03 outubro 2005

Tecla “mute”

Tô te volta à terra dos merrmão. Gostei. Fui recebida com um lindo dia de sol. No táxi (Band News FM), já fiquei sabendo que o Garotinho vai fazer uma cirurgia nas cordas vocais e vai ter que ficar 10 dias calado.

Oba, cheguei em boa hora.


Não sei puxar assunto com taxista

Falar em calado, muda eu estava quando entrei no carro, muda permaneci o trajeto inteiro. Não adianta, não sei puxar assunto com motorista de táxi. E olha que adoraria. Fico imaginando palavras, inventando frases e deletando mentalmente em seguida. Fiasco. Direita, esquerda, atrás daquele Corsa - isso não conta, né? Zero a zero.


Pizza

Essa nem eu acreditei, mas é verdade. Uma noite, estávamos cansados e resolvemos pedir a melhor pizza da cidade (que eu já conhecia, mas não tinha o número da tele-entrega). Pedimos uma ajuda ao rapaz do hotel. Não sabia. Ligamos 102. Não havia. Achamos um catálogo telefônico na mesinha de cabeceira, oba!

Procuramos em “pizzarias” – mas cadê a página? Tinha sido arrancada.

Pensamos que algum hóspede mal educado tinha arrancado a página de pizzarias do catálogo. Por sorte, havia outro. Qual não foi nossa surpresa quando verificamos que também a outra lista tinha sido desfalcada da página das pizzarias!

Moral da história: como o hotel também fornece pizzas, deu-se ao trabalho de arrancar as páginas de pizzarias de todos os catálogos telefônicos de todos os apartamentos. Para que nenhum hóspede faminto caísse na tentação da melhor pizza da cidade (que certamente não é a deles).

Que barbaridade!

24 setembro 2005

Fôlego

Ando de saco cheio dessas pessoas. Que falam assim. Muito pausadamente. De duas, uma. Ou elas acham. Que a gente vai entender melhor. O que elas dizem. Ou lhes anda faltando. É fôlego mesmo.

Yoga nelas.


Gerações

Ele me pediu uma mãozinha no micro.

- Pai, já desinstalei o Yahoo Messenger...
- Beleza, filha! Assim que puder, desatarraxa o resto.


Ciber-cão de guarda

Sem noção esse cachorrinho vigiando a gente aqui no Word, né?
Vai me ensinar a escrever, Totó?

“Ocultar”, please.

(E Totó finge de morto).


XIS coração

Acho que eu devo registrar aqui que acabo de comer um XIS coração maravilhoso, como nos meus sonhos. (Quem acompanha o blog vai entender).

Agora, sim, sinto que cheguei nos pampas.


e-fofoca

Nunca vi terra mais fértil que a Internet para uma boa fofoca.

As pessoas “esbarram”, acidentalmente, no perfil dos outros no Orkut, e vão deslizando pelos recadinhos alheios, e derrapam nos álbuns de fotos, e comentam, sem querer, e dão uma espiadinha aqui e ali, por engano, e já que estão ali, fuçam mais um pouquinho, abrem um arquivo, por via das dúvidas, quem sabe, de repente, ops!

O mouse é a nova versão da mão-boba. Cuidado, você.

22 setembro 2005

Vim ver minha família na minha cidade. Morreu uma tia superjovem. Mencionei o caso aqui há um tempo, quando ela ainda estava doente: câncer no útero. Lutou o que conseguiu.

Pensei se escrevia aqui sobre isso, ou não...

Ninguém sabe o que dizer numa hora dessas. E nem adianta, porque a morte é uma mão muda e surda que simplesmente leva embora; não negocia. Olhando a morte assim de perto, fica uma certa impressão de que as coisas da vida (TODAS) são muito mais negociáveis do que supõe a nossa pobre consciência. Questões de jogo, equilíbrio, balanço, adaptação: são coisas da vida. Vai-e-vem. Ondas.

E ela foi cremada e quis ser jogada no mar.

15 setembro 2005

Enfim, alguém que me entende
(ah, colegas de zodíaco...)


“E porque eu não posso comer nada* minha geladeira só tem frutas e legumes. E as crianças sofrendo por um chocolate.

*Sou um pouco rebelde porque sou sagitariana. Então sábado eu tomei quatro chopes e comi um monte de pedaços de uma pizza que chegou navegando na gordura. Tudo tem um limite, afinal. Morri? Não. Então pronto.”



Comentário Geral - TVE


Para quem quiser me ver na telinha: dia 29 próximo, às 21h, vai ao ar o Comentário Geral, na TVE.

Gravei um depoimento sobre o livro da Lya Luft “Reunião de Família”. Depois eu lembro vocês de novo.


Propaganda

Quero
sua risada mais gostosa
esse seu jeito de achar
que a vida pode ser maravilhosa

(Tem uma propaganda com essa música na TV. Alguns clichês, quando bem posicionados, têm a capacidade de nos dar nós na garganta. Water, please.)

13 setembro 2005

Amnésia




Você já viu Amnésia?
(Não vale dizer que viu, mas esqueceu...)

O filme é de 2001, mas eu só assisti agora. Depois do assassinato da sua mulher, Leonard (Guy Pearce) passa a sofrer de amnésia recente, e vai tatuando o corpo com anotações – referências que o ajudam a se situar no presente.

O roteiro é muito bem construído, os atores estão ótimos, o suspense é intrigante e mantém o espectador de olhos grudados do início ao fim. Filmaço.
Bronca de pai


- Tu não vais mais atualizar aquele teu blog?
- Pô, pai, tô na maior correria, e...
- Só tem aquele do detergente econômico, já faz um tempão!
- Eu sei, desculpe, é que estou escrevendo outras coisas... Imagina que...
- Tá, tá. Mas escreve no blog também. Assim não dá. Passo lá todo santo dia, várias vezes por dia, e o texto não muda!

Engraçado ele dizendo “passo lá todo santo dia”, como se fosse mesmo um lugar – físico.

Pouco tempo atrás, por mais que mirasse, não acertava uma @ no alvo.

01 setembro 2005

Econômico MESMO!


Comprei um detergente em gel, desses cujo rótulo promete: “muito mais econômico!”

Comecei a usar. Hoje vi que, no fundo do frasco, diz assim: “Usar até: 07/2008”.

Nossa. Põe econômico nisso.
Hoho.


Publicidade na internet


Um site de vendas inventou uma mega-ultra-hiper-liquidação para o mês de agosto, e chamou de “Cachorro Louco”.

Até aí, tudo bem. Nada além de falta de originalidade.

Acabando o mês, eles mandam para os clientes um e-mail com o título: “quem perde o Cachorro Louco fica com raiva”.

Pára, aí já é mau gosto mesmo.


Sabedoria da Radical Chic


"Adoro quando os feirantes, os porteiros e os pedreiros do meu bairro me
chamam de gostosa. É a comunidade solidária!"
Quando eu estive em PQP


Eu tive um sonho assim esquisito: estava indo para Nova York quando, de repente, a minha parte do avião (?) se perdeu do resto (?). E foi parar num lugar para lá de estranho, que eu não tinha a mínima idéia de onde era.

Chegando a esse destino inusitado – que, para fins didáticos, passarei a chamar de “PQP” -, descubro que ninguém lá fala a minha língua. Tampouco inglês. Tampouco alemão. Tampouco espanhol. Tampouco francês. Espanhol já disse? Enfim, ninguém em PQP fala língua alguma que se possa, digamos, tirar de ouvido.

Apavorada, entro num restaurante (a comida PQPnesa eu nem tive chance de provar, sinto muito), e começo a perguntar a todo mundo:

- Do you speak english? Do you speak english?

Necas. Ninguém speak english em PQP. Resolvo reclamar em bom português:

- Puta que me pariu, ninguém fala inglês nesta bodega??!!

Foi quando uma senhora portuguesa me ouviu, entendeu e acudiu. Explicou que eu estava mesmo muuuuuito longe de Nova York, e me indicou o caminho até o aeroporto mais próximo. Que, aliás, também era longe para dedéu. (Como eu havia chegado a PQP a bordo de um “pedaço” de avião - que se despencara do resto do bicho original -, não tinha nem pousado em aeroporto algum. Aterrissei foi no meio da rua mesmo. Em PQP, você sabe, rola de tudo.)

Com dificuldade, andei até o aeroporto. Cheguei esbaforida, e expliquei (?), com gestos (?), a minha triste história. Que eu tinha porque tinha que ir a Nova York, e que me arrumassem um vôo, era tudo que eu pedia, pelo amor de Deus.

PQP, enfim consegui!

Voei até NY (de avião inteiro, que sucesso).

Quando entro no saguão do aeroporto, surpresinha: PQP, esqueci TODOS os meus dólares em PQP! Não tinha dinheiro nem para uma bolacha. Nem uma coca light. Nem o táxi.

7:30 da matina, o porteiro me acorda aqui com o interfone. Levanto meio tonta, assustada, e atendo.

- PQP, alouuuu!!!
- Dona Bíbi, seu táxi chegou.
- PQP! Não pedi táxi nenhum!!!
- Ah, desculpe, então foi engano.

Então é isto. O problema de ir a PQP é que chegar é fácil - qualquer pedaço de avião voa até lá.

Agora, vá tentar sair.

31 agosto 2005

Inverno rigoroso aqui no Rio. Rigorosos picos de 37 graus oficiais (44 nas ruas), e a mufa queima sem – conseguir - pensar. Cruz credo.

Ganhei de presente um ventilador de teto. Mandei colocar persianas na sala, mas ainda não chegaram. Minha vontade é fechar tudo e tacar logo um ar condicionado, mas e a conta de luz?

--

“Que ninguém se engane: só consigo a simplicidade através de muito trabalho”.
Clarice Lispector

26 agosto 2005

O bebê


Uma colega nossa vive contando histórias sobre o seu bebê. Mas não pense que é um filho. Nem um cachorro. Nem o marido. Ganha um doce...?

Eu conto: o “Bebê” é um Buggy amarelo ovo, com uma lista vermelha no meio. “Mostarda com ketchup!” – ela avisa.

Um dia ela chegou arrasada:

- Botei o bebê à venda!!!

Quem não sabia ficou apavorado.

Ontem, veio com esta:

- Menina, nem sabe o que o bebê me aprontou ontem. Tava saindo do supermercado, ali pela Av. Gláucio Gil, foi quando me distraí um pouco com um negócio que fui pegar na bolsa... não é que o bebê subiu na calçada??? Que susto!!! Ai, mas xinguei tanto... mas tanto!

É isso mesmo. Ela estava dirigindo, abaixou-se para pegar alguma coisa na bolsa, e tacou o Buggy meio-fio acima. Tomou um susto e ainda saiu xingando o carro.

Risadas gerais.

- Sua doida!! Já pensou se tivesse alguém passando na calçada??? – alguém criticou.

E ela, indignada:

- Tá maluca, é? Pirou? Acha que o bebê ia subir se tivesse alguém?? Eu, hein!?

E ela fala isso séria, ficou ofendida mesmo. Não bate nada bem...

Aliás, não me admira o bebê ter saído à mãe.



Vendedora musical


Vi uma calça jeans na vitrine e entrei na loja. Vazia. No balcão, uma moça muito compenetrada, acredite, arranhava um ré maior num violão meio desafinado.

- Oi – ela me sorriu. – Fica à vontade. Hehe. Tô aprendendo.
- Ok, obrigada...
- Essas calças estão com um preço ótimo... e vestem superbem... PORRA!
- ???
- Hehe, desculpe. É que esse fá me tira do sério! Dói meu dedo! Isso é im-pos-sí-vel de fazer. Simplesmente. Já avisei meu professor. Não dá, pestana não dá.
Não resisti.
- Dá, sim. No início parece impossível mesmo, mas vale a pena praticar. Depois, você vai fazer fácil, fácil.
- Jura?? Você sabe??
Fiz que sim.
- Ai, que tudo.
- ?
- Tudo de bom. Acho tudo! Um dia eu vou tocar direito.
Silêncio. Eu olho as calças. Ela volta ao ré maior.
- Tá meio desafinado, não tá? Você que entende.
- Tá, sim. Quer que eu afine?
- Quero!!!

Afinei o violão pra moça. E acabei não comprando calça nenhuma.

Acho que entendi por que a loja estava vazia...



Melhor frase


A melhor frase que eu li hoje no jornal O Globo foi da Miriam Leitão, em seu “Panorama Econômico”:

“A economia e a política se cruzam novamente elevando a incerteza. De um lado, a economia chega no bom momento da queda dos juros, que vai incentivar o ritmo de atividade. De outro, a crise na política, com seu festival de CPIs e ruídos diários, aproximou-se do ministro que tem sido a mais importante garantia da estabilidade. Insubstituível ninguém é, mas ele é fundamental num governo anêmico como o do presidente Lula.”

(Para quem não lembra: o ministro Palocci, em sua entrevista no último domingo, disse que “ninguém é insubstituível” – ao ser questionado sobre a possibilidade de sua saída do governo).

25 agosto 2005

TOP


Veja as 10 “Top Letras” (mais acessadas) de um site de música vinculado ao Terra. Como diriam os senadores, pela ordem:

1. Ivo Pessoa - Uma Vez Mais
2. Marjorie Estiano - A Fórmula do Amor
3. CPM 22 - Um Minuto para o Fim do Mundo
4. Tati Quebra Barraco - 69 Frango Assado
5. Tati Quebra Barraco - Atola
6. Shakira - La Tortura
7. Kelly Key - Barbie Girl
8. Black Eyed Peas - Don't Lie
9. Bruno e Marrone - Choram as Rosas
10. Akon - Lonely


Agora leia, na íntegra(?), a letra(?) da canção(?) de número 4:

69 frango assa de ladinha agente gosta se tu não ta aguëntando para um poquinho ta ardendo assopra
69 frango assa de ladinha agente gosta se tu não ta aguëntando para um poquinho ta ardendo assopra
ta ardendo assopra
ta ardendo assopra
ta ardendo assopra
fica de joelho
joelho faz um biquinho e chupa minha



Deus.
Textos & Textos

Há os que escrevem por necessidade filosófica.
E há os que escrevem por necessidades fisiológicas.

* desculpe o desabafo. Tenho lido cada m...


Ê, chuvinha...

O dia começa doce. Nada como tomar o café da manhã com a pessoa em questão.
:o)


Passo aqui mais tarde. Vou pilatar.

22 agosto 2005

OFFertas perdíveis

Domingo eu fui ver as modas, e acabei ficando meio deprimida com as vitrines. Vácuo criativo. Já passamos do inverno, e ainda não chegamos ao verão. As promoções OFFerecem o resto do resto do resto do cavalo do bandido. Clima de fim de festa, total.

Tinha sandália encalhada que, de tanto tempo que vejo, já me chamava pelo nome.

Comprei nada, não.



Comoção

Eu sempre via os mais velhos se emocionarem quando fazia um dia lindo, e pensava: ui, coisa de velho! Dias são todos iguais. Manhã, tarde, noite. Mais sol, menos sol. Tá, tanto faz.

Agora é bem feito para mim. Não só me comovo com dia bonito, como também – confesso - já andei parando para olhar passarinho bicar flor no jardim dos outros.

O tanto faz começou a fazer tanto...



Será?

Estacionei no supermercado, e fui às compras. Pus o tíquete no bolso da calça, pensando – “vou acabar perdendo isso”. Não deu outra.

Na saída, há dois guichês. Um deles é mais perto para mim. Nesse, havia uma moça. No mais longe, um rapaz.

Escolhi o do rapaz.

- Oi... puxa, acabo de me dar conta de que perdi o tíquete... (sorriso meigo)... você quer ver os documentos do carro? (sorriso mais meigo ainda).
- Precisa não, moça. Pode passar.

E eu fico pensando: óbvio, homens sempre são mais gentis com mulheres. E depois fico me culpando por não ter ido ao guichê da moça – vai ver ela ia ser ainda mais gentil, e eu é que sou preconceituosa.

Ou não.


Vírus confusos

Agora tem uma onda de vírus que vêm camuflados de cartões virtuais, mensagens misteriosas usando nomes de empresas que existem de verdade, e por aí vai. (Deleto tudo, claro).

Só dessas mensagens mais "pessoais", já recebi um punhado. Já me disseram que estou sendo traído(?) com meu melhor amigo. E que se lembraram de mim com carinho. Que estão com saudades. Que meu CPF não vale mais. E que me amam "com a alma toda".

Ora, decidam-se.

21 agosto 2005

E por falar em saudade


Faz tempo que não escrevo aqui. Tô em falta. Fazendo agora uma horinha gostosa num cyber... vai um café?
:o)

Te contei que estive em Tiradentes? Cidade gostosa mêss! Fiquei impressionada com um restaurante - cujo nome eu adorei: "Tragaluz" -, comida de primeira, um galeto defumado com arroz de não-lembro-o-quê, só sei que tinha uma noz cravada em cima. Delícia. Bom vinho. Bom clima. Velas. Uau.

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E por falar em saudade: São Leopoldo.

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Aqui do meu lado, no cyber, uma menina navega no Orkut. É engraçada essa internet. Na vida real, ninguém puxa assunto com a pessoa ao lado. No virtual, vai ver até que ela é minha amiga de infância.

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Não consigo escrever direito com barulho e gente em volta. Sorry eventuais esbarrões, mãe. Tenho só mais 10 minutos de acesso. Contagem regressiva. O cartão perece rápido.
(Eu disse perece? Coisa mais antiga...)

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09 minutos

Olho daqui um garoto de óculos fuçando livros de turismo na prateleira. Morrendo de curiosidade de saber aonde ele está indo.

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08 minutos

Tem um senhor de óculos na minha frente, usando um computador que fica de costas para o meu. Ele precisa seriamente de alguém que indique como ele deve se vestir - como NÃO deve já está sabendo com precisão. Amarelo-ovo. E esse relógio, hein?

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07 minutos

Vou sair fora. 06 minutos. Vou postarrápido antesque nãodê maistempo.
Fui!

10 agosto 2005

Seria cômico...


... você sabe.
Olha essa (tirada do blog do vizinho do Roberto Jefferson):

“Bornhausen finge que bate, acm também, marco maciel deve ter emagrecido ainda mais pois desapareceu de vez, pedro simon dá um tapinha que não dói, o garotinho continua pequeno, heloisa helena esperneia para as paredes, frossard pensa no governo do rio e articula com jefferson que está, desde a saída, na forca mesmo.”

09 agosto 2005

Rápidas


O plágio é uma espécie de homenagem que, na hora de se creditar, cretina-se.

**

A melhor poesia da vida
é amar alguém
que vice-verso.

**
Virtua


A conexão não funciona. Ligo para a central do Virtua, e ouço a seguinte mensagem – reparem como é auto-explicativa:

“Bem-vindo à central de atendimento Virtua! Informamos que o acesso está interrompido em algumas regiões da Barra da Tijuc”
(cai a ligação)

05 agosto 2005

Bons dias :o)

Tem feito uns dias lindos, embora um pouco quentes para o meu gosto. Vejo a CPI, e meu instinto sagitariano-otimista quer acreditar que todo mundo ali está a dizer a verdade. Mas aí os dados não conferem.

Asterisco: R. Jefferson pode até estar (AGORA) prestando um grande serviço à nação, mas, pqp, como é canastrão!

***

Pênalti!


Eu estava lendo um negócio sério no Globo On Line. Passo o mouse, sem querer, por uma bola de futebol que está em algum canto, e o que me acontece? Ronaldinho Gaúcho toma conta da tela, com uma &$@#$)&¨# de uma propaganda de imóvel que não quero saber nem onde fica, nem quanto custa, nem nada.

E cadê que eu consigo terminar de ler a notícia?

Quem é que tira o craque da minha área agora, sr. juiz?

Francamente, prestenção! Pro diabo com essa publicidade inconveniente da internet. Pro diabo.

29 julho 2005

Cafezinho


Psiu, cá pra nós. Você não sente, às vezes, no fundo do gole de cafezinho, um leve gosto de cigarro?

Eu sinto. Nunca fui fumante na minha vida, mas sinto. E tenho uma explicação.

Sabe aqueles fumantes que param de fumar, e depois ficam um tempo reclamando que não conseguem tomar café sem ter gana de acender um? Pronto: eu acho que é esse o gosto que eu sinto.

Dos cigarros não fumados dos abstêmios.

Mas não é em todos os cafés, não. Acha que eu sou doida? Calma, é só em alguns...


Padelli


Descobrimos uma pizzaria ma-ra-vi-lho-sa aqui no Recreio – il forno di Padelli. Uma entradinha, sugerida pelo garçom (gentil), já ameaçava o desfecho trágico. De tão bom.

A mozarela de búfala veio se desmanchando, literalmente. Tomate seco e rúcula - não menos frescos, apetitosos. E aquele pãozinho, tipo uma massa de pizza, como se chama mesmo? Chama-se assim: tô perdida.

E a pizza não deixou por menos. Das melhores que já comi aqui no Rio (está bem, a cidade não é exatamente conhecida pelas pizzarias, mas...). Essa é realmente muito boa. Vale a pena. Palavra de gaúcha com descendência italiana!


Tamanho quê??


Cena dos sonhos: chego numa loja, vejo uma blusa linda e pergunto se tem de vários tamanhos. A moça:

- Acho que, para você, tem que ser a “P”...

Minha frase imediata:

- Já disse hoje que te amo??

Mas acabei não dizendo nada. Hehe. Mentiras sinceras me interessam.


3 frases do meu irmão


Meu irmão tem umas frases ótimas. Algumas são dele mesmo. Outras, citações. Mas ninguém citaria com tamanha propriedade. Isso já nem é mais citação: é pirataria.

1. “Tem dia que, de noite...” (com cara de preocupação)

2. “Hoje em dia, com a internet...” (essa vale para absolutamente tudo. Qualquer coisa que cause espanto, uma notícia no jornal, um banco quebrado na praça - lá vem a explicação-consolo: é... hoje em dia, com a internet...)

3. “Foi o que eu disse!!!” (quando ele acabou de dizer exatamente o contrário)

27 julho 2005

O mundo é dos vivos
O mundo é dos bancos
E os bancos dos mendigos

O mundo é de loucos
Que mundos não têm dono
E só somos vencidos pelo sono

O mundo é do novo
E o novo dos antigos
O mundo é quem sobrar no fim da noite
Dos amigos

(Nei Lisboa)