31 dezembro 2008

Ano Novo

Ficam mandando essas mensagens “que Deus derrame suas bênçãos...”, etc.

Se é assim, que em 2009 nós façamos sólidas coisas boas para receber as líquidas – e espirituais, e amorosas, e gasosas, e brilhantes, e também muito sólidas – bênçãos de Deus. Amém.

22 dezembro 2008

Bronzeado falso

Sei que o bacana seria não comentar, mas, como é assunto de utilidade pública, não resisto: pela primeira vez, estou ostentando um bronzeado 100% cosmético, by Dove Summer Tone. A “loção hidratante com agentes autobronzeadores” promete pele dourada em uma semana de uso diário. No meu caso, branquela e sem disposição/tempo/coragem para dourar ao sol, realmente é um achado. Adotei.

Dei uma pesquisada básica no Google para saber o que andam dizendo sobre o produto, que já é amado e odiado. Tem gente que reclama da “meleca”, o que acho razoável para quem precisa se mexer muito depois da aplicação. Eu fico quieta, sentada diante do computador mesmo, então tudo bem.

Dizem também que pode manchar um pouco as roupas – mas eu só uso preto nessas horas, nem ligo. O cheiro, sim, incomoda um pouco. Segundo li, é o nosso corpo que, ao liberar a melanina, produz esse “odor” tão característico. A mim chateia, mas sinto (vejo) que a recompensa vale a pena.

Ainda preciso achar solução para dois problemas: as mãos e o rosto. Aconselhável é lavar as mãos depois da aplicação, para não correr o risco de amarelar as palmas. Pois bem, tem ocorrido o seguinte: as mãos ficam branquelas e as palmas, amarelas de qualquer jeito. Aí me aconselharam a passar o creme no dorso e “limpar” as palmas com um paninho, o que também não dá certo: dorso branco, palmas amarelas. Socorro.

Quanto ao rosto: no site diz que ele pode ser usado na face, mas quem tem pele oleosa e sofre com acne, como eu, jamais terá coragem! Qualquer coisa que eu passe no rosto me dá espinha, até vento. Recentemente, li uma entrevista com a Anna Hickman – adepta do bronzeado artificial – e ela diz que também não usa nenhum autobronzeador no rosto, pelo mesmo motivo. Resolve com maquiagem mesmo.

De duas, uma: ou encontro logo uma base para pele oleosa que me deixe da cor do resto do corpo, ou vai continuar parecendo que dormi no sol e esqueci o jornal em cima da cara.

Nas mãos, usarei luvas. Agora no verão, será uma delícia.

17 dezembro 2008

Da arte de reclamar em público

Jamais reclamo de coisa alguma em público. No trânsito, nas filas de banco e supermercado, nas calçadas, marquises, escadarias e corredores da rotina implacável - todos passam à minha frente, cortam meu barato e furam minha paciência sem que eu dê a mínima. Sempre fui assim. Passo por santa ou panaca, e não sou nenhuma das duas: sou avoada mesmo. E um bocado tímida.

Espere um pouco, não estou dizendo que sou aquela mala-sem-noção que trava o trânsito dos carrinhos verificando a validade da sardinha, de cócoras. Isso, não! Quando posso ser protagonista das minhas aventuras, deixe comigo, resolvo. Nos momentos em que cabe a mim checar, comparar, escolher, experimentar e até mesmo (me orgulho muito) maquiar, vestir e calçar, sou ágil e certeira. Não fico assim, na cabine da loja: é essa ou essa, ai, ai...? Nunca. Empilho meus ais e levo tudo embora, para o terrível momento do arrependimento, se for o caso. Mas não titubeio em público, nem manifesto descontentamento em frente a desconhecidos. Rabugice é coisa íntima, e só me aturam os valentes.

Entretanto, quando a pendenga não se define e não é minha a chave da saída, mergulho em Deus sabe qual subterrâneo das caraminholas e digo adeus ao mundo real. Reflito, medito, escrevo mentalmente, componho melodias lindíssimas (que depois verifico já existirem há séculos), chego a resolver dramas psíquicos dos quais anos de divã não deram conta – sobretudo os dramas dos outros, claro. E devo ter uma cara de trouxa, porque já chegaram a me questionar, no supermercado:

- Você não vai reclamar porque esse cara está passando as compras na fila dos 10 volumes, aí na sua frente? Ele tem muito mais que 10 volumes! Muito mais, olha lá!

Caríssimo senhor gentil, obrigada por avisar, mas, no dia em que eu me puser a contar os volumes dos carrinhos alheios, pode mandar me internar. Devo estar sofrendo de um terrível tédio interior e já nem me interessa andar solta às compras, comprar para quê? Deixa eu curtir meus plágios imaginários que, com certeza, sou mais feliz assim.

Acontece que há uma primeira vez para tudo, principalmente o que não devia. Estava parada na fila dos frios, tranqüila e “compondo” minhas trilhas sonoras, quando parou atrás de mim um adolescente. Devia ter uns 15 anos, bermudão, a listinha de compras amassada entre os dedos e aquela cara de quem odiou a missão de comprar queijo. Senti solidariedade, ora, já fui uma guria afoita e “ocupada” demais para auxiliar nas tarefas da família. O púbere bufava, a fila empacava, e eu concordei com a sobrancelha: saco.

Lá junto ao balcão, mais afoita que todos nós, atravessa uma perua com óculos de tartaruga e vai direto dando ordens ao atendente. Quer meio quilo disso, meio daquilo, e a búfala, e o peru fatiado bem fininho, mas sem quebrar. Olhei o garoto, que bufou novamente, agora com ironia e um pouco de raiva. Bastou. Espichei o pescoço de tal forma que ouvi um estalo, mas nem liguei. Limpei a garganta com um pigarro dramático e emendei o seguinte discurso:

- Aê! Tem filaaaaa!!!

Silêncio constrangedor. Senti um terrível pressentimento. Minha adversária me olhou tranqüilamente e explicou:

- Querida, estou aqui há séculos. Cheguei muito antes de você. Jamais faria um negócio desses, furar a fila. Está pensando que eu sou o quê?

Quando eu ia levantando a voz para – sei lá, contrariar, dizer que era um abuso, que ela estava mentindo, que eu conheço a família dela e todos são assim, que é uma pegadinha e vai cair um Papai Noel do teto! -, pois a moça que estava entre nós duas fez uma cara de “cala a boca” e completou:

- É verdade. Ela está comprando uma porção de coisas, só tinha saído um segundo para ver uma coisa enquanto o rapaz estava fatiando o presunto.

Na mesma hora, e usando o mesmo tom e o mesmo pescoço de girafa, pedi sonoras desculpas à perua inocente. E segui pedindo. E pedi outra vez. Quando dei por mim, já tinha pedido desculpas umas dez vezes e, na verdade, pedia era para mim mesma. Que vexame, eu não podia me perdoar.

Que o menino adolescente estivesse indignado porque a mulher comprava quilos e mais quilos, isso pude compreender. O que não posso conceber é que, justo na estréia da minha audácia de reivindicar meus direitos em público, eu tenha acabado desmoralizada na sarjeta da injustiça. Acusar uma inocente. Tudo culpa da minha distração de proporções dramatúrgicas. Se ela estava ali quando cheguei, juro que não vi. Se tivesse uma árvore, um gambá, um rinoceronte – teria visto?

Se a estivesse a Madonna cantando Holyday em cima do queijo bola, ainda assim talvez eu olhasse e pensasse: que melodia interessante acabo de inventar, impressão minha ou tem uma loira animadíssima dançando no queijo? Céus!

09 dezembro 2008

Sex and the City

Eu assisti ao filme "Sex and the City" no DVD. Minhas expectativas já eram baixas, mas consegui me surpreender: é péssimo! Praticamente não tem roteiro, é uma coleção de clichês e piadas de mau gosto, as personagens conseguem estar menos interessantes do que no seriado e os seus pares românticos... o que dizer deles?

O ex-charmoso Mr. Big virou um idiota com expressões de boneco de plástico; o Steve (da Miranda) perdeu a graça e se transformou num menino chorão arrependido. O marido judeu-careca-boa-gente aparece pouco, e o astro de cinema que se casou com a Samantha é mais um bonitinho burrão que nada acrescenta. Todos os atores do filme, que já não são grande coisa, ainda por cima estão mal dirigidos.

O figurino, badaladíssimo, é realmente lindo em muitos casos (a única coisa do filme que vale a pena, para quem gosta). Mas tem coisas horrendas, como o inacreditável "pássaro" que a Carrie usa na cabeça junto com o vestido de noiva. Argh! Não dá para se concentrar na cena com aquela ave figurante.

Nunca achei a série genial, mas, pelo menos, rendia algumas risadas. Já o filme, puff.

05 dezembro 2008

Volta ao passado

Ô, Deus meu. Os anos se passam. Mamãe aqui era uma guria e carregava uma guitarra nas costas, fazia shows usando camiseta do Grêmio e tênis de basquete. Era uma garota que, como eu, amava U2 e Guns'n Roses. Taí.

01 dezembro 2008

De auto-estima, groselha e laquê

Está bem, nunca fui a miss auto-estima. Tinha 9 anos e me achava esquisita, mas podia ser que melhorasse. Tinha 11, não melhorava. Tinha 12 anos, de vestido repolhudo (momento que minha mãe julga inesquecível - eu parecia uma princesa), pois não é que fiz parte de um bolo vivo do aniversário de uma amiga muito chique em Porto Alegre?

Dancei a valsa com um milico bastante educado, coisa e tal. Não tiramos nenhuma fotografia para guardar de lembrança, mas a minha memória é implacável: eu me sentia uma velha com aquela roupa e maquiagem, para não falar do cabelo empapado de laquê. Esquisita, dura e desconfiada de uma micro-bolsinha que me obrigaram a carregar e que, vá lá, combinava muito com o vestido. Mas o que eu vou poder levar aqui? Só o dinheiro (pouco) e o batom (mais um item fundamental que a minha autocrítica considerava dispensável). Aquele lilás na boca tipicamente incolor me dava a sensação de parecer que tinha recém chupado um picolé de groselha. Eu era o próprio picolé de groselha, gelado e imóvel, derretendo ao som da valsa e suando a camisa do pobre daquele milico.

Tinha ainda uma coisa com as mãos. Quando eu usava batom, muito raramente e sempre persuadida à exaustão, não sabia onde colocar as minhas mãos. Um inferno. Era como se o tom labial desnorteasse a minha figura como um todo, e o que já era sem jeito descambava de vez. Resultado: as mãos pagavam o pato. Onde enfiá-las? Que gestos eu faria? Mãos de menina, mãos de mulherzinha, mindinho, seu vizinho, pai de todos, fura-bolo...?

Quando a valsa enfim terminou, o rapaz perguntou se eu queria um refrigerante e eu emudeci de pânico. Como assim, refrigerante? Não termina aqui o nosso número? Você está ameaçando continuar me acompanhando neste baile – e, pior, sem valsa para disfarçar? Escuta aqui, você acha que só porque eu pareço um picolé de groselha eu devo me casar com o primeiro militar que me oferecer fanta uva? Respeite o meu laquê!

- Não, obrigada, não bebo.
- Você é engraçada.
- Não, obrigada.
- Você tem um ótimo senso de humor.
- Me arruma uma cadeira?
- Como assim?
- Tá vendo aquela cadeira sobrando lá? Arrasta ela aqui pra mim, por favor?
- Você está se sentindo mal? Precisa sentar?
- Não. Quero botar as mãos na cadeira. Por favor, eu disse.

O guri trouxe a cadeira – era gentil toda vida, o que indica que desperdicei uma amizade promissora -, eu o dispensei e fiquei em pé, empertigada, com as duas mãos apoiadas na guarda da cadeira e um olhar falso que pretendia convencer alguém de que eu não conseguia me decidir, oh!, entre os brigadeiros e os cajuzinhos. Ufa, tudo estava resolvido. Era rezar para ninguém me desmascarar até a hora dos meus pais irem me buscar.

Logicamente eu fantasiava que a paralisia pudesse me tornar invisível, e aproveitava para emendar também um falso dilema bocó (brigadeiro ou cajuzinho?), que era para conferir um maior potencial dramático à situação. Empacada atrás de uma cadeira, as mãos fixas – e, portanto, impedidas de fazer o gesto errado -, e empacotada na indecisão dos doces, àquelas alturas eu já era praticamente uma pintura ou mesmo uma instalação artística em forma de convidada na festa da minha amiga chique. O resto da turma comia, bebia, dançava e conversava muito.

Hoje, quase vinte anos depois, vai ver que alguém olha uma foto que sobrou num canto e se lembra da grande festança da filha caçula dos Dorfmann, até com saudades.

- Escuta... Quem era essa guria que segurava uma cadeira espremida lá no cantinho, meu Deus?

Cada um com seu hobby, meu caro. Não fosse por mim, ninguém hoje estaria sabendo da festa chique que o seu Dorfmann deu à filha em mil novecentos e groselha com laquê.

21 novembro 2008

Segunda-feira eu faço 31 e já vou avisando: a partir de então, farei trinta e uns.
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Hoje eu vi uma cena ótima na rua. Uma senhora levava no colo um poodle que vestia um colete preto e amarelo escrito: POLÍCIA.
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Aviso no site de uma editora: "não avaliamos mais originais de pessoas que não sejam intermediadas por um agente literário."

Pois eu também não avalio mais editoras que não sejam intermediadas por um agente editorial, pronto. Hoho.
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Toda vez que alguém me diz "seu cabelo ficou muito melhor assim" eu, em vez de considerar elogio, sinto que devo ter andado pagando mico e não sabia. É que ninguém interfere para criticar, então a gente não pode confiar. Raras são as pessoas que, honestamente, chegam para você e dizem: olha, seu cabelo está precisando de um novo corte, e não bastará mudar o penteado, é tesoura nele.

Até porque o último que me disse isso está até hoje com a tesoura entalada no pescoço, para aprender a não dizer besteira.

14 outubro 2008

Décimo Terceiro

É quando chega, assim, outubro – e outubro sempre chega assim, do nada. Ninguém percebe, mas a verdade é que outubro começa pelo meio. Você vê, amanhã já é dia do professor de novo e parece que a gente não aprende. Aliás, estive pensando: o que há com setembro que não prenuncia, não insinua e não adverte ninguém de coisa nenhuma?

“Ei, gente, olha eu aqui, com essa cara de setembro! Mais dia, menos dia será Natal e vocês não digam que eu não avisei, hein?”.

Que nada. Setembro só faz chover no molhado, como se ainda estivéssemos num agosto espichado, ou pior: como se o primeiro semestre sequer tivesse terminado. Com essa questão do clima retardando o edredom, ficamos nós também um pouco retardados, e o Ano Novo espeta precocemente quando o Ano Velho ainda parece bem enxutão.

Quando eu era pequena, um dia ouvi uma conversa sobre o décimo terceiro de alguém e pensei: meu Deus, será que eles escondem trinta dias em algum canto e só liberam para usuários cadastrados? Tem que ter CPF limpo? Pode enfiar o décimo terceiro logo depois da Páscoa, e aí a gente fica comendo chocolate ininterruptamente nesse mês-bônus?

Pois o meu eu vou querer justamente em outubro – antes do meu aniversário, só para ter a sensação de trapacear o envelhecimento. Hoho.

12 outubro 2008

Tira o olho!



Totalmente solidária.

09 outubro 2008

Apenas uma vez

Só ontem assisti no DVD ao filme Apenas uma vez (Once – Irlanda, 2006), que foi bastante elogiado e ganhou o Oscar de melhor canção original com Falling Slowly.

Depois de um show do The Frames em Dublin, em 2005, o diretor John Carney (que já tinha sido baixista da banda) pediu a Glen Hansard, cantor e líder do grupo, que compusesse um punhado de canções que serviriam como base para montar um roteiro. O filme acabou sendo feito a partir de 10 músicas inéditas, e o próprio cantor/compositor interpretou o protagonista.

Filmado em apenas 17 dias e com um orçamento de US$ 70 mil, o musical modernoso - que conta a história de um músico de rua e uma vendedora de flores tcheca, também cantora e instrumentista - virou um fenômeno independente muito aplaudido. Sobretudo por questões que têm mais a ver com a sua condição no mundo cinematográfico do que, propriamente, com a “obra” em particular. O surpreendente sucesso de um filme barato e despretensioso, por exemplo, chama atenção e conta pontos. A ousadia do formato, idem.

Eu acho delicado dizer que é bom, mas certamente há ótimos momentos – e não só musicais. O carisma dos dois músicos/atores é inegável e rende belas e comoventes cenas. Já o ritmo se mantém lento do início ao fim, criando possíveis dificuldades soníferas para acompanhar uma história que, por sua vez, também vai andando meio de lado.

Em suma: é meio ruinzinho, mas é ótimo.

Só avisando: passe longe quem não pode com essas canções românticas de melodias tristonhas e refrões grudentos, como Falling Slowly. Abundam!



PS: Muito, muuuuito bonitinho mesmo é assistir à cerimônia de entrega do Oscar e ao breve e fofo discurso do casal – que, segundo consta, começou a namorar durante as filmagens. Em inglês, sem legendas. Aqui.

07 outubro 2008

MODA 2008/2009
A próxima estação pede penas no topo e calças dos maridos


Andei passeando, com minhas pantufas amarelas, pelos sites de moda. Ai!

Primeiro que não entendo do assunto um ovo. Mas acho bem interessante quem entenda e saiba se vestir. Já eu ando esportiva, casual e, às vezes, clássica. Que é para não errar.

Não que tenha um senso estético péssimo; até combino algumas cores com certa habilidade (desde que elas sejam poucas e gentis comigo, e que não fiquem se misturando aos tons menos conhecidos das pessoas em geral).

Bom, mas as novidades são as seguintes – e vou usar sempre a primeira pessoa do plural no afã de me incluir nesse desejado universo fashion: usaremos adornos nos cabelos e nas cabeças. Segundo as fotos que rolam por aí, andaremos com lenços, tiaras, diademas, fitinhas, frufrus e, pelo que daqui pude identificar, inclusive uns enfeites (?) em forma de penas de pato, pombo ou mesmo ganso (vá saber!), e também uma espécie de olho de pavão (juro que vi) no topo da, no topo do, como se diz? Enfim, no topo.

Ah, outra coisa positiva é que usaremos muito o chapéu – imagino que também no topo.

Já sobre as velhas calças jeans, há uma ameaça no ar: o retorno da calça baggy, aquela coisa larga de cintura alta que era moda nos anos 80. Mas, conforme investiguei, essa tal ameaça nasceu de umas fotos do tipo “flagra!” de três ou quatro celebridades estrangeiras, acho que americanas, que andavam pela rua tranqüilamente vestindo as calças dos seus maridos-celebridade.

Pessoalmente, avaliei que o flagrante verdadeiro seria se estivessem usando as jeans do marido alheio. Mas não, foi erro de avaliação (meu, claro).

Uma vez detonado o “movimento” das celebridades-com-as-calças-dos-próprios-maridos, estabeleceu-se que, na próxima estação, deveremos nós também usar calças jeans folgadas, de cintura baixa e corte masculino, reto. Leia-se: fundilhudas. Além disso, “muito lavadas” (tradução: aspecto sujinho, desbotado). E consta que uma das moças fotografadas foi duramente criticada por usar as benditas calças com as barras dobradas, no velho estilo de caçar marrecos na lagoa.

Pensando bem, talvez, se ela usasse ma pena na cabeça...

* Pelo sim, pelo não: dicas de como usar a calça adequada ao seu tipo físico nesta reportagem do Jornal Hoje.

04 outubro 2008

A título de bundas entre parênteses

Um anúncio na revista de domingo oferecia mil maravilhas estéticas, dessas que a gente vive com vontade de fazer, mas cadê “tempo”? Sou péssima para guardar esses nomes - plastias, bio isso, bio aquilo, dermocoisas e coisodermos - que, por si só, já espetam a gente e dão choquezinhos. Mas o fato é que, lá pelas tantas, deparei com a seguinte oferta:

Não-sei-o-que dos glúteos (bumbum).

O bumbum vinha entre parênteses, depois dos glúteos. A essa altura do campeonato, existe alguém que realmente não saiba onde ficam os (seus próprios) glúteos? Pode errar um pouco na mira, está certo, já que os glúteos andam – invariavelmente, para baixo. Mas saber, sabe.

Outra coisa, você conhece o Fio Búlgaro? Pesquisei a respeito: “É um excelente tratamento para levantar o glúteo caído (triste), pois reposiciona o mesmo”.

Achei interessantíssima a abordagem psicológica do caso. O glúteo caído não está sedentário, velho, largado às traças: está triste, oras. Aliás, entre parênteses (triste), outra vez! Estou começando a achar que esse pessoal da estética costuma dizer umas verdades entre parênteses.

Só fiquei com uma dúvida, na parte “pois reposiciona o mesmo” – quem seria o mesmo, mesmo? Acho que eles quiseram enfatizar que o glúteo a ser levantado será o mesmo de quem se submeteu ao tratamento, e não outro. De suma importância. Imagine você pagar pelo tratamento e acabar consertando bumbum alheio. (Prejuízo).

Queridos, vou trabalhar antes que escreva mais trivialidades (besteiras).

26 setembro 2008

Meu vizinho de baixo

Vocês sabem, eu tive uma banda e tocava baixo elétrico. Minha banda durou uns 12 ou 13 anos (meu Deus!), e estou pagando esse tempo com juros e correção monetária auditiva: meu vizinho do apartamento de baixo, isso mesmo, tem uma banda e toca baixo.

Todo santo dia, eu tento trabalhar aqui e ele tenta repetir lá, zilhares de vezes, a mesma frase em seu baixo elétrico: dum-dum-dum, ponto e vírgula, dum-dum-dum outra vez. Ai, minhas exclamações! Quando estou a ponto de desistir, ele também desiste. E o ar que entra pela janela indica que ele está a fumar umas coisas.

Mas eu não estou a fumar nada, e assim seguimos com a nossa impressionante afinidade químico-musical que algum dia, já posso prever, nos levará a parceria nenhuma.

Para não dizer que não vejo as coisas com imparcialidade, ainda ontem, os dois diante do espelho do elevador, descobri um talento em comum: ele disciplinava uns fios de cabelo arrepiados, e eu investigava a ameaça de rugas. Ambos, convicta e inutilmente.

19 setembro 2008

Quando quis comprar botas novas no inverno passado, quando sofri com determinada infecção e quis ler a bula de algum remédio, quando pensei em melhorar a saúde com geléia real, quando imaginei um presente para minha mãe, quando senti desejo de comer bolo de quinoa, quando pretendi saber os benefícios da quinoa, quando procurei sobre a história de Cervantes.

Quanto tive preguiça de abrir a gramática para consultá-la, quando não quis me levantar para pegar um livro que estava a dois palmos de distância, quando ponderei se alguma idéia era mesmo Freud, quando...

Quando foi que imaginamos que os nossos mais variados verbos passados estariam armazenados num “histórico” de buscas do Google???

PS: E também quando procurei saber se o correto era “quinua” ou “quinoa” para escrever aqui. Aceita-se os dois.




12 agosto 2008

Delicadezas de divã

Ao que, finalmente, ela me tranqüilizou:

- Não, querida, claro que não. Nesse caso, você seria uma esquizofrênica completa. Mas posso te tranqüilizar: és apenas uma neurótica supercomum, desse tipo mais vagabundo que existe aos montes por aí.

- Desculpe. Mas vagabunda é a senhora.

- Olha aí, não tô dizendo?

Hoho.
PS: Extraído dos arquivos deste blog.

07 agosto 2008

Google explica

O Google pode ser o deus da internet - e demais quinquilharias virtuais/essenciais -, mas, definitivamente, não saca nada de psi-coisas e auto-imagem feminina.

Olha o que ele me diz logo na primeira página do gmail:

"Nenhum e-mail novo! Se você estiver procurando algo interessante para ler, consulte o Google Notícias."

Chamou de sozinha, burra e desinformada numa só tacada. E gorda, claro.

Um pote de sorvete de 2l, urgente! Com caramelo e castanhas.

04 agosto 2008

A moça que liga, sempre

A moça liga às 4h da tarde:

- Alô, bom dia! (??) O senhor R. está em casa?

Essa moça liga dia sim, dia não atrás do meu marido.

- Ele não está. Você tenta o celular?

- Ai, será que você poderia me dar o número do celular dele... de novo?

Essas moças que começam as frases com "ai", ligam dia-sim-dia-não, às 4h da tarde, dando "bom dia" e perguntando pelo marido da gente, depois pedem o celular que eu já dei umas 457 vezes...

Se eu não a conhecesse, e se não tivesse até uma solidariedade pela sua franja bem intencionada, e o andar que gagueja (tem gente que não caminha: gagueja com os pés), e a voz que lembra um refrão acelerado de carnaval fora de época, e as estampas que achatam sua silhueta, e o cinto largo que lhe corta a figura ao meio, bruscamente, como se o busto e o quadril tivessem rompido em definitivo e não quisessem nunca mais se olhar nas fuças... Talvez até pensasse na hipótese de criticá-la.

Mas a franja é o ó.

31 julho 2008

Julia and James First Dance

A propósito de assuntos de balzaca...

Inglaterra, 2007. Ele é produtor de filmes e ela, fotógrafa de casamentos. Os dois reproduziram, no seu próprio casamento, a dança final do filme Dirty Dancing (1987), e o vídeo virou sucesso no You Tube. Pudera, né?

Ai, minhas polainas!

Para suspirar.

29 julho 2008

Depois dos 29

Alguma coisa aconteceu com o meu metabolismo depois que dobrei a esquina dos 29 e entrei, cantando pneu, nos 30.

E, a propósito de pneus, há os que cantam e os que calam; esses últimos, os piores. Sorrateiros, alojam-se nos canteiros mais surpreendentes da nossa arquitetura - tão arrumadinha até pouco tempo atrás, com o asfalto, a calçada e o meio-fio muito bem organizados, e os transeuntes, com seus cães transeuntes e higiênicos, e os edifícios bem decorados, e as fachadas ornamentadas com jardins repletos de arbustos bem penteados e empapados de pomada disciplinadora...

Passei dos 29, foi como se houvesse uma debandada: o paisagista saiu mais cedo hoje, mandou dizer que não vem amanhã, a decoradora teve um compromisso inadiável e deixou uns quadros tortos (eu que me vire), o cabeleireiro deu a entender que não estava satisfeito com a gorjeta fazia uns três anos; mas por que nunca me disse nada? Ah, segundo ele, era eu que não ouvia. Antes dos 29, fala-se muito e ouve-se pouco (acusou-me o injusto, a tesouradas, enquanto organizava a maletinha e levava embora meus últimos corretivos).

Já vi que vou ter que contratar um pessoal por fora, mas não há de ser nada. Aos 30, é mais fácil tomar certas atitudes e pôr uma ordem na bagunça estabelecida. Podem sair os indecisos, já vão tarde os insatisfeitos.

Aceita um cafezinho?

Estou chamando uma turma nova que vai arrasar (ainda se usa esse termo, arrasar?). Não tem salário, não tem gorjeta: ganha o quanto produz. Não imponho horário e não me meto no ócio do colaborador. Agora é assim que chamamos: colaborador. Depois dos 29, tempo é uma coisa pessoal e intransferível. Tome conta do seu.

Não temos mesa, caneta, papel. E não quero ninguém aqui; é cada qual na sua casa, no seu laptop, recebo o resultado por transmissão de dados (compactados, de preferência). Depois dos 29 a gente economiza espaço, barulho e lavabo.

Esse tal metabolismo, com seus vícios corporativos, deixou uns buracos aparecerem meio de última hora nas planilhas. Fiquei eu com o “aspecto casca de laranja” e uma fita métrica com mania de grandeza a me cercar de números que, por mais que me demore em cálculos, não consigo compreender. Deve ser a inflação.

O rapaz de TI (Tecnologia da Informação) acaba de me informar num torpedo que é assim mesmo, citando sua mãe e sua tia como exemplos bem sucedidos de força de vontade e determinação.

Por Cristo! – e eu lá tenho idade para ser mãe de algum rapaz de TI?? Esse moleque que não aponte o seu boné aqui perto, ou não respondo por mim. Deve ter digitado “balzaquiana desesperada” em algum mecanismo de busca e me apareceu com esse consolo pior que a encomenda; um dos principais problemas desse contexto moderno é justamente a falta de contexto.

Depois dos 29, se não tiver contexto a gente nem tira as pantufas.

Já disse, não há de ser nada. Li outro dia numa capa de revista: a vida começa aos 50. Quando eu chegar lá, presumo que comece ainda mais tarde, de modo que vou ensaiando como posso - demitindo uns vícios aqui, escalando uns bons hábitos ali, ajustando a carga no tríceps, quadríceps... Um vinhozinho de vez em quando, que ninguém é de ferro.

Depois dos 29, o bom é que a gente já tem confiança para ensaiar em público – se a ocasião permitir, inclusive de pantufas.

26 julho 2008

Sweet home



O Rio poderia parar em agosto, voltar a maio e ficar repetindo esse pedacinho.

25 julho 2008

Meu mestre, o Word

Estou revisando um texto que diz: "...o Egito secreto visto pela imaginação iluminista..."

E o Word me corrige: "... O Egito secreto VESTE..."

Ufa! Se não fosse a revisão ortográfica do Word... essa foi por pouco, hein?

22 julho 2008

Invadiram a minha conta no Orkut, não sei com que finalidade. No lugar do meu nome apareceu uma palavra ilegível e, onde havia foto, puseram um bilhete assim: "tirei a foto porque o assédio era demais!".

Rá-rá.

Fiquei P* da vida e deletei a conta, claro. Perdi contato, de uma só tacada, com sei lá quantos amigos e conhecidos.

A vocês: desculpem!

Sou tão ignorante nesses assuntos que não sei se fizeram/fazem isso por algum prazer pessoal, ou se tenho inimigos ocultos na web, ou se é um robô que chupa a senha dos outros e depois, lá pela meia-noite, vai invadir a conta corrente para roubar meus dólares (pobrezinho). Não sei mesmo.

Por via das dúvidas, troquei todas as senhas da minha vida e já transferi os dólares para uma conta na Suíça. É questão de tempo, eu sei, daqui a pouco vai aparecer minha silhueta num quadradinho e os longos telefonemas (fazendo tricô com a minha mãe) no Jornal Nacional, um bafafá hiperbem-vindo que transformará de vez meu anonimato em passado perfeitamente deletável.

Não vejo a hora. Estava mesmo me sentindo muito rejeitada por nunca terem invadido minha conta no Orkut. Pega nem bem, né?

18 julho 2008

Culinária na TV
Temos mesmo que suspirar por aqueles rapazes que apresentam os programas de culinária na TV, certo? Se entendi direito, os ângulos, olhares, toques e retoques, a trilha sonora e até os palmitos e cogumelos e azeites são calculados para nos fisgar a nós, mulheres modernas e descoladas, que amamos ver um homem arrasando na cozinha. É isso? E as sobrancelhas. E aqueles cabelinhos espetados. E os gestos displicentemente calculados.

Me diz uma coisa e eu prometo não importunar mais com esse assunto: é uma espécie de punição diabólica por termos abarrotado os estádios quando tinha show dos Menudos?

Justíssimo!

16 julho 2008

Janelas

A tecnologia é mais ou menos como o exercício físico.

Se você acha que está fazendo tudo com facilidade é porque tem algo errado.
Se você acha que está com dificuldades demais é porque tem algo errado.

Se você consegue fazer tudo com facilidades e dificuldades moderadas, e pensa finalmente que está se dando bem, ô, coitado! Logo inventam alguma coisa que torna o seu processo – já confiável e corriqueiro – uma verdadeira gafe: ora, pois o certo agora é... blá blá blá, preencher com qualquer informação que deu na última revista do último congresso do último QRGEUSBAVY - ou qualquer outra sigla dessas que deixam as pessoas com cara, jeito, cor e futuro tão agradável quanto uma senha de banco. Como diria o slogan: nem parece pessoa.

Passei cerca de quatro horas apanhando do sr. Windows, e volto a confirmar por que ele leva esse nome. Porque a gente, cedo ou tarde, vai querer se atirar.

PS: Não me levem a sério, estou nos cascos. Pfff!

23 junho 2008

Cássia Eller

Que feio, faz quase um mês que não publico nada aqui!

Então que resolvi vir me desculpar com um vídeo do You Tube.

Eu não era a maior fã da Cássia Eller, embora reconhecesse nela qualidades que há muito esperávamos numa cantora brasileira, e depois que ela morreu tampouco apareceram noutra.

Hoje, buscando repertórios pela web, topei com essa interpretação dela para "Non, je ne regrette rien" (conhecida na voz de Edith Piaf). Já conhecia, mas fiquei boquiaberta outra vez.

26 maio 2008

Zero

Um dia ainda vão inventar uma esteira de academia assim tão perfeita. Com essa vista, a brisa e a luz de maio, impossível não manter a forma.

Podia até se chamar Pão de Açúcar Zero Açúcar.
Hoho.

19 maio 2008

O maluco e a TPM


Maluco passeando com cachorro me aborda no sinal de pedestres.

- É muito carro, amiga. Muito carro!

Concordo, com um discreto movimento de cabeça, para que o maluco não grude em mim. Mas maluco que é maluco cola, adere, fixa. Concorde-se com ele ou não.

- E o pior é que a gente respira essa merda toda.

- É...

- Você não sente, não?

- A poluição? Sinto.

- É merda! Merda pura. Pura merda. Sente não?

E fungava, como querendo me ensinar a sentir a merda que de certo redundava no ar (?), ou, pior, como se me acusasse de ser insensível ao cheiro óbvio da bosta!

Algumas ponderações:

1. Os malucos levam comentários nos bolsos e distribuem – feito filipetas - às mulheres com cara de quem pode vir a se interessar por seus produtos e serviços. Tipo encanador, eletricista. Um dia eu posso acordar precisando de um doido com cachorro para me lembrar que a merda existe e está por toda parte.

Pouco provável, já que temos a TPM para isso.

2. Os malucos, bem como seus cães, possuem um faro apurado para mulheres nas quais podem despejar seus comentários cretinos sobre a merda do mundo – sem sofrerem prejuízo físico ou dano moral. Ou seja, tenho cara de quem vai ouvi-los e ficar calada concordando.

Até que um deles me pegue na TPM, claro.

3. Os malucos, seus irmãos e seus cães (no caso de haver como diferenciar uns dos outros) abordam mulheres no meio da rua porque suas mães estão ocupadas demais exercendo atividades escusas.

Acho que agora acertei na mosca. E por falar nisso, estou na TPM.

11 maio 2008

Viagens Musicais

Não tem viagem que parece um filme? Imagina com a trilha sonora ao vivo.

Daniel Barenboim e a Staatskapelle Berlin em Buenos Aires. Tango, boas conversas e comidas, vinhos argentinos...

O melhor de Buenos Aires. E do resto do mundo.

08 maio 2008

Mais um leque

A travesti que esteve (ou não esteve, ou meio esteve) com o Ronaldo vai escrever um livro. Parece que vai ser sobre a história da sua vida desde que era um menino humilde em São Paulo, etc.

Frase dela no jornal: "Já peguei de tudo. Anônimos, famosos, gente que freqüenta as páginas de jornais. É um leque."

Perfeito, um leque. Só serve para fazer vento. Nosso país está coberto de leques.
Roubar, não roubar

Pois eu tinha mesmo lido numa revista (acho que Vogue) sobre esse tal faseolamina - que, segundo consta, diminui a absorção de amido no corpitcho. No início eu sempre acho estranho, parece "truque" para roubar no jogo, não me inspira.

Querendo emagrecer, o caminho é manjado: esporte e boa alimentação. (Tenho uma amiga que transformou a prática de exercícios - e novos exercícios - em mania, cada vez aparece com uma novidade e garante que é o ideal para combater o tédio que assola, por exemplo, os paraquedistas que não agüentam mais paraquedar-se. Muy bien, agora ela achou de se aprofundar, se é que assim se pode dizer, nesse tal de kitesurf da vida.)

Eu vou mais devagar, meio a cavalo mesmo, que o santo é de barro. A verdade é que não acho mais tão escalafobéticas essas substâncias - não que ouse provar delas, mas espio de longe e, um dia, quando o futuro mostrar que comer geléia no café da manhã dá no mesmo que ouvir disco em vitrola, vai que encaro um shake ou dois, uma pílula, pozinho...

Farelo já ando comendo, do integral.

Quanto aos esportes radicais o buraco é mais embaixo - e eu, do circo, prefiro continuar sendo o palhaço. E ainda assim me atrapalho com aqueles sapatos.

06 maio 2008

Fazendo teste no blog, às onze e meia da noite.
Vamos que dê certo. Vamos.

25 abril 2008

Gosto de imaginar que a gente viaja não é para conhecer lugares, mas para se conhecer em outros lugares. Que temos pedaços nossos espalhados pelo mundo - sorrisos, comoções, até novos planos, inspirações, amores e outras coisas inconfessáveis - e que vamos buscando, ao longo da vida, enquanto tivermos chance.

Não, não vamos só buscando. Vamos deixando uns pedaços também.

PEDAÇOS

Em Salzburg, nevei um bocado







03 março 2008

No meu blog de mãe

Diquinhas sobre como e onde comprar roupas de bebê baratinhas. Expo bebê e gestante e roupinhas de bebê baratas.