, RS
Viajar com o Coral da Tia Ângela – interior do RS
T-u-d-o em Fredeburg, Alemanha (1988)
Morar nos “Blocos” – São Leopoldo, RS
Surfar muito mal e não ter vergonha disso
Estúdio Hit – Centro, RJ (2000/2001)
Festa-surpresa de 15 anos – garagem de casa, família e amigos
Ensaios na garagem – São Leopoldo, de 1991 até o dia em que construímos um estúdio na sala de visitas

Direto do Túnel do Tempo.
Buenas!

Meu fim de semana foi meio caído. Dormi muito, arrumei a casa, li um bocado. Bom, pelo menos ler - e assistir a (mais) um DVD do Friends – é coisa boa.

Minhas leituras estão cada vez mais confusas. Na “cabeceira”, que às vezes se confunde com a minha própria cama, tenho: Lolita (o livro), revista Época, Fisiologia da Alma (Ramatis, dando uma revisada), Rubem Braga (contos, relendo e aprendendo), Adélia Prado (sempre, sempre!) e Estação Carandiru - sempre chego até a página 100, depois me interesso por alguma outra coisa e não termino. Isso já faz anos.

Fora um “artigo” que encontrei outro dia, em papel azul, desta que vos fala, quando ainda tinha NOVE anos de idade. Acreditem, eu (já) andava em crise existencial. É mole?

Fora isso, um tempinho mais ou menos, um domingo sonolento, um irmão atirado no sofá e uma cunhada com TPM.

E é isso.

21 junho 2003

Banho demorado
Toalhas recém saídas da gaveta
Incenso de Rosa Branca
Enya
Pensamento demorado
Idéias recém saídas da cabeça
Essência de Rosa Branca
Plena
Sábado, pracinha, crianças
Pássaros, mocinhas, balanços
Cabelos, unhas, pele, dentes
Farelos, uvas, leite quente
Varanda e chimarrão.

Começou mais um inverno de mentirinha no Rio de (quase sempre) Janeiro.

19 junho 2003

E-mail que recebi hoje:

Super Pênis!

Com o MANUAL mais cobiçado da internet no momento, você aumenta o tamanho de seu pênis de 2 a 5 cm em 2 meses com exercícios absolutamente naturais. Aumenta também a sua potência, controle e volume da ejaculação, dentre outros benefícios. Programa completo com figuras ilustrativas explicando detalhadamente todos os exercícios. Fotos comparativas no site de pessoas que experimentaram essa técnica.

Eu mereço, né?

15 junho 2003

Vício da vez: DVD do Friends

É mais forte do que eu.



Ele não é um fofo???

13 junho 2003

Perdeu uma boa oportunidade...

...de ficar quieto. Ed Motta, em entrevista ao Sem Censura (TVE), disse que não gosta “desse negócio de fazer shows”. Prefere mil vezes o estúdio, porque, segundo entende, os shows são obrigações que o músico tem de, aos fins de semana, mostrar que sabe fazer aquilo que está gravado no CD.

Eu diria que não é bem isso, mas... caum, caum.


Jussara

Jussara, que faz faxina aqui em casa e na casa de uma amiga, é a fina flor da delicadeza. Fim do ano passado, minha amiga a deixou sozinha no apartamento, afinal, já era mesmo de confiança. Jussara deixou a chave com o porteiro, e o seguinte bilhete:

Dona Larissa,
o microondas deu um estouro e parou de funcionar. Fui abrir um pacote de macarrão mas deixei cair tudo no chão e, sem querer, pisei em cima. Acho que a senhora não vai querer mais, mas guardei no saquinho que está ali em cima da pia. Quebrei dois copos. E levei um guarda-chuva emprestado.
Muito obrigada pela confiança, e um feliz Natal.
Jussara.


Lembrei-me do episódio porque, hoje, Jussara veio fazer as dela aqui em casa. Sei que vocês não vão acreditar, mas é verdade: quando vi, a massa de lasanha (crua, daquelas de pacotinho) estava esparramada pelo chão da cozinha, e Jussara a pedir ajuda celestial – “aaaai, minha Virgem Maria, que foi que eu fiz agora...”.

Está tudo bem, Jussara, não faz mal. Sim, pode pôr fora, depois a gente compra outra. Não, Jussara, não vou descontar do seu cachê, digo, do seu salário, não se preocupe, imagina...

É que Jussara é tão artista, que me confundo entre cachê e salário. Nem me importaria de pagar cachê, desde que ela mudasse o repertório de vez em quando – e, em vez de massa, fosse pisar... sei lá, no arroz!


Santo Antônio

Hoje é dia de Santo Antônio. Pedi a ele um namorado bonito, inteligente, sensível, sexy, espirituoso, carinhoso, compreensivo, otimista, charmoso, sincero, leal e simples, porém sofisticado.

Sabe o que ele me respondeu?

Os dados não conferem. A santa das causas impossíveis é a Rita. Torne a ligar no próximo dia 22 de maio. A sua ligação é muito importante para nós.

11 junho 2003

apelo (Duda, Xandy, amigos do RS)

Queridos,
estou precisando saber o sobrenome do Luciano, aquele que gravou uma gaita na minha milonga. Alguém lembra?
O Volnei sabe - se alguém cruzar com ele (no bom sentido, claro), por favor pergunte e me avise... estou tratando da ficha técnica do disco, e me falta esse dado.
Obrigada, e beijos, estou com saudades.
!buenas!

Como vão vocês? Peço desculpas pelos transtornos dos últimos dias. Na verdade, eu sabia que o problema se devia ao fato do Blogger estar passando por mudanças; mas, pelo que me informaram, as coisas tinham voltado ao normal antes do fim de semana. Como o meu blog não voltava, e não voltava, e não voltava... bom, eu tive uma séria crise de abstinência (coisa que não desejo a ninguém), comecei a tremer, babar e andar em círculos, balbuciando palavras ininteligíveis, até que meu irmão me levou ao médico.

Na ante-sala, esperei que todos estivessem distraídos e dei um golpe de caratê na secretária, que caiu estrebuchada no chão, causando certo pânico em dois ou três senhores que estavam ali, lendo a Caras, e decidiram acudir a moribunda. Meu irmão tentava me acalmar, mas eu já estava mesmo conseguindo o que queria: tomei o lugar da secretária, digitei www.bibidapieve.blogspot.com e, pronto, tudo estava resolvido em segundos. Meu querido blog aparecia, intacto, ao meu alcance virtual. Foi um santo remédio.

Isso foi às duas e meia da madrugada de segunda-feira, como podem conferir no Shout Out.

Depois que deixei aquele recadinho a vocês, apenas tive o trabalho de implorar à secretária que não me denunciasse por agressão, e pude voltar para casa, completamente curada. Não do vício, é claro.

Afora esses percalços, estive muito bem nos últimos dias. Aliás, tenho estado muito bem, obrigada.


vídeo

Dica de comédia-romântica-açucarada-e-despretenciosa, com a Jennifer Aniston (Rachel, do Friends): Picture Perfect “Paixão de Ocasião”, em português. Filmezinho fofo, bem “mulherzinha”. Gostei.


cunhada

Lembram-se daquela propaganda do chocolate, onde a criança aparecia dizendo ao pai “compre Batom... compre Batom...”?
Minha cunhada – aquela, que sai com cada uma... – se apaixonou por uma bota lindíssima que viu na vitrine, e escolheu de presente do dia dos namorados. A partir de então, hipnotizava meu irmão: “Compre botão... compre botão...”.
Levou.


love is in the air

Sempre que eu ando pela Marquês de Abrantes, da praia de Botafogo até o Catete, só consigo topar com:

1. Mães arrastando crianças que arrastam mochilas, a passos de cágado, na minha frente;
2. Homens, das piores espécies, que não sabem apreciar um par de seios em silêncio;
3. Velhotes azedos, bebendo cachaça em padarias sujinhas, contando mentiras cotidianas e tirando meleca do nariz;
4. Senhoras mal humoradas fazendo a feira;
5. Britadeiras infernais, de 20 em 20 metros, a ensurdecer os passantes;
6. Sujeitos com pastinhas, apressados, pisando duro, com cara que quem está indo, mas não vê a hora de voltar.

Eis que, ontem, por um desses milagres do acaso ou do destino, mal pude acreditar quando dei de cara com o homem da minha vida: moreno, alto, trinta e poucos, óculos escuros, calça jeans desbotada e levemente desfiada na bainha não feita, cabelo por cortar, barba por fazer, sorriso por abrir, palavras por dizer. Enfim, um Deus semipronto (que graça teria um pronto?), do tipo que basta começar a conhecer para não querer mais parar de desvendar.

Mas eu vinha na contramão da rua e da razão. Apaixonei-me por uns segundos, até que nos cruzamos na calçada, e foi o fim da minha história de amor. Meu príncipe sumiu em direção ao centro da cidade; aquilo era praticamente um divórcio. Segui, descendo a Marquês das britadeiras, rumo aos velhotes e suas cachaças, aos quais deixei a embriaguez - mas, com toda certeza, surrupiei-lhes a ressaca.

Vejam como são as coisas. Deve ser a proximidade do dia dos namorados. Love is in the air. Logo eu, que nunca fui dessas coisas.

Prefiro pensar que ainda não virei uma mulher romântica. E que não vi nada naquele homem, além do fato de ser um bom comprador de botas em potencial.

08 junho 2003

mão única

Carolzinha acaba de me dizer, pelo ICQ, que consegue acessar meu blog tranqüilamente.
Minha mãe me diz, por telefone, que não consegue ver nada há dias. O mesmo ocorre comigo.

Será que é de família?

07 junho 2003

Começando a ficar sem paciência com o Blogger.

Saco, saco, saco!!!
Não consigo acessar meu blog há dois dias; e vocês, provavelmente, também não. A situação me confere o título, ainda que temporário, de pessoa desprovida das faculdades mentais - uma vez que discurso, inutilmente, com meus próprios botões virtuais, em busca de uma sensação que não existe, ou seja, a de dialogar com as caraminholas (ou seria CONTRA as caraminholas?) de vocês, conforme costume.

Aboletada em minha cadeira de praia - sim, eu uso uma cadeira de praia para escrever diante do micro -, o tempo insosso lá fora, ainda sofrendo com a indigestão de uma sopa de cebola que teimei em preparar para o almoço, embora soubesse que não ia dar em boa cousa (o nome já diz: sopa de cebola!), penso que deveria arrumar atividade menos solitária, infrutífera, intransigente e até mesquinha do que dividir sujeitos e objetos nada diretos com leitores impedidos de visualizar meu cafajeste diário virtual. Por obra do destino, do acaso, de conspirações do universo (como diriam os místicos) ou de preguiça mesmo (como afirmaria minha amada mãe), careço de idéia melhor, de modo que sigo, acomodada e até feliz na improdutividade típica de um sábado de junho carioca.

Ou, por outra: depois daquela sopa de cebola, o que vier é lucro.

03 junho 2003



Se ele me pedisse em casamento:

(Resposta interna, imediata)
Falassério!! Onde é que eu assino???

(Resposta externa, depois de um minuto e um suspiro indeciso)
Tá bom, vai...

Agora, sério: Filme: The Unsaid - No limite do silêncio

Concordo com a crítica da Fabiane Secches.

02 junho 2003

Passei aqui para deixar um bom dia a todos, e ver se meu blog destranca. Desde ontem, tem andado meio mal das pernas; não sei o que há.
Segunda-feira agitada.
Hoje vai rolar ensaio lá na Tijuca. Alguém quer pedir uma música?
Beijos.

01 junho 2003

as abelhudas



Companheira fiel e impecável na hora de pagar um bom mico, minha cunhada Erica topou no ato: lá fomos nós, as abelhudas, ao show-matinê do Kid Abelha no ATL Hall. Um luxo só. O ATL estava, como diriam eles próprios, “bombado” de adolescentes e pré-adolescentes acompanhados de seus pais, tios, avós... uma banda super família, enfim.

Paula Toller segue cada vez mais linda, e, por mais que seja acusada de ter uma voz enjoadinha, quem entende um pouco do babado saca que é difícil encontrar tamanha segurança e precisão vocal numa só cantora pop. Não é para menos; ela tem formação lírica – pouca gente sabe disso -, estudou para valer, e não está de brincadeira. Criticar o timbre é fácil, ainda mais quando se trata de uma mulher apenas muito bonita, que não picotou os cabelos, não se encheu de piercings, não grita e não cospe no chão...

O resto é um belo show acústico, desses da moda, com um cenário lindíssimo, infestado de hits assobiáveis que exercem, com brilhantismo, a única função a que se propõem: ser pop.
teste.

31 maio 2003

Ana Lógica


Para quem me escreve e deixa recadinho perguntando se eu tenho uma banda e como é o som, eu respondo (e aproveito para fazer meu comercial): sim, eu tenho uma banda. Chama-se Ana Lógica.

Somos um trio – Lori Guimarães na bateia, Adal Da Pieve (meu irmão) na guitarra, e esta que vos escreve no baixo e vocais. Somos todos gaúchos, mas moramos no Rio de Janeiro desde 98. Viemos juntos, justamente para continuar o trabalho da banda, que começou há onze anos.

Em 2001, gravamos nosso primeiro disco, produzido pelo (experiente e excelente) Mayrton Bahia, que produziu discos de Legião Urbana, Adriana Calcanhoto, Elis Regina, João Gilberto, Engenheiros do Hawaii, etc e etc e etc... São onze composições minhas, e uma regravação do Caetano Veloso – Reconvexo, quem tem mais de 20 anos deve lembrar dessa música na voz da Bethânia: “meu som te cega, careta, quem é você?”.

O CD ainda não foi lançado, porque ainda não acertamos com nenhuma gravadora, mas acredito que, deste ano, não passe. Farei aqui o devido estardalhaço, podem deixar comigo.

O estilo da banda é uma coisa que adoram me perguntar, mas nunca consigo responder direito. Eu digo que é rock-pop-com-pitadas-de-nem-tão-pop-assim.

No disco, usamos alguns músicos de apoio nos arranjos – metais e teclados, além da sanfona do Luciano, um amigo gaúcho que, gentilmente, emprestou seu talento à faixa “Desvairadamente Feliz”, que é uma milonga. (Milonga, para quem não sabe, é um ritmo tipicamente gaúcho, com origem na Argentina).

Um beijo para ti, Luciano, que certamente não me lê aqui.

A minha voz é uma coisa que todos classificam como “diferente”, e eu rezo todas as noites para isso significar alguma coisa boa. No início, quando não havia a Cássia Eller e a Ana Carolina, diziam que eu parecia um homem cantando em algumas canções mais graves. Hoje em dia, dizem que eu pareço a Cássia Eller ou a Ana Carolina. Mas a verdade é que elas têm um registro vocal muito mais grave que o meu. Eu também sou contralto, mas não vou tããão grave, e flerto com uns agudinhos que, às vezes, lembram Paula Toller ou Marisa Monte, vamos dizer assim. E, quando eu canto em tons médios, lembra o timbre do Nando Reis.

Às vezes eu grito um pouco, mas não chega a parecer que estou tendo um ataque epilético. Talvez eu grite porque não tenho como fazer jogo corporal, porque minhas costas estão segurando um contrabaixo pesado, e minhas mãos estão ocupadas nas cordas dele. Assim, o único instrumento que posso usar para interpretar a canção é, de fato, a goela. E não gosto de cantar sem o baixo, porque parece que eu fico sem roupa.

As pessoas também me perguntam se não é muito difícil cantar e tocar baixo ao mesmo tempo. Eu respondo que é como dirigir: no início dá impressão de que vai ser impossível coordenar todos os movimentos, mas rapidinho acostuma.

Bom, acho que já falei demais sobre o som.

A boa notícia é que, em breve, teremos o site da Ana Lógica, onde vocês poderão conferir fotos, biografias, agenda, release, e ainda ouvir trechos de músicas em MP3.

30 maio 2003

Alugo seu filho por uma noite

Não, não sou pedófila!! Só quero ir ao show (matinê) do Kid Abelha, domingo, às 19h, no ATL Hall. Censura livre.
Pago o ingresso do seu filho, busco e levo, e ainda compro uma água durante o show – que sou contra dar refrigerante a criança.
Vai querer?

Sei lá, estou precisando ouvir músicas doces.

29 maio 2003

Rio, 18 graus


Dias “frios” no Rio de Janeiro. A cidade fica com um ar melancólico que eu, particularmente, aprecio mais do que aquela gosma quente que se forma sobre tudo e todos no verão, sol derretendo a moleira, senhorinhas gordas suando e disputando espaço à sombra das marquises, com suas sacolas cheias de frutas, desodorantes vencidos, a fala arrastada, o olhar perdido, os assuntos de sempre - que o filho, que a vizinha, que o marido...

No inverno, não. No inverno, o Rio é menos escaldante, menos seboso, menos atormentado. As senhoras vestem um agasalho e vão, no máximo, até a varanda tomar um chazinho com biscoitos. O marido fica achando que o agasalho é exagero, e ela nem revela, mas gosta mesmo é porque esconde um pneuzinho ou outro, aí o biscoitinho desce com menos culpa – algumas pensam “menas culpa”, e até dizem.

É tempo de muito vento na praia e ressacas no mar. Que coisa boa caminhar no calçadão sem o ininterrupto anúncio da goela do vendedor de biscoito Globo! E os engarrafamentos de fim de semana?

À noite, as boates recebem moças mais bem vestidas e maquiadas. A Lapa recebe os mesmos boêmios, que bebem a mesma caipirinha, que ouvem o mesmo chorinho, que batucam nas mesmas caixinhas de fósforo, mas é tão diferente: na volta para casa, o ar fresco da madrugada deixa tudo mais poético. Rola até um chapéu.

Os cariocas podem odiar esta época do ano, mas é quando a beleza estonteante do cartão postal está fazendo as unhas e colocando rolinhos no cabelo... Para que o sol volte a brilhar no próximo verão.

No inverno, o Rio de Janeiro continua lindo.

27 maio 2003

Família Eletrônica


E-mail da mamãe:

Oi, lindinha,
estou fazendo um esforço, soprando, soprando, pra ver se consigo enviar,
junto com a msg, um pouco do frio daqui. Verdade que ainda não está MUITO
frio, mas já dá para sentir o gostinho.



E-mail do papai:

Agora sou eu quem está passando este e-mail. Eu, quer dizer: o pai. Estou com saudades de vocês, pois tu e o mano só falam com a mãe no telefone. Aqui está tudo bom. Além disso,
tenho cuidado da mãe de vocês o melhor que eu posso, e quando posso e ela deixa. Faço almoço todos os dias e compro as coisas para o café da noite.Vou com ela passear em POA e na Serra, etc etc etc...
Um beijo grande grande grande em vocês, e sejam felizes e bonitos
sempre sempre.Tchau.



E-mail do irmão:

Vírus "Microsoft" implanta programa-espião
Segunda-feira, 19 de maio de 2003 - 16h08
SÃO PAULO - O cavalo-de-tróia Palyh@mm, também conhecido como "Microsoft", se propaga por e-mail e conexões de redes locais e instala um programa-espião no PC invadido. Os fabricantes de antivírus o classificam como ameaça de nível médio.
O Palyh chega num e-mail cujo remente é um endereço falso da Microsoft: "support@microsoft.com" - daí o apelido. O assunto e o nome do arquivo anexo variam. Se executado o anexo, um arquivo PIF, o programa varre o computador em busca de endereços de e-mail e usa um motor SMTP próprio para enviar mensagens a todos os endereços encontrados. Além de se propagar por máquinas ligadas em rede, o vírus se auto-renova entrando em contato com um servidor web. Com esse recurso, é possível que ele também possa roubar dados do sistema, já que deixa um porta aberta para a internet.
Carlos Machado, da INF

25 maio 2003

programinha solitário e antigo de sábado à noite

1 - Quase famosos
2 - Pecado original

24 maio 2003

Ricardo diz que estou enigmática. Acho que estou mesmo, até pra mim. Cada sonho...
Essa noite, sonhei que estava de mãos dadas com um ator da Globo, gaúcho, mais que quarentão. Não é o Werner, é outro.

Aniversário do meu irmão foi assim, agradável, em família – ou “em banda”, o que é mais apropriado se dizer, mas já virou tudo a mesma coisa. Encomendei salgadinhos na Rose, aqui do Recreio, e uma torta de chocolate trufada. E fiz uma coisa que eu chamo de canapé... Os meninos se esbaldaram.

Aliás, meu irmão apagou uma velinha de 19, comprada pela namorada. Como o amor é generooooooso...

Não vou revelar a idade dele. Mas, quando ele tinha 19, eu tinha 15/16, namorava um cabeludo de 20, dirigia um Buggy amarelo-ovo para lá e para cá, toda prosa, e tocava guitarra numa banda de rock.

No meu aniversário, fui apresentar meu namorado a meu pai. Aqueles momentos difíceis, mais para o moço cabeludo do que para mim. Ambos olhamos para minha melhor amiga, e dissemos: “tu vem junto!”

Ela já conhecia meu pai há um tempo, seria mais fácil quebrar o gelo com alguém por perto.

Fomos, a três. Chegada a hora, anunciei: “Pai, este é o fulano!”

E meu pai, olhando para ele e para ela ao mesmo tempo: “Ãhn? Qual delas? Esta, ou esta?”

O cabeludo avermelhou, e minha amiga gargalhava compulsivamente. E eu, embora não estivesse na dúvida, também não soube o que dizer.

Que situação mais injusta, eu fico pensando. Porque o fulano, por mais que quisesse, jamais poderia se dirigir ao pai da moça nestes termos:

- O senhor me desculpe, mas o único veado aqui é o senhor.

Pobres aprendizes de genro, já começam a engolir os sapos desde muito cedo. Trata-se de uma vingança que se prolifera ao passar das gerações; o genro, um dia, se tornará sogro. E a maldição segue, implacável.
Mas, como eu dizia, foi nossa época de (amarelo) ovo. Já quebramos a casca e a cara, já cantamos de galo, já galinhamos o suficiente.

Agora estamos tão convictos de nossa “adultice”, que enchemos a casa de balões coloridos e fizemos uma festinha toda decorada de... Homem-Aranha.

Com direito a painel na parede e chapeuzinho, claro. Senão, que graça?

22 maio 2003

eu mereço...

Não percam esta: o nome eleito para a prenda é Bibiana
o difícil

O difícil é quando você está muito bem, mas não sabe explicar o porquê. As pessoas perguntam, o dinheiro, o trabalho, o sexo, as novidades, e você não sabe. As pessoas querem muito saber dos motivos. Gostam tanto de fuçar razões!

Certa feita, fiz uma música que dizia assim:

“Eu não tenho escolha
não tenho palavras
não faço sequer sentido
mas eu não quero motivos
não quero prova
só quero e estar contigo”.

E eu nunca estive com ele.

E assim é a vida. Mas eu avisei, avisei que não havia sentido.

As razões da vida são leis que não “pegaram”. Mas sempre tem um guarda chato apitando na esquina.

20 maio 2003

uma coisa é certa

Uma coisa é certa: me aguardem...

18 maio 2003

Bibi Da "Pievi"

Fui saber hoje que tem um pedacinho de mim no Submarino. Só R$ 9,90!

Trocaram o Pieve por "Pievi", mas tudo bem, o livro não é meu mesmo...

17 maio 2003

Vocês não têm me visitado com a regularidade desejada, mas nem vou reclamar. Estou mesmo aquém do que meus amigos virtuais consideram uma moça boa de blog. Tudo bem, tudo bem. Não vou reclamar, já disse. Só um choramingo básico, tipo charme, que é para eu não perder o hábito.

(Fungada)

O que fizeram com aquele moço, o Marcos Pasquim, foi realmente algo assim meio estranho. Primeiro, deixaram o cabelo dele crescer, sujando um pouco aquela cara de bom moço; o que conta pontos a favor, claro.

Conseguida a façanha de transformá-lo em um homem interessante, decidiram fazer ainda “melhor”: o papel dele se destina a esbofetear as pessoas na rua, sem muito critério, a fim de (creio eu) tornar as cenas “de ação” mais atraentes. Blargh! Tudo em vão.

Quando vi o Marcos Pasquim de cabelo crescidinho, barba mal feita e óculos na cara, parei ali mesmo, interessada. Mas, quando ele começou a descer o pau na metade do elenco masculino da novela, minha esperança foi por água abaixo. Quanto mau gosto.

Não que eu espere grandes textos de uma novela, sobre tudo das 7h. Mas, pelo menos, as cenas de pancadaria gratuita, no maior estilo decadente-Van-Damme-de-ser, poderiam ficar de lado nesse horário tão juvenil.

Claro que estou equivocada e iludida; que o Jô Soares vai dizer que a televisão não influencia o comportamento das pessoas, que “todo mundo” (?) gosta de cenas violentas, etc. Já sei, já sei, tudo fica por isso mesmo.

A violência, afinal, é uma mazela social muito antiga, que é fruto da má distribuição de renda neste país, da falta de recursos nas camadas mais pobres da população, da falta de educação, blá, blá, blá. E, quanto aos mauricinhos malhados da Zona Sul, que tomam bomba nas academias e vão para as boates encher de porrada o primeiro que olhar para as curvas das suas namoradas, a isso se dá uma explicação psicológica muito elaborada, típica das nossas cabeças geniais do século XXI, que pode ser reduzida, em última análise, a uma só frase:

- É falta de Prozac.