03 setembro 2002

SÓ JESUS SALVA

Vocês me desculpem a demora, novamente, mas ontem foi de lascar. Escrevi um big texto aqui, e, quando fui postar no blog, houve uma queda de luz e eu perdi tudinho. Claro, não havia salvo. Só Jesus salva, né?!

Aí eu me tapei de nojo, larguei tudo e fui para a Lapa.


MAS, VOLTANDO AO QUE NÃO FOI SALVO

Eu ia explicando, ontem, à Luka - e demais interessados - que, sim, eu tenho uma banda. Chama-se ANA LÓGICA, é um trio formado por mim e mais dois moçoilos que são minhas caras-metades musicais: Lori Guimarães toca bateria, e Adalberto toca guitarra. Este último, por obra do destino, nasceu da mesma Aninha que me colocou no mundo.

Eu toco baixo e sou a vocalista da ANA LÓGICA (repetindo o nome para fixar, sei tudo de marketing, hoho...).

O estilo da banda é rock; devo dizer que não se parece com nada, infelizmente não sou boa de descrever o que é cantável e tocável, se é que me entendem. Mas posso garantir que é audível, não se assustem. Nada muito pesado, nem muito leve. Bah, acho que não ajudei muito.

Gravamos o primeiro CD no ano passado, mas ainda não o lançamos por falta de gravadora e/ou verba para lançamento independente. Há 11 músicas minhas, e uma regravação do Caetano em versão roqueira - com todo respeito, claro.

Quando houver o próximo show (já tá pintando) eu aviso aqui, e a gente vai se vendo e se ouvindo na estrada, certo? O prazer será todo meu.
Ok, 80%.

Ah, já teve gente me perguntando se eu toco baixo e canto "tudo ao mesmo tempo", então já vou explicando que é isso mesmo, amigo, e nem é tão difícil quanto parece. Decore muito bem a linha do baixo, e depois saia cantando em cima como se não fosse com você. Dá certinho, certinho.

(Eu ia fazer um trocadilho com "tocando - em - baixo e cantando em cima", mas aí seria infame demais, vou me segurar).

Só não recomendo mascar chiclete ao mesmo tempo, porque desconcentra.

E, para as moças, não recomendo salto muito alto - morro de medo de despencar no meio do palco, porque tocar, cantar e respirar ao mesmo tempo já é o suficiente para se atrapalhar; não se pode querer pular de salto altíssimo, né? Isso a gente deixa para a Daniela Mercury, que o nosso instrumento é pesado, e não deve ser legal cantar estabacada no chão com um contrabaixo atravessado no pescoço.


FALANDO EM MÚSICA

Emerson Nogueira, anota aí. Descobri ontem um CD desse cara, lançado pela Sony, só de covers internacionais em versão acústica. Violão e voz, com uma percussãozinha volta e meia.

Meniiiina, vale a pena. Coisas como "Wish you are here", "Every breath tou take", "Smoke on the water" e até "Forever young", muito bem tocadinhas, para ouvir à luz de velas, sabe como é?

R$ 17,90 - na Saraiva tem.


SOBRE O TEMPO, PARA MUDAR DE ASSUNTO

Ontem fazia 18 graus, à tarde, no Rio de Janeiro. Chovia, e tudo. A beleza desta cidade se acentua ainda mais nos dias cinzentos, enquanto o mar se revolta, entra em crise existencial, bate nas pedras e atira a espuma branca para cima.

O mar dança rock'n roll com a maior poesia nos movimentos. É pena que os cariocas não gostem dos dias chuvosos. Eu trocaria uma aglomeração na beira da praia ensolarada por uma solidão em frente ao mar roqueiro, sem dúvida alguma.

Como é que se ouve o mar com tanta gente gritando "Ô, COCA! Ô, ÁGUA! Ô, SKOL! Ô, MATE!" ???

Ah, não. Da última vez em que um moço desses gritou "Ô, MATE!" no meu ouvido, deu vontade de obedecer à ordem dele.

Fui.

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