31 julho 2002

AMENIDADES


Havia um homem correndo na ciclovia da praia.

O dia estava lindo, mas agora ameaça chover. Não se pode confiar nem mais em São Pedro.

O homem corria de sunga e tênis. Só.

Quando nós somos feios demais, o problema está no olhos do outro. Quando somos estúpidos, o outro é que está muito sensível. Quando estamos na TPM, o ciclo das outras é que está errado. Se somos violão, as outras são tábua. Se somos tábua, as outras são gordas demais. Nunca é nossa culpa. Nunca.

Sabe aquelas sungas apertadinhas? E tênis. O homem corria: um, dois, um, dois.

Se você é do tipo que encontra um menino de 18 anos, bonitinho, e fica logo se perguntando se ele tem um irmão mais velho, o Biblog oferece estatísticas e dicas: existe 50% de chance de haver um irmão mais velho. Se houver, existe 50% de chance de ele não ser casado (o que já reduz as suas chances reais para 25%). Se ele não for casado, há 50% de chance do cara ir com a sua cara (chances reais: 12,5%). Se ele gostar de você, existe 50% de chance de não querer se aproximar porque, afinal, o irmão mais novo viu primeiro e está na sua (chances reais: 6,25%). Se ele não for casado, gostar de você, e não der a mínima para os sentimentos do irmão mais novo, há 50% de chance de ser um grosso, insensível, machista e egoísta (chances: 3,125%).

Trocando em miúdos: se um irmão mais velho, que você nem sabe se existe, for solteiro, gostar de você, for sensível, mas não se importar em "tirar" você dos braços do irmão mais novo... bem, isso é muito difícil. Só 3,125% de chance.

Tudo bem, se, ainda assim, você achar que vale a pena arriscar, lembre-se: há 99% de chance do seu príncipe (que não existe) ser gay. Suas chances reais quase evaporaram.

Dica do Biblog: vai por mim, que tempo é dinheiro. Achou o garotão bonito?, tasca logo um beijo. Se quiser fazer uma introdução, para não ficar muito no seco, diga assim:

- Ok, já sei que o seu irmão é veado, então vamos acabar logo com isso.

Não falha uma.

Você sabe o que leva um homem a correr de sunga e tênis? Tudo bem, não deve querer a marca da bermuda (ou short) nas pernas. Não é que eu seja de observar essas coisas, mas, quase sempre, ocorre-me uma preocupação quanto a uma possível vida reprodutiva do homem em questão.

Não podia ser uma sunga menos apertadinha?

Fico imaginando. Depois, a criança nasce com claustrofobia, e vai para o psicólogo. Que criança mais esquisita.

Sim, a criança é que é esquisita. Aquela sunga, não.

É o que eu digo. Nunca a culpa é da sunga da gente.

30 julho 2002

Boa noite, amores!

Por falar em jam session, ontem foi dia de Severyna (um bar maneiro lá em Laranjeiras), com Guto Goffi e convidados. Mas o Guto não estava, parece que está viajando. Fazia muitos meses que eu não ia lá; coisa boa matar a saudade.

Matei também a saudade da praia. Hoje estava um dia lindo, fui dar aquela caminhadinha básica.

O Miro Fagundez me ligou no fim da tarde, para me mostrar uns pedaços do disco que está gravando. Se você não conhece esse nome, não perde por esperar. É a voz mais perfeita que eu conheço, um talento exagerado, chega a transbordar. O Miro nasceu em Angra dos Reis, está radicado em Porto Alegre há quase dez anos, fazendo muito sucesso por lá. Um dia eu vou tocar contrabaixo na banda dele, só para sentir a emoção daquele vozeirão em cima do palco. Nem vou querer ouvir o baixo, vou pedir e-monitor com 100% de voz do Miro. Hehe, só dá ele. Anota aí: MIRO FAGUNDEZ.

Estou querendo ir amanhã a um lugar, mas não sei onde é. Gaúcha perdida no Rio de Janeiro dá nisso. Sei que fica perto dos arcos da Lapa, e vai rolar um som, coisa meio jazzística. (Aqui eles pronunciam "jáixxxx", hehe, que bonitinho). Alguém dá uma dica? Duvido.

Por enquanto, era isso. E beijos a vocês.

P.s.: Era tu, Duda!! Pô, ficamos sem despedida... beijos!








28 julho 2002

Oi, fofos

Que domingão bem cinzento e preguiçoso... delícia! Friozão no Rio de
Janeiro. Liguei hoje para a minha mãe, lá no RS, dizendo que aqui está
um frio de rachar, pois estou de short e moletom. Sim, manga comprida
é Rio de Janeiro quase glacial!

Por falar em glacial, mas nada a ver com o assunto: alguém me
convide para uma roda de violão, uma canja num boteco, uma jam
session, ou para gravar um jingle, ou mesmo para fazer a locução do
carro da pamonha. Tou dentro. Precisando descongelar.

Aliás, estão todos aqui dizendo que eu voltei do sul muito branca.
Inclusive quem nunca me viu antes. Sinal que devo estar ofuscante;
podem me chamar de Gasparzinha, se quiserem. Mas vou pegar a cor
do verão, mesmo que seja no meio do inverno... ah, vou!

(Já sei, já sei, cuidado com as ondas do mar... não levo o Nei Lisboa
para a praia nunca mais. Dá azar.)

Gente, sonhei com o Wando!! Nem lhes conto. Imaginem uma reunião
no pátio de uma casa úmida e escura: eu, o Wando, o Roberto Frejat, o
Renato Borghetti e mais alguns exemplares da raça musical - que não
me recordo agora.

Era um balaio de gatos. Tinha de tudo. O Wando recém lançara um
disco, o Frejat fazia planos para a carreira solo, o Borghettinho só
olhava por debaixo do chapéu, meio alheio a tudo. Eu, das mais
participativas, conversava com todo mundo, comentando sobre os mais
variados assuntos - inclusive sobre música.

Quem mais me dava trela era mesmo o Frejat, dizendo inclusive que
estava curioso para ouvir o disco da Ana Lógica, que eu acidentalmente
havia me esquecido na outra bolsa. (Desde que comprei uma segunda
bolsa, minha dor de cabeça tem sido esquecer metade das coisas na
bolsa que deixei em casa.)

Pelo que eu me lembre, o Wando cantava "você é luz", e eu, branca
desse jeito, já achei que era gozação pro meu lado. Não quis levar
desaforo para casa, mas também não quis mexer em vespeiro, de
modo que me comportei e até arrisquei um vocalzinho amigável no tão
louca me beija na boca me ama no chão.

Ossos do ofício, minha gente.


26 julho 2002

Bueeeenas!

Nove horas da manhã, dia nublado no Rio de Janeiro. Sim, cheguei, estou debaixo de alguma asa do Cristo.
Ainda não vi o mar (de dia), mas consta que ele continua lá.
Mudaram algumas coisas, desde que viajei. A minha cozinha, por exemplo - se é que ainda posso chamar assim.
Houve uma espécie de terremoto, particularmente no piso da cozinha. Dizem que, quem vinha distraído, tropeçava num quebra-molas de lajota, coisa de outro mundo mesmo. Tiveram que mandar trocar o piso todinho.

O seu Zé já arrancou todo o piso velho, e colocou um novo, até mais bonito, branquinho. Mas falta o "rejunte". Hoje, se Deus quiser, ele vem aqui concluir a obra, e as coisas podem começar a voltar para seus devidos lugares.

Meu irmão, no entanto, se afeiçoou pela geladeira no meio da sala. Diz que é prático. Daqui do computador, para se ter uma idéia, é preciso pouco mais que uma esticada de braço, e a jarra d'água vem parar na sua mão. Coisa fina.

Por outro lado, quem vier meio animado do banheiro, é capaz de dar com o dedão do pé na porta da amiga Brastemp. Melhor devolvê-la ao lugar de origem.

Há muita poeira na cozinha, e na sala também. A cada dia que passa, eu dou uma limpadinha, e o seu Zé dá uma sujadinha. Parece estar de implicância comigo.

A pracinha aqui na frente de casa, que era só um projeto quando eu saí daqui, continua sendo só um projeto. Está certo que virou um projeto com cara de projeto de praça - coisa que, antes, não parecia -, mas a obra vai muito com calma. Meia-dúzia de homens uniformizados trabalham, pacientemente, escondidos atrás de uma gigantesca placa da prefeitura - que, julgo eu, pretende ser uma espécie de monumento para a praça, só pode. A bem da verdade, não consigo enxergar daqui se eles trabalham, se comem sanduíches de ricota, se jogam cartas, ou vôlei, ou se estão pulando corda. É que a placa esconde.

Bem, ao menos o monumento já está pronto. Desde o primeiro dia. Diz assim: "ESTA É MAIS UMA OBRA DA PREFEITURA DO RIO". Se é mais uma, significa que há outras por aí. Espero que esses homens não se cansem muito, e que eu viva para sentar num banco da praça. Bem que poderiam vender água-de-coco. Mas, aí, periga demorar mais cinco anos.

O policiamento está intenso aqui para os lados da Barra da Tijuca. Desde a morte do Tim Lopes - segundo comentam -, há mais policiais na Av. das Américas do que peixes mortos na lagoa Rodrigo de Freitas. Tenho percebido.

Minha amiga e eu voltávamos, de madrugada, de um restaurante aqui perto, quando fomos abordadas por um PM. Havia uma confusão na pista, e uns fios de luz atravessados no meio dela. O esclarecedor discurso do policial foi: "Se a senhora quiser arriscar, pode passar por cima e ir adiante, não tem problema nenhum. Mas tá tudo em curto circuito, aí é a senhora que sabe. Se quiser arriscar, pode passar."

Muito confortável. É bom saber que as autoridades respeitam o nosso ponto de vista e o nosso direito de ir e vir, mesmo que isso implique no direito de virarmos torradas de unhas pintadas.

Em todo caso, demos meia-volta, e tomamos outro rumo. Acho que o PM lastimou um pouco, pois queria ter visto alguém se arriscar naqueles fios, para depois poder esclarecer com mais precisão aos outros motoristas: "Olha, é melhor não passar, porque uma senhora resolveu arriscar, e... tá vendo aquele carvão ali??"

Enfim, o Rio de Janeiro continua lindo.

Aquele abraço!











20 julho 2002

Ah, se me permitem, hoje eu estou para conversa. Vim aqui ter com vocês, de novo. (Hein? Gostaram do "ter com vocês"?). Contudo, sugiro que passem direto para o post abaixo, que desse aqui não vai sair nada de interessante. Tenho certeza.

Estou ficando velha. Saí de casa na quinta à noite, e também na sexta. Hoje, sábado à noite, não arredo o pé daqui nem por um decreto. Deus me livre do sereno, do barulho e do cheiro de fumaça. E das minhas botas de salto, claro.

Uns cinco anos atrás, a essa hora, eu já estaria cantando "com que roupa eu vou?", toda saltitante, louca para perambular por aí até o sol raiar. E ainda achava pouco. Cruzes!, quanta disposição se tem aos dezoito ou vinte anos. (Tudo bem, estou só com 24 - mas, para quem vive DA noite, cada ano vale por dez). Ou vocês acham que eu estou pintando os meus cabelos só porque gosto de variar a cor??

Sabem de uma coisa? Eu acho que descobri de onde vem a arte. Prepara, que lá vem filosofia de amador. Já disse, o post abaixo é bem mais interessante. Mas vocês insistiram...

A arte vem do amor. E brega é a senhora sua mãe. Claro que não estou falando do amor romântico - muito embora, no caso do Wando... ops!, chega de falar do Wando.

Noite dessas, sem muito o que fazer, fui me deitar e me pus a pensar no fofo do meu irmão. (Desculpe, Mano!) Pensei bem forte, que eu tenho os miolos malhados, eles agüentam bastante pensamento. Quando percebi, estava vendo coisas: via meu irmão em casa, na rua, no palco (onde eu sempre o vejo do melhor ângulo, desculpem-me...), e no aeroporto. No saguão, a me esperar. Quando saí para o saguão, com o meu carrinho de bagagens, abracei o moço e segurei o pensamento no abraço.

Pronto. Imediatamente, como num passe de mágica, começou a chuva. Palavras, frases inteiras, versos, melodias, harmonias, uma linha de contrabaixo, um soprinho de metal ao fundo, uma batucada, umas imagens coloridas, uma floresta, uma fogueira, a lua - tudo veio, subitamente, chover nas minhas idéias. Eu que me virasse com aquele caos; que decidisse quem é texto, quem é som, quem vai, quem fica, quem faz parzinho com quem, quem é joio e quem é trigo.

Todo caos pede uma nova ordem. O turbilhão de "idéias" que saltaram do abraço no saguão do aeroporto diretamente para a minha cachola é a matéria-prima caótica da arte. Haja texto, haja melodia, haja rima e haja poesia para colocar de volta, no mundo, o que já é do mundo e ninguém tasca.

É por isso que arte é transformação, qualquer que seja a via de expressão. Há muita coisa em jogo, uma canção não é só uma canção. Vocês percebem isso, ou concordam?

A senha tem quatro letras: A M O R. Pode ser amor por um irmão, um momento, uma causa, uma árvore - qualquer coisa. Mas tem de ser verdadeiro. Aí, a passagem é livre.

É claro que não estou dizendo novidade nenhuma. "Só o amor constrói". Acontece que estou, aqui, organizando um pouco da confusão em que me meti por ter nascido mulher e louca na mesma vida. Acho que, na euforia de encarnar, marquei com "X" as duas opções ao mesmo tempo. Deu no que deu.

É muita coisa, acreditem.

Ok, o post ficou até bacana. Tchau.





ANTES QUE EU ME ESQUEÇA

A banda Vide Bula - www.bandavidebula.cjb.net - sobe ao palco da São Leopoldo Fest, no Ginásio Municipal de São Leopoldo, às 20:30h de amanhã, domingo, dia 21.
Esta baixista que vos escreve vai fazer uma participação, não tocando baixo, mas dividindo um vocal com o Volnei Cavalheiro.
Conferi um ensaio, e prometo que vai ser um show DAQUELES. Apareçam!!

FALANDO NISSO...

Existe uma banda chamada Jack Brown, aqui de São Leopoldo, que toca no bar do André todas as quintas-feiras. Como eu não tenho mais nenhuma quinta-feira pela frente aqui no RS, deixo a dica para os que ficam: quase chorei de saudade ao ouvir covers bem executados de TNT, Garotos da Rua, Kleiton & Kledir - e gauchada a quatro. Show de bola.

E CHEGA DE MÚSICA!

Para mim, existem dois tipos de homem: os que vêm conversar comigo sobre música, e os que vêm conversar comigo sobre música e depois MUDAM DE ASSUNTO. Confesso que prefiro o segundo tipo. Rock'n roll é legal, mas não põe a mesa.

SHOUT OUT!

Gostaria de agradecer publicamente aos oito - até agora - SHOUT OUTS que recebi em resposta ao texto manhoso e carente do dia 18.
Vocês são uns amores, e entendem a TPM como ninguém.

A VOLTA - parte I

Ontem eu compus duas músicas, depois de quase seis meses de seca. Sorry... I'm back!

A VOLTA - parte II

Espero que o Cristo Redentor ainda esteja de braços abertos, que eu vou jogar um abraço pra ele, lá de cima, antes do pouso. E pedir algumas coisinhas...

Espero que o meu apartamento esteja em boas condições de higiene - que não haja cabelos no ralo do boxe, que não haja mais barba na pia branca do que no rosto do Lula, que a chaleira esteja brilhando, que não haja restos de comida do tempo em que eu viajei na geladeira, que a ardósia da varanda (sacada, como queiram) não tenha virado um terreno aterrado, que as almofadas estejam respeitando as suas cores originais, que não se tropece em nenhum cabo de luz ou som ou vídeo, que não se quebre o pé num amplificador pesado que esteja no meio da sala, que não haja teias de aranha e mofo no meu quarto, que meu colchão cheire muito bem, em nome do Pai, do Filho, do Espírito-Santo, amém.

Beijos!



18 julho 2002

Eu pereço!!!

Ah, sim, eu me esmero aqui escrevendo, e vocês nem deixam recadinhos no meu SHOUT OUT, já vi que este Blog é uma via de mão única mesmo, estamos fadados a apodrecer na solidão, meus escritos, eu, este velho teclado, esse computador de ponta (de estoque), minhas boas intenções, tudo, enfim, tudo bem, pelo menos eu comprei um esmalte azul, mas azul forte mesmo, já viu?, fica uma graça, estou pensando em pintar de vermelho por cima e depois de rosa e depois um roxo cintilante, só assim não me sinto tão abandonada, meus dedos me fazem companhia, dedos percussionistas que são, ficam batucando e batucando sobre as letrinhas para que eu, pobre d'eu, não fique assim tão tediosa, afundada em silêncio, logo eu, tão fofa e doce e meiga e tudo, sou até capaz de perecer nas trevas, amargurada, coitada, indignada e endividada, que já ando caindo mesmo, tipo fruta velha, outro dia despenquei de uma escada de concreto, não sei se já contei, foi aquilo, e ninguém para me acodir, se viro geléia de Bíbi ninguém se importa, capaz mesmo de me confinarem num vidro sem rótulo com a tampa enfeitada ou não, para todo o sempre, e nunca mais me abrirem, nem para me passar num biscoito ou num pão dormido, é isso que acontece com quem não recebe carinho nem atenção nem recadinhos no SHOUT OUT, a pessoa fica roxa de podre ou verde de mofo, e ninguém sabe, ninguém viu, não é comigo, isso aí já estava assim quando eu achei, esse tipo de desculpa é muito comum, deixa ela aí, mofo é coisa que dá e passa, amanhã já está boa, põe no sol, não, deixa aí mesmo, não, põe no sol, não, deixa aí, e eu vou ficando, ficando, eles vão me pisando, pisando, quando vi, já sou quase que uma gosma velha, um sub-sub-subproduto da geléia podre e mofada que um dia fui, mas vocês não me provoquem, ah, não me cutuquem não, que eu ME REVOLTO E ME VINGO E ME GRUDO NOS CABELOS DE VOCÊS TUDO!!!!!!!!!!!!

17 julho 2002

BUENAS, macacada! Tudo bem com vocês?
Aqui, esfria e nubla; hoje vamos a dígitos modestos de temperatura. Haja farda.

Estou matando a saudade do sul. Não a que já tive, mas a que terei quando voltar ao Rio, terça-feira que vem. Sim, resolvi me adiantar: se a gente mata a saudade passada, por que é que não pode matar a saudade adiantada?

Matar a saudade que já passou não tem sentido algum. Inês é morta. A saudade já foi sentida, já foi chorada, já foi vivida mesmo. Matar saudade passada é chutar cachorro morto.

Eu mato a saudade futura. Olho para o céu azul que só tem aqui, fico mirando beeeeeem forte, até doer. Quando dói, eu páro. E penso: BEM FEITO!

É que morreu a saudade. Uma a menos. A do céu.

Depois, sigo adiante. A do frio. Tiro a roupa, e fico uns minutos antes de entrar no chuveiro quente. Mas tem que doer, senão não vale!

Menos uma. Daí é ótimo, que já mato também a saudade da gripe. Gripe, no Rio de Janeiro, só se eu beijar um carioca - porque não conheço alguém de outra origem que fique gripado com aquela temperatura morna.

Pensando bem, melhor não matar aqui a saudade da gripe. Vai que passa um Pedro espirrando, e eu resolvo... enfim.

Outro dia, quis matar a saudade dos doces da padaria aqui da esquina. Comprei vários. Muitos, mesmo. E me sentei diante da televisão, a devorar negrinhos - caaaalma, que eu me defendo: aqui no RS, nós chamamos brigadeiro de negrinho.

Quando perdi a conta dos doces, percebi o óbvio: aquilo não ia doer tão cedo.

Engordei, psicologicamente, uns cinco quilos. (Mulher engorda psicologicamente, você não sabia? Depois eu escrevo um capítulo sobre isso.)

Mas não doeu. Não consegui matar a saudade dos doces da padaria. O que eu fiz? Fui ao correio, comprei várias caixas de SEDEX, voltei à padaria e pedi para a moça me fazer a gentileza de empacotar uns negrinhos por semana, e mandar lá para o Recreio dos Bandeirantes.

Que eu estou muito magrinha. Psicologicamente.

15 julho 2002

O lugar perfeito


Eu vinha andando pelas ruas, e havia um elemento que, já decidi, é absolutamente necessário para que uma cidade seja perfeita: alguém precisa estar lavando um carro pequeno, de preferência um Fiat Uno, branco ou bege ou cor-de-cinza, no quintal da sua casa, mesmo que seja um quintal apertado e sem muito verde, as portas do carro abertas, inclusive o porta-malas, os tapetes pendurados nos muros, e o rádio do carro precisa estar ligado e com o volume alto, tocando uma balada bem melosa e um pouco heróica, com gritos estridentes, algo do tipo Bon Jovi, refrões que o sujeito acaba de cantar pedindo que máscaras de oxigênio caiam sobre a sua cabeça, tamanho esforço melódico, e depois, sem aviso ou cerimônia, entra um solo de guitarra esvoaçante, a gente vê o guitarrista num penhasco, ele está entre o suicídio e o êxtase, o vento bate nos meus cabelos úmidos, o guitarrista toca mais agudo ainda, uma borboleta colorida pousa em cima do tapete preto de borracha, o dono do Fiat Uno esfrega um pano encharcado sobre o capô, o solo de guitarra vai acabar, minhas pernas amolecem, a borboleta alça vôo rumo ao infinito justamente no exato momento em que o último acorde da balada soa, a última porta do Uno se fecha, a última nuvem cobre completamente o céu e nada mais há para ser feito.

Do outro lado da rua, um cachorro abana o rabo, um passarinho estabanado dá com a cabeça numa folha de árvore, uma criança arrasta a mochila com rodinhas, um senhor desmonta as cadeiras de lata que estão na calçada, porque vai dar chuva, e os clientes vão preferir tomar as suas cachaças no balcão mesmo.

Não fosse o Fiat Uno estar sendo lavado no quintal, nada disso faria sentido, nem o cachorro, nem o Bon Jovi, nem a borboleta, nem a criança - nada seria percebido, nada teria sido escrito, talvez mesmo nada disso existisse ou merecesse acontecer.

No lugar perfeito, sempre existe um gatilho pronto para disparar a beleza: sempre há um carro pequeno a ser lavado, porque o guitarrista está lá, de plantão, à beira do penhasco, louco para libertar a borboleta do tapete preto no último acorde.

11 julho 2002

P.s.: "Quanto mais se controla uma vida excessivamente, menos vida há para ser controlada."
(Clarissa Pinkola Estés - Mulheres que correm com os lobos)
TRÊS MIL VISITAS

Estamos chegando, caríssimos, à marca de três mil visitas ao Biblog. Estamos agradecendo pela preferência. Aproveitando que estamos em ano de eleição, estamos falando na primeira do plural, e vamos usando bastante gerúndio também, que é para estar evidenciando nosso talento para a oratória, nossa credibilidade e nosso carisma. Nosso muito obrigado, e estejam voltando sempre.


PROCURA-SE PEDRO DESESPERADAMENTE

Por favor, alguém poderia me dizer de onde saiu (ou caiu) aquele ator que faz o Pedro, promotor da novela das 6h?

Valha-me Deus!, caem meus cheques na conta afundada, caem meus cabelos ralo abaixo, despencam problemas do céu bem em cima da minha testa, chove de tudo, hoje em dia - inclusive água. Só não chove um Pedro desses na minha horta, ah, isso não chove!

Se alguém cruzar (no bom sentido) com o moço por aí, por favor, digam que estou esperando por ele aqui no Biblog.

Trata-se do meu novo xodó-do-momento; depois do garoto-careca-propaganda do Veja Multi Uso, claro, que aquele ali também me cairia muito bem.


DIQUINHA DE FILME

Quem ainda não assistiu "A lenda do pianista do mar"?
Assistam!!
É um filme lindo, cheio de música, poesia e sentimento. Já assisti duas vezes.
Nas locadoras.


DIQUINHA DE LIVRO

Eduarda, Denise, Melissa, Dirce, Carolina, Maristela, Hully, Érica, Flávia e TODAS AS OUTRAS MULHERES DO PLANETA: não deixem de ler, ao menos uma vez na vida, o seguinte livro:

"Mulheres que correm com os lobos" (Clarissa Pinkola Estés).

Trata-se do melhor livro que eu já li até hoje. A autora é uma psicoterapeuta junguiana de talentos múltiplos e sensibilidade raríssima.

Ela fez um estudo sobre a vida e o comportamento dos lobos, e resolveu escrever um livro sobre as semelhanças desses animais com o que ela chama de Mulher Selvagem - ou "a mulher que sabe", ou "La Loba", ou o self instintivo, ou... enfim, aquela criatura que habita o nosso inconsciente, e que começa a ser podada e censurada exatamente no primeiro dia da nossa vida em sociedade.

Com certeza, vocês se lembram de vários casos em que, ao analisarem um fato ocorrido, pensaram: "Mas, lááá no fundo, eu sabia que era para ter feito assim... e fiz assado." Pois a Mulher Selvagem é o "lááá no fundo". Mas está longe de ser só isso.

A autora do livro usa de simbologia, através das histórias que conta - histórias da mitologia, contos de fadas, etc - , e vai discorrendo sobre cada tema, interpretando cada pedacinho, envolvendo o leitor numa deliciosa trama que, de ficção, não tem nada. É pura vida, é para se reconhecer em cada parágrafo das seiscentas páginas bem escritas, cheias de beleza e arte.

Nada tem a ver com aqueles manuais de auto-ajuda, do tipo "seja feliz em dez passos rápidos". Aliás, a palavra "felicidade" é usada com muita cautela neste livro. Só aparece quando você já está pedindo por ela há alguns minutos de leitura.

E, para os homens que pretendem - um dia, quem sabe, talvez - tentar entender um pouco da "alma feminina", o livro cai como uma luva. Para aqueles que só querem passar horas agradáveis lendo a respeito da própria condição humana, idem.

Enfim, estou encantada - como percebem.

Beijos!

06 julho 2002

BAILEI NA CURVA - mas... será???

Ok, vamos acabar logo com isso. Não há como negar, o texto publicado aqui embaixo ("Tragédia na orla") é mesmo meu; tem o meu sotaque, meus cacoetes literários e minhas manias ortográficas.

A "oposição" (que já vem com a pochetezinha) me pegou na curva, estou humilhada e desacreditada, eu, logo eu, pobre aprendiz de cronista, aqui, no meu próprio Blog - o nome já diz: BIBLOG! -, espinafrada diante dos meus leitores cibernéticos.

Certas vicissitudes da vida têm seu lado poético. Outras, seu lado patético. É o caso.

Se é que se pode explicar um acidente desses, eu vos imploro que acreditem: não tive culpa nenhuma. A onda do mar estava claramente adiantada e impedida, meu último zagueiro era um siri cego, manco e ruim de bola, que nada percebeu ou sentiu na hora em que o alto-mar fez o lance lá para a última espuma - que, praticamente, estava na cara do gol.

O bandeira não viu, o juíz não apitou, e a onda veio com tudo, driblou o Nei Lisboa (que é o goleiro mais frango que já conheci), chutou para dentro e correu para o abraço. O abraço foi em mim, evidente, que saí da praia prontinha para ser frita e confundida com bolinho de bacalhau.

Agora, eu pergunto a vocês: num caso desses, onde o impedimento era claro e inegável, será mesmo que o bandeirinha não viu? Vamos ver no tira-teima.

Bem, vocês podem notar que o bandeira tira um cisco do olho EXATAMENTE na hora em que o passe é feito. Haverá, efetivamente, um cisco?

E o juíz, esperem!, é impressão minha, ou o juíz está usando uma... POCHETEZINHA!!???

Meus caros, sinto informar, mas o nosso esporte favorito já não é mais o mesmo. Caiu nas garras da corrupção. O árbitro foi comprado, aquele filho da FIFA, bem que eu desconfiei desde o princípio.

Nada mais tendo a declarar, encerro aqui meu discurso de defesa. Acho que tudo está muito claro.

05 julho 2002

TE PEGO NA CURVA!

O pior de ter podres e negar descaradamente, inclusive contrariando os laços de sangue, é ter podres e mandar pros mui amigos de nomes que em diminutivo...
Não, não.. talvez pior mesmo seja dar acesso as modificações no blog, nao é?..
Tempos de campanha... mato a cobra e ainda publico no blog. Ta ai´ pra quem quiser ver!

Tragédia na orla - arrastão!

Bibi Da Pieve, 30/05/2000

Vão dizer que é mentira, cascata minha. Mas não é. E, dessa vez, eu tenho a prova - está aqui na minha frente; a minha carteira de habilitação, completamente enrugada. Estou, portanto, encarando-me com 98, 99 anos de idade. Até que sou uma velhinha simpática, mas acho que preciso dar um corte nesse cabelo. Até lá, terei tempo.
Terça-feira de sol, quase junho, Rio de Janeiro. Peguei as minhas coisinhas e fui à praia. Quase dez da manhã, e eu atirada na areia, toda relaxada, branca como folha de ofício, e nem te ligo.
Ouvir Nei Lisboa no walkman é uma redundância, porque o cara já tem uma voz que vai direto ao ouvido, parece que ele canta grudado na orelha da gente. E como canta, esse compositor porto-alegrense! E como compõe, esse cantor gaúcho! Mas eu, que sou exagerada, estava com o Nei enfiado no walkman, e o walkman enfiado no ouvido. Lá na praia, bem tranqüila.
Tudo bem, eu senti que a areia estava um pouco úmida. Bastante úmida, vá lá. Mas, juro, aquela umidade era uniforme, ia quase até o quiosque. Pensei que aquilo era coisa da ressaca do mar, e eu não tenho nada a ver com ressaca alheia, que já bastam as minhas. Achei que ele tinha brincado ali a noite toda, mas agora era a minha vez. Nunca imaginei o que estava por vir.
Eis que, musiquinha vem, musiquinha vai, o lado A terminou. O lado B é mais relaxante ainda, coisa boa. Virei o lado, e me virei também. A bunda pra cima, e vá Nei. Acordei cedo, hoje. Cedo demais; acho que estou com sono. E o Nei já dizia "cochila, cochila, imagina uma luz violeta, puxa um cochilinho..." puxei.
A tragédia estava prestes a começar; o chifrudo e seus capangas já enxergavam, pelo monitor do inferno, a cena que aconteceria cá comigo. Meus inimigos, se soubessem com antecedência, teriam comprado convites de camarote. Não importaria o preço; valeria a pena. E como.
A bela adormecida que vos escreve, então, teve o despertar mais sinistro de todas as suas encarnações nesta Terra. Sem exagero nenhum, posso dizer que uma puta de uma onda, literalmente, me abocanhou. Já imaginou, ser engolido por uma onda do mar, no meio de um sono ingênuo? E ouvindo Nei Lisboa?? Foi assim.
Sobressaltada, apavorada, levantei-me como pude, e aí começou a pior parte da guerra: tastaviando, ainda meio sonhando, saí em busca dos meus esparramados pertences. Avistei o walkman a uns quatro metros, e quis fazer bonito - saí no pinote, o passo largo, vem cá que eu te pego. Foi pior; na segunda pernada, enfiei o pé numa concha quebrada e me estabaquei no chão. Bunda pra baixo, pernas pra cima. Foi bem nessa hora que eu resolvi olhar para os lados, calcular o tamanho do mico. Duas senhoras com cara de "eu avisei!", um cachorro com jeito debochado, uma menina gargalhando escancaradamente, e um cover do Ricky Martin. Aí, parei de calcular o estrago. Era o meu fim.
Mas não desisti de recuperar as minhas coisas, claro que não. Fui de quatro mesmo, que era mais rápido, àquelas alturas do campeonato. Aliás, fui de três, porque mancava do pé que a concha cortou. Imagine a cena.
O resultado do arrastão, pra encurtar a história, foi: um relógio, um par de chinelos, uma canga e um protetor solar - perdidos. O mar, definitivamente, levou. Não os pude recuperar.
O walkman, com a fitinha do Nei Lisboa, ainda consegui agarrar. Mas trouxe pra casa só de lembrança, mesmo, que o aparelho veio empaçocado de areia e água salgada, coitado. Minha sacolinha com a chave do carro e a carteira de habilitação, felizmente, recuperei também. Mas a carteira, como já disse, está mostrando uma previsão 3X4 daquilo que serei aos 99 anos.
Isto é, se eu chegar lá. Se eu tiver a sorte de escapar com vida. Porque, da violência, ninguém está livre. É muito perigoso ir à praia.

04 julho 2002

Faltava um compasso, para desenhar nos dias tortos, quando a gente olha no espelho e vê uma mola curva, de cabelo fraco, boca murcha e pés indecisos. Faltava uma régua, um esquadro; qualquer instrumento desses que ajeitam os traços à força, e nos impedem de desviar.

Qualquer farelo gruda no carpete, e qualquer vento assobia pelas frestas dos cupins, e qualquer pensamento vadio se instala nas idéias quando o dia amanhece assim, meio tremido. Tudo entra, fica, incomoda e permanece.

Mesmo as coisas que não são reais, mesmo os mais frágeis produtos do inconsciente, aqueles fiozinhos de melancolia, tudo isso vem à tona quando o primeiro raio de sol risca torto no céu. Não se sabe se foi Deus que acordou ruim de braço, ou se é o diabo quem está guiando. O fato é que as horas correm em zigue-zague, e quem quiser que se ajuste ao balanço.

Se ainda houvesse um metrônomo, uma bússola ou um velocímetro. Mas não. Ninguém controla e ninguém mede; a poeira vai acumulando, e ninguém enxerga.

De vez em quando, portanto, há que se controlar a delicadeza do estômago e a angústia da vida; é só esperar, que passa. Com calma, que passa.

Amanhã a poeira baixa, o sol se levanta redondinho, e o horizonte se estica como lençol passado a ferro.

Foi só um probleminha. O tempo tossiu, e o mundo deu um tapinha nas costas dele. Pronto, pronto, a vida segue em linha reta.

E vai pela sombra.

03 julho 2002

CARTA AO PRESIDENTE

Leiam, leiam, leiam a coluna do Mario Prata, de hoje, no Estadão - http://www.estado.estadao.com.br/colunistas/prata.html
Vale a pena.


NÃO ME OFEREÇAM TORTA DE REQUEIJÃO

Deve ter sido o pecado da gula. Eu não estava com fome, mas adoro aquela torta de requeijão do mercadinho que fica aqui perto.

Fui fazer umas coisas no centro, e, na volta, parei ali. Comprei um pedaço generoso da torta, e saí, empolgada, com o pacotinho na mão.

Tão empolgada, que me estabaquei no chão. Na saída do mercadinho, há uma escada de concreto. Não sei quem tirou o último degrau da minha frente, só sei que eu fui com tudo, e, quando dei por mim, estava de quatro no chão. Minha calça jeans ficou da última moda: com um rasgo imenso no joelho, toda esfarrapada.

A tal tortinha, amigos, acho que tomou RedBull - porque criou asas, imagino, e se lançou ao meio do asfalto, esborrachando-se, despedaçada, numa queda cinematográfica. Pena que não disponho de um replay; seria de muito valor.

Quanto a mim, tratei de me recompor o quanto antes, dei aquela olhadinha básica para trás (ufa, ninguém viu), e saí assobiando "come as you are", do Nirvana, para condizer com meu novo visual grunge-detonado. Foi o que pude fazer.

Meu joelho parece um repolho roxo. Saia, não posso mais usar. Periga alguém querer colher o repolho e fazer uma salada com o meu joelho, imagina.

Mesmo de calça, a lesão fica evidente - estou renga da perna esquerda; pareço um ponto-e-vírgula, pisando firme com o pé direito (ponto), e meio duvidoso com o outro (vírgula). Minha estabilidade se esmigalhou junto com a torta de requeijão, e a credibilidade, que já não era muita, ficou no último degrau daquele concreto ordinário. Quem é que vai confiar num ponto-e-vírgula?

Repito, só pode ter sido o pecado da gula. Nunca me ofereçam torta de requeijão, por favor. Estou francamente arrependida de ter desejado aquele doce, sendo que mal havia acabado de almoçar - veja que abuso, só poderia acabar de joelhos, mesmo. Sim, foi a gula, disso não tenho dúvida.

Mas, em todo caso, peço também desculpas sinceras ao Wando. Antes que o forte santo desse safado, quando tão louco, me beije na boca e me derrube de novo no chão.

02 julho 2002

Salve-salve!, e me desculpem o atraso. Como vão vocês, fulanos? Eu vou bem, obrigada.


FIM DA PICADA

Hoje de manhã eu saí, em jejum, e fui encarar umas agulhas. A primeira foi para colher sangue (nada de mais, exames de rapina), e a outra foi a bendita vacina contra rubéola. Entrei no posto de saúde, e logo avistei a fila. De duas, uma: ou era um show do Wando, ou era a tal da vacina. Só mulher.

Fui devidamente picada, e doeu um pouco. Mas aí eu me acalmei, pensando que poderia ser bem pior. Poderia ser, por exemplo, uma injeção na testa. Ou, pior ainda, bem pior: poderia ser mesmo um show do Wando!! (Hoho, que maldade).

Graças a Deus, foi o fim da picada. Por um bom tempo, mantenho-me longe dessas furadas.



SHOUT OUT!

Sabia. Eu sabia que esse negócio de comentários nos meus textos iria dar margem para que a oposição se instalasse.

Não quero citar nomes, mas há um rapaz, a quem sou ligada por laços sangüíneos, que veio aqui me acusar de ter "podres" a serem revelados. Pois me defendo, em público, afirmando que não tenho "podre" algum, que nem sequer amadureci direito ainda, estou na flor da idade, praticamente adolescendo, de tão menina que sou. Já outros, que beiram três décadas de vida, vêm aqui tecer comentários maldosos e indigestos, a fim de comprometer minha imagem virtual. Amigos, não dêem olhos a essas letras traidoras.

Há também uma moça cujo nome, no diminutivo, "já vem com a pochetezinha". Ela aparece, sorrateiramente, e se põe a insinuar coisinhas. Que eu teria levado o (cantor e compositor) Nei Lisboa para a praia do Recreio, e, pior, que eu o teria perdido no mar. Imagina. Sequer conheço pessoalmente o Nei Lisboa, jamais estive com ele em qualquer lugar, muito menos o extraviei no meio do oceano. Isso são calúnias, intrigas da oposição.


APELO A LUIS SAGUAR

Venho, por meio deste, solicitar, em rede internacional, que o designer Luis Saguar, muito meu amigo, gente fina e talentoso, por gentileza, faça a caridade de presentear meu irmão com os arquivos originais da arte gráfica desenvolvida especialmente para encarte de nosso CD. O tempo ruge!!!

Hehe, nada como ter um Blog para sujeitar os amigos aos mais variados constrangimentos...


PENTA

Claro que eu não poderia deixar de falar sobre a copa do mundo. Adorei o último jogo, e julgo que o melhor lance foi o daquele moço tentando vestir a camiseta da seleção. Que exemplo de persistência!! Assim, o país vai pra frente.


ARREPENDIMENTO: MEU IAIÁ MEU IOIÔ

Ok, confesso que estou culpada por ter escrito que o show do Wando deve ser pior que injeção na testa. Não deve ser. Deve ser melhor. Deve ser um ótimo show, inclusive. Pronto, estou redimida.

Mas a vacina contra rubéola tem uma vantagem: não se precisa voltar lá durante 10 anos. Se o show do Wando for assim também, eu juro que vou ao próximo; mas, depois, só em 2012. (Dizem que o mundo acaba antes disso mesmo...)