16 agosto 2003

And the Oscar goes to...


Para mim, o destaque dos fatos da semana que passou vai para a galinha preta que atiraram na prefeita Marta Suplicy.

Aliás, minto: destaque mesmo vai para o ministro que saiu em “defesa” da prefeita e declarou, indignado, que atirar galinha em mulher seria o mesmo que atirar veado em homem.

Enquanto a imprensa fazia da frase do ministro um bordão preconceituoso e politicamente incorreto, eu me divertia ainda mais com o outro lado da gafe: o estudante que atirou a galinha preta não estava querendo chamar a prefeita de “galinha” – como, afinal, sugeriu o ministro. A metáfora era outra, e ficou clara no seu protesto auto-explicativo:

- Com essa prefeitura, só despacho mesmo!

Portanto, o ministro conseguiu, numa só frase, chamar a prefeita de galinha e xingar os gays. Não é maravilhoso?

Tenho verdadeiro fascínio por essas pérolas da saiajustice, onde o infeliz consegue reunir, numa só frase indevida, um conteúdo invejável de informações inconvenientes. Não contente, nosso herói ainda tem o talento de despejar sua preciosa obra justamente no momento mais desapropriado.

Pronto! Tem-se o famoso - “perdeu uma boa oportunidade de ficar quieto...”, mas aí já é tarde; o Oscar de melhor ator coadjuvante já é dele e ninguém tasca.

13 agosto 2003

Cupom fiscal


0,985kg banana prata – 1,95
1 coca cola light 600ml – 0,98
1 pão de soja light – 3,29
1 Nescau light – 5,93
1 creme dental Colgate – 2,03
1 seleta cenoura/beterraba – 2,89
1 bebida Ades maçã – 2,85
1 condicionador Elseve – 5,98
1 cera Bravo p/ ardósia – 6,25
1 amaciante Comfort – 4,89
1 desinfetante Pinho Sol – 1,79
1 lustra móveis Poliform – 2,35
1 lava louça Gel Care – 2,57
1 Omo multi ação – 5,49
2 pasta nova onda – 7,58
1 papel ex white A4 – 13,90

Total: R$ 70,72

Setenta reais, assim, num tapa.
Setenta. Pode fazer o cálculo aí.
É mole?

10 agosto 2003

Preguiça, 1


Estou com uma preguiça homérica de gente que não escuta. Gente que, quando você diz “estou com uma dúvida, não sei se compro uma bicicleta ou...”, a pessoa emenda:

- Menina, eu já tive essa mesma dúvida!
- Mas eu nem disse qual é a dúvida, eu estava dizendo, e você...
- Isso! Isso mesmo. Imagina que eu, há dois anos, não sabia se comprava uma moto – foi moto que você disse, né? – ou se ia passar uma semana no nordeste com o meu então namorado, o Guto, lembra que te contei do Guto, aquele que tinha mania de comer sorvete com batata frita?
- Sim, lembro, mas eu dizia da minha dúvida...
- Calma, que eu já chego lá!! Esse teu ascendente em escorpião te tira toda a paciência, hein? Tem que trabalhar isso...

Bom, antes de “chegar lá”, ela passa pelo norte, nordeste, e vem descendo, de ônibus, com paradas estratégicas e detalhadas nos mais variados talentos do Guto, incluindo os emocionais, os artísticos, os sexuais, os uis, os ais... enfim, tudo.

De saco cheio. De saco bem cheio!



Preguiça, 2


Chuva fina e insistente no Rio de Janeiro de agosto de sempre.
Estou com preguiça da rua, das filas, do trânsito, das calçadas, dos ônibus imundos e das vans apertadas, do barro nos sapatos, da pressa das pessoas, das sacolas de supermercado, dos taxistas mal educados, das esquinas mal projetadas, dos sinais caolhos, das placas tortas, das folhas mortas, dos espirros, e – sobretudo - das canções que me dão saudade dos outros, injusta e covardemente.



Preguiça, 3


Meu irmão, aboletado no sofá:

- Leva esses pratos e o doce-de-leite daqui, e me traz uma coca? E senta logo, senão te peço mais coisa.

(Nada como uma vida e/ou uma banda em comum para tornar as pessoas leais e solidárias).

08 agosto 2003

Buáááááááááá!

Filme: Um amor para recordar (A walk to remember).
Vejam!
(Do tipo teen-romântico-drama, bem como eu gosto...).


Caratê & cyber-coisas

Sonhei com o meu professor de caratê, que me dava aulas há uns 10 anos. Eu assistia a umas aulas dele, no sonho, e pedia que me indicasse uma escola legal aqui no Rio de Janeiro:

- Professor, estou totalmente perdida. Quero voltar a treinar, mas não acho uma escola decente lá perto do meu bairro no Rio. Por isso, vim até aqui. Para que o senhor me indicasse alguma academia.

E ele:

- Sim, vou te dar os contatos. Me dá teu número de ICQ, que eu te mando as melhores academias e os melhores professores.

Eu, com cara de tacho:

- Mas... ICQ? Então eu não precisaria ter vindo ao RS só para isso?

- Claro que não!

Moral da história: o sonho não acompanha os avanços tecnológicos.

Moral da história, II: estou pensando em como vou me virar, neste calor, para vestir um kimono e voltar a praticar caratê. Não se deve contrariar o subconsciente...

05 agosto 2003

Agradeço e repasso

Em primeiro lugar, gostaria de agradecer aos elogios que aqui apareceram sobre o novo visual do meu blog. E, aproveitando que eu nada tenho com esta criação (a não ser a sugestão da cor), repasso os louros a quem de direito: Melissa Mattos, webmaster do site dos Engenheiros do Hawaii - tem um link ali do lado, confiram.



Sotaque

Eu ontem conheci um gaúcho que mora há 20 anos aqui no Rio de Janeiro, e ainda fala tchê e pila, ao que concluo: meu sotaque ainda tem, no mínimo, 15 anos de prazo de validade.
Ufa.



Falando nisso

Maldadezinha que rola na internet, mas eu vi numa coluna do Globo:

Sabe a diferença entre sonho e pesadelo?

Sonho: um churrasco numa praia do nordeste, feito por gaúchos, organizado por paulistas e animado por cariocas.
Pesadelo: um churrasco numa praia do RS, feito por nordestinos, organizado por cariocas e animado por paulistas.



Tema de novela

Coisa mais fofa aquela musiquinha “Vivir sin aire”, do Maná, que é tema do casal de lésbicas em Mulheres Apaixonadas... peguei as cifras, mas eu cantando não tem a mínima graça.

Há músicas que são como massagem: não tem graça fazer em você mesmo.



Falando nisso II

E, por falar em massagem, aquele vocalista do Maná... xá pra lá.

03 agosto 2003

Domingo com Nana, flores, Vó Maria e blog de roupa nova



Abri a porta de vidro que separa a minha sala com piso verde (ardósia) da minha varanda, e está entrando um ventinho abençoado. Estou ouvindo um CD de mantras do Tomaz Lima, que é uma delícia. Acabei de tomar um cappuccino quentinho, que é outra delícia.

As flores que ganhei de uma amiga, dessas que vêm plantadas num vasinho (as flores, não as amigas), estão se abrindo, cada vez mais bonitas. Não tenho o costume de ter flores em casa; estou completamente apatetada, maravilhada com o fato delas crescerem tão bonitas, assim, sem pedir nada em troca.

Tenho conversado muito com as flores, mas sempre com muito respeito, e – sobretudo – medo de que alguém me pegue num tricozinho básico com um vegetal. Por isso, trato-as ainda com uma formalidade talvez desnecessária, porque assim fico mais tranqüila: se alguém me flagrar, vai ver que não temos lá muita intimidade, o que pode aliviar a má impressão. Ou será que não?

Hoje vi uma coisa bonita na TV, e olha que é domingo, e olha que foi em canal aberto: aquela senhora, a Nana Caimmy, ela me emociona tanto! Estava lá, sentadinha, cantando aquelas canções lindas, com aquela voz linda e o olhar de quem vê alguma coisa que a gente não vê. Nunca a vi pessoalmente, mas tenho impressão de que deve ser muito bom deitar no colo dela, conforme eu fazia com minha avó.

Por falar em avó – por Deus, como eu me estendo! -, minha doce e divertida vó Maria me surpreendeu hoje, ao me telefonar “só para ouvir a minha voz”, mas acabou cantando uma musiquinha que eu cantava quando criança - que ela lembrara outro dia, por acaso. Não nos falávamos desde o início de janeiro, e ela me faz um interurbano desses, só para me alegrar, colorir e perfumar ainda mais este domingo.

Engraçado, depois eu vi a Nana Caimmy na TV, que sempre me lembrou a vó Maria – até porque as duas cantam lindamente.

Nossa, como estou emotiva hoje! Meu ascendente em câncer me prega essas peças, de tempos em tempos. Até que eu recoloque os cavalos na frente outra vez (sagitário), é essa confusão de ver flores nas pessoas e pessoas nas flores, etc.

Não bastasse isso, acordo e dou de cara com esse design novo do meu blog, que me deixou completamente apaixonada e agradecida. Mais um presente de amiga, mais uma flor de amiga, dessas que ser abrem num gesto generoso e desinteressado, sem pedir absolutamente nada em troca.

Não sei se fui clara, então vou explicar:

estou feliz.
Mudando de ASS - unto

(Vocês vão entender meu trocadilho bilíngüe assim que lerem o post abaixo - que aqui no blog os últimos serão os primeiros).

Quanto à imagem do meu blog, estamos mesmo em manutenção. Minha personal-web-designer - o termo é “ótimo”, admiro que ela ainda não me veio reclamar – está ali, tratando de recriar o lay out, e já volta. Aguardemos em branco e preto, portanto, como nos convém.


Rock’n roll na... bunda?



Capa do Segundo Caderno do Globo de hoje: “Meninas más destronam as ‘boy bands’”.

“Cantoras com atitude roqueira acabam com reinado dos grupos de rapazes dançantes”.

E uma foto da Christina Aguilera, literalmente com a bunda de fora, com a seguinte legenda: Christina Aguilera abusa da provocação e tenta se adaptar ao novo perfil do pop adolescente.

Desculpe o clichê, mas... fala sério, né?!

Atitude roqueira era a Cássia Eller, completamente fora de forma, mostrando o peito caído em pleno carnaval na Bahia (terra do ACM!). Terrível, esteticamente. Chocante, hilário, totalmente indecente; leia-se como quiser, não importa: foi a coisa mais divertida e significativa que aconteceu naquele carnaval de tchans malhados e refrões previsíveis.

A bundinha empinada da Aguilera, convenhamos, é puro glacê. Gostoso e (não duvido) até cheiroso, mas ainda um material glúteo – que, via de regra, todo mundo tem, e não há nada de artístico-cultural-simbólico-de-atitude nisso.

Logo abaixo, uma foto sensual da Kelly Key:

“Kelly Key surge como a anti-Sandy: mais para mulherão do que para menina casta”.

Cantando ADOLETA?

As coisas estão mesmo estranhas; e eu, a cada dia, entendo menos.

29 julho 2003

Sumida, eeeu?

Sorry; fiquei sem internet uns dias, e a internet ficou sem mim outros. Deu nesse abandono vergonhoso a que submeti meu blog e meus amigos visitantes.

Mas vamos falar de coisas boas, a começar pelas verdades.

Babem, meninas: sabem quem eu vi sábado? Rodrigo Santoro! Lin-do!
E Marcelo Serrado, para quem gosta, estava junto.
E também aquele outro gatinho que era namorado da Tiazinha, um cabeludinho com cara de anjo (para namorar a Tiazinha, só pode ser... deixa pra lá).

Os três estavam fazendo meditação no mesmo templo em que minha amiga e eu nos encontrávamos, zenzíssimas, a entoar mantras indianos. Não vimos o trio-tentação antes da prática. Comentário dela, depois que saímos:

- Pô, ainda bem que a gente não viu esses caras lá dentro antes... já pensou, meditar com esses três pecados puxando a nossa energia para o mundano???

Minha filha, e ponha mundano naquilo...

Passamos bem em frente deles, e nos abaixamos para pegar nossos sapatinhos que ficaram ali na entrada do templo. Nem bola pra eles. Viemos calçar os sapatos, dêem licença. Somos espiritualistas, não somos? Vamos calçar os sapatos, e vamos embora. Nem tchuns.

Andei três quadras, e notei que tinha calçado o esquerdo no direito e o direito no esquerdo.

Tudo bem, o estrago poderia ter sido bem maior, a julgar pelo tamanho do bofe.

23 julho 2003

20 julho 2003

F ú t e i s

Não me levem a mal, mas eu sou elegantérrima...

19 julho 2003

(A)nexo


Sábado. Roupas na máquina. Incenso. DVD emprestado (do Yes). Um pedaço do salário na conta. Um pouco de comida caseira de restaurante. Um dia quente, depois do frio prometido - e não cumprido.

Comecei a ouvir algumas músicas que me trouxeram lembranças de um tempo que nem sei se existiu. Momentos rápidos e intensos, daqueles que entram para os “Top 10” da vida, furando a fila, matando de tédio e de vergonha o dia-a-dia desperdiçado, em branco, passado e batido. Como a gente gosta de desdenhar... O dia-a-dia despetalado.

15 julho 2003

Imagem

Estou com problemas de imagem no blog, como vocês já perceberam. Na verdade, não entendo patavina disto aqui, e a minha personal-web-designer anda atarefada, mas me disse que dará um jeito assim que puder. E, convenhamos, eu também ando tão enrolada, que tenho sido relapsa com os escritos... assim, estamos todos em sintonia, o que parece até bom, vendo por esse lado!


Vendo por aquele lado

Por falar em ver as coisas por um lado e outro, recebi um e-mail muito gentil e sóbrio, de um amigo do Alex Cohen, e resolvi postar aqui – com a devida autorização do autor, claro. Com vocês, Aluisio Barretto:

“Olá...
Meu nome é Aluisio e vi o que vc escreveu sobre o Alex Cohen no Faustão.....
Sou amigo particular do Alex e queria te contar algumas coisas.....
Todos nós sabemos que o Faustão é um chato por natureza....que não deixa os "convidados" fazerem nada do planejado inicialmente.....e sabemos tb que para alcançar um número maior de pessoas, os artistas têm que passar por isso e por esses programas.....e foi o que aconteceu....estava planejado uma coisa e na hora ele só ficou pedindo músicas que o auditório conhecia....mas...o que podemos fazer né?!?!
Se um dia você tiver chance de escutar o CD do Alex vai ver que tem apenas 5 regravações e o restante é música de composição própria e de muita qualidade....para quem gosta do estilo pop-romântico.....
Essa estória das "mais pedidas" eu acredito que o Alex não venha a fazer num futuro próximo, pois o sonho dele é ver a sua própria música cantada pela platéia...coisa que já está acontecendo em alguns lugares do RJ e SP......

Grande abraço,
Aluisio de Mello Barretto”



Primos

Minha mãe fez uma festa de aniversário e juntou a família toda. Contou que meus primos estão enormes e bonitões; o Diego está na faculdade, e o Fabiano já está terminando o colegial. Contei ao meu irmão.

- Faculdade??? Mas ele não tinha oito anos ainda outro dia??????

Tinha. Tinha mesmo. Suspirei fundo. Olhei-me no espelho, arranquei um fio de cabelo branco, e me senti meio velha. Aí, pensei num modo de fazer meu irmão se sentir ainda mais velho. E lembrei:

- É, daqui a pouco a Ana Paula (filha dele, hoje com 10) faz quinze anos, e aí...
- ELA QUE FAÇA UMA COISA DESSAS COMIGO, PARA VER!!! (Cara de susto. Constatação do óbvio. Ruga no meio da testa).

Hehe, doce vingança.

07 julho 2003

Paulinho num pulinho


O Altas Horas desse sábado era em homenagem à teledramaturgia. Lá foi o João Bosco, tocar suas músicas que foram temas de novela. Muito bom, como sempre.

Depois, entrou o – sempre tímido e encantador – Paulinho da Viola, que sentou no banquinho, tocou “Pecado Capital”, arranhou mais um refrão ou outro, e foi embora num pulinho. Só porque não tinha mais temas de novela para tocar.

Ah, francamente! Que desperdício de Paulinho...


Coldplay

Tinha um CD do Coldplay, presente não sei de quem, rolando de um lado a outro pelo nosso bagunçado carro. Nunca tive lá muita curiosidade de ouvir, mas confesso que me sentia um pouco envergonhada por não conhecer o tal Coldplay, tão citado, tão badalado no mundinho “não sou pop, sou cult”, ou “não sorria, você está sendo filmado”.

Quando o trânsito engarrafou na São Clemente (cada dia pior!), coloquei o disco para ouvir. Definitivamente, não tenho mais paciência para essas bandas em que o vocalista canta como se estivesse à beira do suicídio - alguns estão mesmo, e outros até foram bem sucedidos na iniciativa; ou mal sucedidos, depende do ponto de vista.

Gente, que choradeira é aquela?

Antes de entrar no túnel Zuzu Angel – depois de já ter passado todas as faixas adiante, à espera de um milagre que não veio -, coloquei a Alanis para gritar no meu ouvido. Pelo menos ela canta acordada!



Depois das coletâneas, apenas refrões


Vai chegar o dia, e não demora, em que as grandes gravadoras vão sugerir (com a sutileza que lhes convém) que os grandes artistas gravem, não coletâneas de sucessos, mas coletâneas de refrões de sucessos.

Tempo é dinheiro, e ambos andam cada vez mais escassos. Hoje em dia, música ideal de trabalho não passa de dois minutos (Renato Russo estaria em maus lençóis), ou o pessoal da rádio já manda a tesoura, e não quer nem saber quem é o pai da criança.

Ouvi dizer que um novo cantor bem sucedido, carioca, chamado Alex Cohen, iria aparecer ontem no Faustão. Cansei de ver o nome dele nos jornais e nos outdoors da cidade, mas nunca tinha ouvido o trabalho. Liguei no Faustão.

Contratado pela Som Livre, Alex está lançando o seu primeiro CD. E vai lançar o segundo, em breve, com o título “As Mais Pedidas da Noite” (ou algo assim). O repertório será montado com base numa “pesquisa”: depois de tocar “10 anos na noite” - como gritava Fausto Silva de dois em dois minutos -, o cantor selecionou as canções que mais dão IBOPE nos bailes da vida, e vai mandar bala.

Ontem, no domingão, Alex Cohen, talvez sem querer, dava uma palhinha do que eu, a profeta do apocalipse, modestamente prevejo para o mercado fonográfico brasileiro: cantava, das canções mais-mais-mais (pedidas, manjadas, repetidas), apenas os refrões.
Entre aplausos acalorados da platéia e gritos de “lindo! Gostoso!”, o cantor se esbaforia numa ginástica comovente, entre um instrumento e outro, mais microfone, a entoar os pedacinhos mais conhecidos dos mais conhecidos hits.

Imagine uma galinha viva, saltitante. Agora, imagine um nuggets de frango, seco e frito.
A galinha é a nossa amada música.
O nuggets é que o estão querendo fazer com ela.

04 julho 2003

Mãe.com X Mãe.sem


Minha mãe está sem computador. E eu fico aqui, esperando e-mails, como uma boba. Já me acostumei a ser uma e-filha, desde o tempo em que minha mãe tornou-se também uma e-mãe. Agora, isso.

Morar longe da família é uma merda, sim. Mas, filha que tem relação cem por cento com a mãe, é pior ainda. Eu poderia dizer que me vi livre do policiamento dela, aos 20 anos, quando saí de casa. Mas não havia policiamento algum.

Poderia dizer que me vi livre dos sermões, mas também não havia falatório, não havia chatice, não havia controle excessivo. Fui uma adolescente (quase) rebelde sem causa, e agora fico louquinha da vida, aqui, querendo saber como é que está o cabelo dela, se tem comido as frutas que meu pai compra, se tem rido bem alto, se está soltando os ombros, relaxando, meditando, dançando, levando a vida como ela merece.

Está certo, confesso que o que mais me tira o sono é a questão do cabelo. Questão de visualização. Como é que a gente vai deitar e rezar por alguém sem saber como está o cabelo da pessoa?

02 julho 2003

Buenas, moças e rapazes!

Acabo de ver aqui - 14 mil visitas, fico grata a vocês. Como vai todo mundo? Eu vou bem, mas um pouco (muito!) sem tempo para grandes posts aqui.
Assim que der, volto com novos textos.
Só passei para dar um oizinho mesmo.
Beijos.

29 junho 2003

Eu gostaria imenso de que meus acentos e demais sinais gráficos não aparecessem como pontos de interrogação aqui.

27 junho 2003

As coisas estão assim:

Bons pensamentos, boas memórias (para frente e para trás), boas vibrações. Otimismo incurável, vislumbre de paixão, deslumbre de vida.
Consistência muita, coerência razoável (o nome já diz), concordância restrita, discrepância plena – graças a Deus, amém.
O novo no ar, o povo por vir, o ovo pra ver.

Quem vier jogar (o jogo): xeque.

Quem vier borrar (o ovo): pinto.

22 junho 2003

Saudades

Violão de náilon
Música que “vem” prontinha
Buffet de sorvete
Um dia realmente frio (mas só um!)
Meu Gol verde (IFO 7070)
Jogar basquete ou vôlei ou futebol e voltar pingando pra casa
Barão da Torre, 445/apto 1001 – Ipanema, RJ
Manara Bar – São Leopoldo, RS
Bar do Joe – Garibaldi, RS
SESC Interlagos – São Paulo, SP
Verão em Magistério, RS
Quarto com carpete
Banheiro grande
Maradona (nosso finado cão)
Churrasco do pai com maionese da mãe (bodas gastronômicas)
Carioca da Gema – RJ
Faculdade (os corredores e o bar do Alemão, claro)
Humberto Gessinger Trio em Cruz Alta, RS
Ano Novo em Copacabana (1989-90)
Praia do Rosa, SC
Festival de Música do Colégio São Luiz (14/9/91, onde tudo começou)
Bate-papos no FREETEL (início da internet, quem lembra?)
Gincana no Colégio Sinodal – São Leopoldo, RS
Viajar com o Coral da Tia Ângela – interior do RS
T-u-d-o em Fredeburg, Alemanha (1988)
Morar nos “Blocos” – São Leopoldo, RS
Surfar muito mal e não ter vergonha disso
Estúdio Hit – Centro, RJ (2000/2001)
Festa-surpresa de 15 anos – garagem de casa, família e amigos
Ensaios na garagem – São Leopoldo, de 1991 até o dia em que construímos um estúdio na sala de visitas

Direto do Túnel do Tempo.
Buenas!

Meu fim de semana foi meio caído. Dormi muito, arrumei a casa, li um bocado. Bom, pelo menos ler - e assistir a (mais) um DVD do Friends – é coisa boa.

Minhas leituras estão cada vez mais confusas. Na “cabeceira”, que às vezes se confunde com a minha própria cama, tenho: Lolita (o livro), revista Época, Fisiologia da Alma (Ramatis, dando uma revisada), Rubem Braga (contos, relendo e aprendendo), Adélia Prado (sempre, sempre!) e Estação Carandiru - sempre chego até a página 100, depois me interesso por alguma outra coisa e não termino. Isso já faz anos.

Fora um “artigo” que encontrei outro dia, em papel azul, desta que vos fala, quando ainda tinha NOVE anos de idade. Acreditem, eu (já) andava em crise existencial. É mole?

Fora isso, um tempinho mais ou menos, um domingo sonolento, um irmão atirado no sofá e uma cunhada com TPM.

E é isso.