27 abril 2007

Gordômetro

Aqui você pode calcular o seu IMC (Índice de Massa Corpórea) e saber a quantas anda a saúde dos seus pneus. Dica: separe cm e gr por vírgulas.

Pode ser útil, mas eu acho essa medida meio tosca. Por exemplo, vale a mesma para homens e mulheres. Não é estranho?

O outro defeito é que não leva em conta a massa muscular – como sabemos, músculo pesa mais que gordura. Como ficam os marombados?

Para fins estéticos eu também acho o que o método não funciona. No meu caso, poderia pesar 73kg (para a minha altura – 1,71), que receberia como resultado: “Parabéns! Você está em seu peso ideal. Cuidar de seu peso é cuidar de seu corpo e sua mente... Mantenha-se assim para obter vida longa e saudável!”

Hum. Acontece que com 73kg eu fico uma bolota!

Enfim, não sei por que eu estou passando esse link. Na falta do que fazer, vale muito a pena. Ou não.

26 abril 2007

Lara estréia no You Tube!



... morrendo de sono.

PS: Pai! Tem que clicar em cima da imagem e ligar as caixinhas de som!!!

25 abril 2007



Chupam gilete
Bebem xampu
Ateiam fogo
No quarteirão
Porém, que coisa
Que coisa louca
Que coisa linda
Que os filhos são!

Trecho (final) do Poema Enjoadinho – Vinícius de Morais
Zzzzzuuuuummm!

Os dias passam assim: café da manhã, amamentar, e quando vejo é meia-noite. Rápidorápidorápido.

Ela vem ganhando bochechas, não há quem não repare. Rápidorápidorápido.

Alguém esbarrou na tecla fast forward!

20 abril 2007

Três palavras





THANK YOU, CEGONHA!!!!!!!!!!!!!!!!

19 abril 2007

Sorriu

Outro dia ela sorriu de verdade.
E não era pum!
Sorriu – e, desde então, vem sorrindo diariamente.

Brincamos com o queixinho – sorri.
Apertamos as bochechinhas – sorri.
Pegamos o narizinho – sorri.
Sorrimos – sorri.

Querendo mamar, não. Fazendo cocô, nem pensar.
Morrendo de sono, jamais!

No mais,
sorri quando está em paz.
Pensamos mesmo em comprar um apartamento por lá.

17 abril 2007

Reflexão

Se não víssemos as impossibilidades, será que elas existiriam?

2 meses

Fomos levá-la ao pediatra. Está ótima – cresceu e engordou um bocado, aliás, o dobro do esperado. Do pediatra, animadíssimo:

- Noooooossa! Mas esse leite é holandês, hein??!!

Sei, quis elogiar. Mas eu me sinto assim, meio... muuu.

Leite paterno?

Existe uma coisa chamada ordenha manual do leite materno. Primeira vez que ouvi falar, ainda grávida, levei um susto. Ordenhar-me? Jura? Mas, com o passar do tempo, os filhos vão crescendo (a minha já está com dois meses e quase 5kg,ainda ontem era uma garotinha!) e a gente vai perdendo as frescuras. Dia desses tomei coragem.

A mamadeira me olhava, vazia. Eu olhava de volta, cheia de leite e dúvida. Não há de ser complicado, é só mirar bem certinho e espremer daqui, nem vai doer – eu me dizia, mas não me acreditava muito.

Não vou descrever o processo, claro, mas o fato é que não tem nada de mais. Basta dizer que funciona; demora um bocado, mas dá certo.

Congelamos o meu leite – olha que moderno! – e deixamos, dias depois, a pequena e seus pertences com a vovó. Iríamos passear, e demoraríamos. Vovó daria a mamadeira.

Jantamos fora e tudo. Melhor dizendo: jantamos fora e foi tudo. Voltei correndo a tempo de amamentar sem intermediários.

Mas o papai foi mais esperto e pegou primeiro o lugar na poltrona de amamentação. Deu-lhe a mamadeira – que ela traçou em dois tempos, sem a menor dificuldade -, fez arrotar, trocou as fraldas, embrulhou na manta e pôs para dormir.

Quando dei por mim, o gol já estava mais que consumado. Esse mundo está virado mesmo. Mamãe, outrora insubstituível, dessa vez dormiu no banco.

Lipo

Saiu uma notinha no jornal sobre a tal “lipo sem dor”. Que a Xuxa e a Deborah Secco teriam feito. Hum.

E a nós, pobres mortais, cabe que tipo de providência mesmo?

06 abril 2007

Meus arquivos

A Cláudia e a Anlene perguntam onde podem ler meus escritos mais antigos... Envergonhada, respondo: não sei onde foram parar meus arquivos!

Desde que fiz a transição do meu blog para o "Novo Blogger", eles sumiram. Por favor, blogueiros de plantão: me ajudem!

Obrigada, beijos.

05 abril 2007

Todo mundo tem problemas (só a bailarina que não tem)

Agora que sou mãe, tenho pensado muito na seguinte solução: um problema de cada vez.

Problemas entram na nossa vida todos os dias. Se a gente não puser uma certa ordem, eles mesmos tratam de organizar a fila. Como não se respeitam, não escutam e têm pavio curto, o que se dá é um festival de cotovelos problemáticos espetando-se uns aos outros na ânsia por atendimento (farinha pouca, meu pirão primeiro).

Tô fora. Meus problemas, a partir de agora, vão ter que tirar fichinha no balcão. Ser mãe é estabelecer prioridades e agir com bom senso. Se um deles se julgar de caráter urgente urgentíssimo, sinto muito. O problema é do problema.

E tem mais, não estou com tempo para choramingo de problema. O primeiro que fizer manha vai para o fim da fila! (Não se dá colo a problema; eles viciam e depois acabam com a coluna da gente). Deixa berrando.

Idosos, é claro, têm atendimento preferencial: ora, problema antigo é caso para analista, e com isso não se brinca. Problemas gestantes também podem passar na frente - se demorar muito, correm o risco de parir outro probleminha ali mesmo.

E já imaginou se forem gêmeos??

Afora as exceções mencionadas, os demais problemas vão se acostumando: enquanto estiverem morando dentro da minha casa, VAI SER DO MEU JEITO! E aqueles que fizerem birra vão ficar um mês sem solução.

Acreditem, vai doer mais em mim.

02 abril 2007

Dieta da lactante

Vim bufar on line, reclamar da vida. Imaginem que passei os nove meses da gestação controlando a alimentação para engordar o mínimo necessário – e consegui, só 8,7kg! Depois que a Lara nasceu, quando pensei que poderia voltar à vida normal, veio o pediatra com a bendita dieta da amamentação...

Não posso comer:

- leite
- derivados do leite
- CHOCOLATE
- café
- chá preto
- gordura
- fritura
- comida japonesa
- camarão
- condimentos
- adoçante dietético (só libera o stevia)
- álcool

Olhando assim, parece até fácil. Mas não é mesmo!

Primeira dificuldade: como não como carne vermelha, sempre usei os derivados do leite como boa fonte de proteína. E a vida sem queijo é um projeto insosso, ou não é?

Pizza leva queijo. Biscoitos, bolos e sorvetes levam leite. Qualquer saladinha mais incrementada, hoje em dia, tem lá um queijinho. Sanduíche sem queijo? Impossível. Massas de salgados gostosos levam manteiga.

Pior de tudo: chocolate leva... chocolate. E não é que eu não possa comer chocolate puro. Não posso comer nada que leve chocolate! Se bobear, nem “aroma de chocolate” pode...

Qualquer sobremesa (que não seja fruta em calda, mas, convenhamos) leva leite ou algum derivado. Só escapam os doces à base de ovos. E paçoca de amendoim. É para matar. Não sei como vivem as pessoas com intolerância à lactose. As opções são realmente muito poucas!

Só levando com muito bom humor. Outro dia combinamos aqui em casa, achei ótima a opção: vamos dividir um belo queijo suíço.

Sendo que ele come o queijo e eu, os furos.

31 março 2007

Céus!!!
E os caras pararam mesmo o país.
**

Aqui no Rio está um calor in-su-por-tá-vel. Para quem gosta é o bicho. Para quem não gosta, morde.

Falar nisso, vocês viram o filme do Al Gore? Vi e gostei. Mas assusta.
**

Pilates

Minha (ex) professora de Pilates, Kamila, deixou um recadinho aqui (um beijo, querida! Saudades.) Não nos vimos desde que parei de pilatar e mudei de bairro, no oitavo mês de gravidez.

Lara já está com um mês e meio, e ainda não retomei os exercícios. O médico liberou, mas, como diria o Veríssimo – cadê tempo??

Minha coluna está cada dia pior. Faço uns alongamentos em casa, enquanto ela dorme, mas nunca é a mesma coisa. Sou militante do Pilates; é o que me permite conviver na boa com uma hérnia de disco e trabalhando no computador direto.

Agora, com uma filha que engorda 30gr. por dia, ou malho, ou me quebro!

Deveriam vender colunas novas nessas lojas infantis...

30 março 2007

Amementação

É muito divertido: às vezes o bico do seio lhe escapa da boca e ela, afobada, procura encontrar, mas acaba achando a própria mãozinha fechada – e segue sugando, decerto indignada porque não sai leite.

Reponho o devido bico na devida boca, e ela resmunga, inconformada (“grrrrrrrrsssshhhhmmmm!!!!”), como se eu estivesse atrapalhando seu trabalho. Quando finalmente percebe que ali tem leite, sossega e manda um olhar esnobe de canto de olho, tipo:

“Apesar de você, achei o que eu queria.”

Isso que ainda nem comecei a dar palpite na vida dela...

29 março 2007

Estou cheia de idéias para escrever aqui, mas o tempo é cuuuuurto!
Serei breve.

**

Visita


Pois vieram vê-la as tias. Pão-de-queijo, historinhas. Saímos com pacotões de fraldas tamanho “M” e um macaquinho que ainda vai dar muito nela.

Romance

Aí ele voltou à loja da blusa que eu elogiei na vitrine e comprou para mim. Sempre sonhei!

Choro

Chorou muito e depois chorou mais, eu quis morrer. Ave Maria, rezei e tudo. Mais tarde passou (beeeeem mais tarde), pôs as mãozinhas daquele jeito e adormeceu como um anjo – não morri, mas fui dormir no céu.

Básica

Aí eu voltei à loja (tive que trocar a blusa, olha que desagradável, não me serviu e jamais serviria). A menina que me atendeu tinha lá os seus 19 anos. E pensei: daqui já não enxergo muito bem, mas lá se vão os meus. Peguei três regatinhas básicas, tamanho único, e saí com a maior cara de básica e única.

Romance

Aí ele me disse: tem importância não, depois te compro outra bem bonita. Sempre sonhei!

News

Estou tramando mudanças para este blog. Muito em breve, agurdem!

26 março 2007

Recém-nascidas



É como se o mundo ficasse numa bandeja à parte, e a gente fosse se servindo de uma beliscada aqui, outra ali – mas o prato que está na nossa frente, aquele do sustento do dia-a-dia, é mesmo o bebê. Ou a maternidade.

Dizem sempre: “dá um trabalho danado, mas é maravilhoso”. Não é um trabalho “danado”. É um aluguel desmedido, coisa que exige total entrega. Digo isso sem a menor culpa porque é a mais pura verdade. Trabalho danado é escrever um livro. Amamentar e cuidar de um bebê é entrega. Tudo que há em você é derramado num copo, e o conteúdo é bebido (sugado) por aquela criaturazinha. Então você quer ser esperta, ou supermulher, ou seja lá o diabo da sua fantasia, e resolve se espremer um pouco para fazer sair mais algumas gotinhas – na esperança de “sobrar” um pouco.

Nada, não sobra nada. É 100% aproveitado pelo bebê, 24 horas por dia. Quanto maior você se achar, mais entrega haverá. Não sei mais o que é desperdício (de tempo ou de amor) e também não guardo nada: tudo é utilizado. E é freqüente a sensação de que preciso abastecer a despensa, senão me esvaio.

De outro lado, “maravilhoso” é um adjetivo que cabe, mas não preenche. Maravilhoso a gente usa até para um pato assado!

Quando olho para a minha filha, perco os caminhos lineares. Não existe olhar/sentir/pensar/formular/dizer. Não existe ordem, nem mesmo o processo de ordenar. É uma experiência tão direta – a mais direta que já conheci – que até me pergunto se posso chamar de experiência. Talvez seja um tipo de oxigênio ou uma canção.

Um bocejo dela me boceja inteira, um choro me chora, um sorriso involuntário me transforma em alegria da cabeça aos pés. Como é que o budismo classificaria?

Não sei se vem dela ou de mim. Vai ver que vai de cada uma, somos recém-nascidas – a pequena, experimentando as primeiras sensações; a grande, desarticulando idéias. Não me sinto andando com as pernas, é como se alguma coisa lá pela garganta me guiasse.

Em vez de tropeçar, engasgo.

21 março 2007

Total flex

Hoje eu a vesti inteira de verde. Pistache. Camiseta e bermuda, uma coisa. Pus no berço – ela já estava grogue e quase entregue – e fiquei ali fazendo “shhhh... shhhh...”, olhando aquela bolinha verde que saiu de mim. A cada “shhhh” ela fecha mais os olhinhos, geme qualquer coisa lá e enfia o nariz no travesseiro que deixamos ao lado para que não “entorte” o corpinho.

Afasto um pouco o travesseiro. Ela enfia mais o nariz. Afasto um pouco. Enfia outra vez. Afasto. Enfia. Afasto. Enfia.

Agora eu me afasto e – desisto! – fico só observando como ela vai proceder. Ela esborracha de vez o nariz no travesseiro (decerto gera sensação de aconchego) e, quando percebe que não vai dar para respirar, vira meio de ladinho e libera uma só narina.

Esperta e econômica, respira satisfeita com 50% da capacidade. Ou seja, sobrevive lindamente com um pouco de aconchego e um pouco de ar: um bebê total flex!

Demoro um pouco a compreender isso e me dói a coluna de ficar inclinada no berço: uma mãe Maria Fumaça.

16 março 2007

Spa

Tenho ido pouco à rua. Como disse o médico, ainda estou “quase” de alta. Recém fez quatro semanas da cesariana, e alta mesmo só recebo na quinta. Mal posso esperar.

Mas, enfim, outro dia fui à rua. Saí pela portaria do prédio e fui à rua. Sozinha.

Andei pelas calçadas e me vi saltitando por dois motivos. Um, a euforia. Dois, a incrível sensação de pesar pouco mais que uma pluma – Cristo, quanta diferença! Parir é o melhor spa que já inventaram. Perde-se peso com tanta eficácia e rapidez que as próprias pernas custam a crer no pouco esforço que lhes é exigido para carregar o corpo.

Para não falar no risco quase nulo de cair no efeito sanfona. Sim, recuperar o peso perdido no parto é até possível, mas requer planejamento cuidadoso e a escolha de um novo nome, ou seja, dá muito trabalho.

E o melhor de tudo: na maternidade eles na só tiram a sua barriga como também empacotam para viagem!

Eu recomendo veementemente.

12 março 2007

Teste do pezinho

Ainda agora entrei no quarto e ela dorme, serena, empacotada numa manta. Um pezinho ficou de fora.

Aí começa o dilema. Você não sabe se mexe e empurra o pezinho para dentro, ou se ficou assim porque estava mesmo quente dentro da manta. Põe a mão para sentir a temperatura – não está frio nem quente, parece temperatura de bebê. Mexo ou não mexo? Dorme tão linda; vou desmontar o sono?

Pior: desmanchar os sonhos?

E o pezinho cá embaixo, sozinho. Uma sobra no meu cuidado – cinco dedinhos zombando da minha arrogância de querer ser 100%. Embrulhei tudo, mas esqueci o pé?

Que mãe sou eu???

E ela dorme, intacta. Filha, filhota, filha minha. Perdoa a tua mãe relapsa, vai ser assim mesmo, sempre vou querer empacotar tudo certinho, mas aqui e ali vai me escapar um pé. Tentei, mas não coube. Me perdoa.

Que eu te perdôo por crescer tão rápido.

10 março 2007

Primeira vez no shopping


Primeiro passeio no shopping. Colocamos o vestidinho branco que o papai comprou – lindo! lindo! – e nos armamos dos apetrechos necessários: carrinho, bebê-conforto, canguru, fraldas, chupetas, roupinha extra, pomada contra assaduras... Lá fomos nós.

Mamãe aqui estava eufórica. Adoro um shopping e fazia exatamente um mês que não pisava num. Aliás, minhas idas à rua têm sido assim: raras. Pediatra, obstetra e pediatra. Ainda estou, como diz o médico, “quase de alta”.

Então, fomos ao Shopping Leblon (amplo e tranqüilo, seguindo as recomendações do pediatra). Dormiu no percurso. Chegando lá, acordou. Resmungou. Choramingou. Estava na hora de mamar.

O tal fraldário é coisa de primeiro mundo. Tem poltrona de amamentação, trocadores e todos os equipamentos necessários, além de duas mocinhas simpáticas, vestidas de branco, sempre prontas para ajudar (confesso, tive vontade de trazer uma delas para casa, hoho). Enfim, amamentei no shopping.

A gente faz cada coisa que nunca imaginou.

Ela fez cocô e xixi, arrotou, foi trocada, resmungou mais um pouco e dormiu de novo.

Quis mostrar algumas vitrines – filha, isso se chama li-qui-da-ção e é coisa fundamental na vida de uma mulher! -, mas ela nem tchuns. Babava, indiferente. Não deixei por menos: já que não quis comprar roupas, comprei-lhe fraldas.

E assim foi o primeiro passeio: papai e mamãe completamente bobos, exibidos, apaixonados. Alguns passantes viravam o pescoço, admirados. A alegria e o orgulho nos escorriam pelas babas, que coisinha mais linda a nossa filha, como é fofa, como é rica, como é graciosa, olha o pezinho, olha a mãozinha, olha o vestidinho, olha a orelhinha...

E ela nem bola.

Quem sabe na liquidação de inverno.

08 março 2007

Mar Morto

Acabo de ler no jornal que, sendo hoje Dia Internacional da Mulher (em coro: óóó!), devemos aproveitar para “cuidar de nós mesmas”. E a primeira sugestão é fazer uma esfoliação à base de sal do Mar Morto.

Sal do Mar Morto. É mole?

Essa cultura do “cuidar de si mesma” está enchendo um pouco o meu – perdão pelo termo masculino - saquinho. Não sei se é porque, no momento, estou muito dedicada a cuidar de um pedacinho de “mim mesma” que, há pouco mais de 20 dias, habitava a mim-mesma-barriga. De qualquer modo, me parece enfadonha a idéia de que ficar melecando a cara com as novas tendências da cosmética seja assim, uau!, um presente tão supimpa a mim-mesma TODAS AS VEZES em que pretendo me sentir homenageada.

Não sei do mim-mesma de vocês, mas a mim-mesma soa mesmice pura. Será que não há nada mais inteligente ou interessante para sugerir como mimo para myself? Pomba.

Sal do Mar Morto!

Mim-mesma agradece, mas eu gostaria de receber a minha parte em $$$. Mim-mesma pode não ter lá uma pele de oceano (!!??), mas garante que sabe direitinho onde gastar. Hoho.

07 março 2007

Impotente

A vida está muito corrida, desculpem a falta de organização no texto, escrevo enquanto ela finge que dorme (eu também finjo que escrevo), daqui a pouco vai resmungar de lá, calma que mamãe já vai, resmungará mais, calma! calma!, fará um silêncio tão doce quanto breve, escrevo mais um pouco, fico me iludindo – agora ela dormiu de vez, benzadeus! –, que nada, resmunga e agora chora, chora curtinho, depois chora médio, depois chora alto e compriiiiiido, deixo o que estou fazendo e vou ver se faz careta e puxa as perninhas (cólica, gases), se está só agitada, se é calor, se é frio, se balança os braços no ar e se assusta com os próprios movimentos, se...

Enfim. Muitas vezes ela faz tudo isso ao mesmo tempo.

Eu balanço, consolo, acarinho, aliso, massageio, abraço, beijo, ajeito, troco, visto, enrolo, sacudo, embalo e já estou quase carimbando e enviando por Sedex à minha mãe quando ela, enfim, silencia e cai exausta, entregue à mais invejável paz.

Mas deixa bem claro que foi porque ELA quis.